<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222</id><updated>2012-02-16T12:41:52.496-08:00</updated><category term='lei'/><category term='video'/><category term='texto'/><category term='poesia'/><category term='artigo'/><category term='fotos'/><title type='text'>EntreVentres</title><subtitle type='html'>&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;
história   *   dança   *   poesia &lt;br&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-5482585103760240397</id><published>2012-01-11T05:55:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T06:37:07.819-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotos'/><title type='text'>os zíngaros de Isadora</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-82LSs6rak98/Tw2c6R2l1UI/AAAAAAAAB6o/Uh2r984QZIo/s1600/taraf_de_haidouks.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 261px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696381628732265794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-82LSs6rak98/Tw2c6R2l1UI/AAAAAAAAB6o/Uh2r984QZIo/s320/taraf_de_haidouks.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;"Ah, a música dos zíngaros! Sorrateiramente, os meus sentidos começavam a despertar. Como surpreender-nos que com uma tal música eu sentisse desabrochar as minhas emoções nascentes? Haverá alhures alguma música como esta, a música zíngara que brota espontânea do solo da Hungria? Recordo-me de uma conversa que tive, anos depois, com John Wanamaker. Estávamos numa loja, na secção de gramofones, e ele chamou-me a atenção para a extraordinária música que reproduziam esses aparelhos. Ao que logo objetei: 'todas estas máquinas, tão delicadamente construídas, por hábeis inventores, não substituirão jamais a música zíngara de um simples camponês húngaro, tocando numa estrada poeirenta do seu país. Um único zíngaro vale mais do que todos os gramofones do mundo!'"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9966;"&gt;Isadora Duncan - &lt;em&gt;Minha Vida&lt;/em&gt;, pg. 80&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-5482585103760240397?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/5482585103760240397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=5482585103760240397&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5482585103760240397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5482585103760240397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2012/01/os-zingaros-de-isadora.html' title='os zíngaros de Isadora'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-82LSs6rak98/Tw2c6R2l1UI/AAAAAAAAB6o/Uh2r984QZIo/s72-c/taraf_de_haidouks.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-1318850519269640755</id><published>2011-11-03T14:48:00.001-07:00</published><updated>2011-11-03T15:26:28.007-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>O Oriente que falta em Paul Bourcier</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ccccff;"&gt;Essa resenha é um estudo crítico do trabalho mais famoso de Paul Bourcier, afim de situá-lo dentro de um debate historiográfico que inclua a história da dança oriental, sobretudo porque ele já a delimita fora de seu campo (no título), mas curiosamente não resiste a integrá-la em seu repertório (nos primeiros capítulos). Estou considerando como dança oriental, no caso, as artes performáticas árabes, indianas, persas, e egipcias e todas aquelas que se inserem numa categoria não-ocidental, tacitamente definida neste trabalho pelo autor. Problematizo, por outro lado, que uma leitura histórica das danças através de imagens, esculturas etc., é insuficiente nesse caso porque, ao contrário da nossa sociedade, onde se exacerba o sentido da visão e se supervaloriza toda arte ligada a ela, a cultura oriental prioriza a audição, a sonoridade, a oralidade (BUCKHARDT, 2001).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dança é uma expressão humana até certo ponto livre, delimitada somente conforme suas finalidades sociais e culturais (HANNA, 1979). Mas a constituição de um campo acadêmico preocupado em um referencial teórico para ela é muito recente, e está mais ligado ao processo de decodificação artística da dança para o palco do que à sua aparição enquanto fenômeno sócio-religioso ou cultural, domínio até então da antropologia, etnologia, teologia etc. A história, diferente da dança, está sujeita a uma finalidade distinta. Ela existe como uma ciência, ainda que não exata, que visa abordar e interpretar o passado. Uma série de questões envolve a sua epistemologia, isto é, a forma como se dá a construção histórica, a relação passado-presente e a própria definição do objeto de estudo, como no presente caso, a dança.&lt;br /&gt;Façamos um exercício de imaginação para entender o ofício do historiador e como se daria a construção do conhecimento histórico em relação à dança. Ao lermos um livro de história da dança, caso não sejamos da área da história, deixaremos de perceber, criticamente, como a seleção do objeto, o recorte das fontes, a periodização e a metodologia utilizada pressupõe determinada posição do autor - que excluirá, por sua vez, outras possibilidades de leitura do mesmo fenômeno. Para que os estudiosos e artistas da dança se familiarizem com esses procedimentos históricos e cheguem à compreensão de que a história não narra o passado tal como ele aconteceu, mas ao contrário, que constitui antes uma construção desse passado, permeada por determinada visão interessada e intencional a respeito do que aborda, levantarei algumas questões que sintetizam quase que didaticamente os elementos básicos da história enquanto ciência. Ao historiador profissional poderá parecer algo banal, mas certamente será útil para o estudioso teórico da dança e também para o artista, sempre que precisem recorrer à história em seu trabalho.&lt;br /&gt;A primeira coisa importante é ter em mente que o passado “não abre a sua porta” como poetizou Cecília Meireles. Isso pode soar um tanto taxativo, e um pouco nostálgico e triste, mas de fato, é impossível acessar o passado tal como ele aconteceu, sendo essa uma das questões teóricas da maior importância, inclusive em relação à percepção do próprio presente. Um mesmo fenômeno ou evento que ocorra em nosso tempo, pode ser visto e interpretado de diversos ângulos e maneiras. Quanto ao passado, adicione-se a distância temporal, a singular visão de mundo do indivíduo que deixou registrado seu olhar sobre os acontecimentos, filtrados por uma sensibilidade e percepção distintas da nossa, e logo se perceberá o grande desafio que é o fazer histórico. Diferentes valores e costumes, diferentes objetos e necessidades, diferentes tecnologias e ciências, diferentes formas de saber e de produção, e principalmente, diferentes relações com o espaço e com o tempo (seja de forma direta concreta, ou abstrata filosófica) nos dificultam uma leitura direta do passado, mesmo através do seu testemunho documental em mãos.&lt;br /&gt;Dessa forma, devemos considerar que qualquer passado é complexo em sua apreensão e intangível em sua totalidade. Abordamos o passado através do documento ou vestígio material que permanece graças a diversos fatores, nem todos dependentes da vontade humana. O que nos sobra não chega a ser nem propriamente uma sombra de passado, mas um rastro. Trabalhamos nesse rastro, tentando reconstituir ou interpretar, a partir dele, uma certa idéia daquela fatia da realidade passada. E aqui, de fato, começa mais um problema: a questão não é apenas ser o fragmento ou conjunto de fontes algo que pode nos levar a muitas hipóteses, seja pelo filtro de percepções dos sujeitos da época que produziram tais registros, seja pela limitação imposta pela própria falta de registros, que ou nunca existiram a respeito de determinado assunto, ou foram perdidos, destruídos, etc. A questão perigosa é o porquê de o historiador ser levado a pesquisar tal ou qual assunto, porque ele escolhe tal ou qual tipo de documento ou conjunto de fontes e como define o período no qual trabalhará.&lt;br /&gt;Outro grande problema é o da interdisciplinaridade: a confusa apropriação dos conceitos e o empréstimo de termos sem proceder à sua discussão teórica. Como era de se esperar, entre história e dança isso ocorre com freqüência, e estende-se à antropologia e à etnologia, por serem ciências intermediárias entre elas. Por exemplo, o hábito que bailarinos, teóricos e historiadores da dança cênica ocidental têm de tomar as danças orientais como danças “étnicas” ou localizar sua origem num passado remoto fazendo referência ao seu caráter primitivo, primordial, espontâneo, sem considerar sua historicidade específica, o papel artístico intencional dos seus bailarinos-intérpretes e, sobretudo, sem questionar as apropriações, muitas vezes distorcidas, que foram feitas, por exemplo, do legado oriental ao longo da história da dança ocidental. O próprio termo “étnico” deve ser utilizado com extremo cuidado (se é que deve ser utilizado), pois traz a idéia subjacente a ele de que a etnia é a raiz da identidade dos povos, expressando por meio de danças as características essenciais de uma tradição imutável, como se não fossem sujeitas às influencias culturais e transformações históricas diversas, permanente, repentinas, contínuas. Essa noção se consolidou no surgimento da antropologia e foi intensificada na emergência das instituições folclóricas européias (ORTIZ, 1985), fazendo parte da própria origem do olhar antropológico, que surge historicamente em fins do século XIX, como uma forma dos dominadores europeus distinguirem-se dos povos dominados, justificando-se ao delimitar uma suposta linha divisória entre civilizado (dominador) e primitivo (dominado).&lt;br /&gt;De tal perspectiva, o civilizado teria história, ao passo que o primitivo não. É como se disséssemos com “étnico” que as tradições são imutáveis ou a-históricas, enquanto somente a dança cênica tem uma história da dança – e dessa perspectiva o ballet ou a dança contemporânea são considerados apenas dança, mas poucos se arriscam a olhá-los como uma expressão “étnica” de comunidades brancas e urbanas ocidentais. Sob esse termo também se camufla uma outra noção, ainda mais perigosa, que é a de que não há uma relação histórica entre a dança “étnica” e a dança “cênica”; a não ser, é claro quando elas se emprestam técnicas, temas, passo etc entre si, como se isso fosse algo apenas estético, artístico e não fossem constituir, na realidade, relações de hierarquia, interdependência, influência e conflito (COLI, 2002).&lt;br /&gt;Porém, a própria antropologia, sobretudo a partir do momento em que a história incorporou seus objetos e métodos ao enveredar para uma história cultural (DOSSE, 1992), compreendeu a mutabilidade da tradição, inclusive em contraste com a aparente “liberdade” da sociedade letrada. Como salienta o historiador Jacques le Goff: “as culturas dependem dos seus meios de tradução, estando o aparecimento da literacy ligado a uma mutação profunda de uma sociedade. [...] A escrita traria maior liberdade, enquanto que a oralidade conduziria a um saber mecânico, mnemônico intangível. Ora, o estudo da tradição num meio oral mostra que os especialistas dessa tradição podem inovar enquanto que a escritura pode, pelo contrário, apresentar um caráter "mágico" que a torna mais ou menos intocável. Não devemos pois opor uma história oral, que seria a da fidelidade e do imobilismo, a uma história escrita que seria a da maleabilidade e do perfectível. Num livro importante, Clanchy [1979], ao estudar a passagem da recordação memorizada ao documento escrito na Inglaterra medieval, pôs também em evidência que o essencial não é tanto o recurso ao escrito, como a mudança de natureza e de função do escrito, o deslizar do escrito de técnica sagrada para prática utilitária, a conversão de uma produção escrita elitista e memorizada numa produção escrita de massa, fenômeno que só se generalizou nos países ocidentais, no século XIX, mas cujas origens remontam aos séculos XII e XIII” (1990, p.66).&lt;br /&gt;Falando em letrados e na cultura escrita, outra questão espinhosa para a história da dança é a da fonte documental, isto é, como apreender a historicidade do próprio gesto de épocas anteriores ao registro filmográfico, ou por documentos, sejam eles escritos ou não. Essa é uma questão que não é simples de responder, pois, enquanto o gesto é pouco importante, no sentido que nos interessa, para duas das três grandes correntes historiográficas ocidentais do nosso tempo - a saber, a marxista, a tradicional e nova história (como herdeira da abertura provocada pela Escola dos Annales) – ela só começa a ganhar atenção a partir desta última, pela sua aproximação com a antropologia e o interesse na cultura material. Muito embora já tenha sido apontada pelos historiadores do século XVI que: “A história começa antes da escrita. ‘Na sua forma mais primitiva", defende La Popelinière, ‘a história deve procurar-se em tudo: nas canções e nas danças, nos símbolos e outras atuações mnemônicas’” [GOFF, 1990, pg 71] Obviamente sua importância é evidente para os historiadores não-ocidentais, como Ibn Khaldun e todos os historiadores anteriores, citados e utilizados por Farmer (1929) - ainda que não se possa comparar os modos de fazer história dos árabes medievais com os nossos.&lt;br /&gt;A arqueologia, como ciência histórica do não escrito, foi fundamental na ampliação desse campo de investigação, e Le Goff explicitou como isso aparece no debate entre a história tradicional (representada aqui por Fustel de Colanges) e os inovadores:&lt;br /&gt;“Quero todavia referir aqui o caráter multiforme da documentação histórica. Replicando, em 1949, a Fustel de Coulanges, Lucien Febvre afirmava: "A história fez-se, sem dúvida, com documentos escritos. Quando há. Mas pode e deve fazer-se sem documentos escritos, se não existirem... Faz-se com tudo o que a engenhosidade do historiador permite utilizar para fabricar o seu mel, quando faltam as flores habituais: com palavras, sinais, paisagens e telhas; com formas de campo e com más ervas; com eclipses da lua e arreios; com peritagens de pedras, feitas por geólogos e análises de espadas de metal, feitas por químicos. Em suma, com tudo o que, sendo próprio do homem, dele depende, lhe serve, o exprime, torna significante a sua presença, atividade, gostos e maneiras de ser" [1949, p. 4281. Marc Bloch tinha também declarado: "A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. Tudo o que o homem diz ou escreve, tudo o que fabrica, tudo o que toca pode e deve informar-nos sobre ele" [1941-42, p. 63].” (GOFF, 1990, p.89)&lt;br /&gt;Entretanto, tais inovações implicaram no surgimento de problemas em relação a construção de uma nova história a partir de novos documentos. Ainda que se refute a implicância dos historiadores, como Colanges, numa história feita somente a partir de documentos escritos, de caráter factual ou événementièlle – isto é, a história enciclopédica, que dá nomes, datas e descreve eventos – nenhum historiador profissional pode prescindir de fontes e de perseguir a verdade e a realidade, ainda que nunca atingidas na sua totalidade, no fazer histórico. Assim, entre os antropólogos e historiadores culturais começou-se a construir ferramentas como, por exemplo, a documentação de registros etnográficos, ou etnotextos, e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paul Bourcier não tem Oriente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A História da dança no Ocidente" (2001) deve ser um dos trabalhos mais conhecidos e importantes na dança, por este motivo, ele é o foco de nossa análise. Vejamos a maneira de elaborar o conhecimento histórico do autor e como considera a dança oriental em seu projeto de uma história da dança ocidental. Paul Bourcier parece ter claro para si a demarcação de seu objeto: a dança cênica ocidental. Embora ele percorra diversos contextos históricos, sua obra finaliza com um propósito bem definido nesse sentido. Interessa aqui, no entanto, como ele se refere à dança oriental, que margeia este propósito.&lt;br /&gt;Sua obra é panorâmica e trata claramente do que podemos considerar uma história de síntese, em contraposição à história praticada por historiadores de arquivo ou de campo, que lidam diretamente com as fontes. Creio ser importante esclarecer que uma obra de síntese pode apoiar-se em trabalhos de historiadores especialistas, cujo recorte seja mais específico. Uma história de síntese não delimita tão estritamente seu objeto em termos de localização geográfica, sociedade e tempo e o autor dificilmente lidou diretamente com a documentação que chamamos de fonte primária – que é o documento original em si. Embora Paul Bourcier faça uma história de síntese, falta-lhe uma problematização teórica e conceitual – por exemplo, perguntar-se qual seria a relação entre dança e sociedade ou dança e política – ademais, mesmo para uma história de síntese, sua delimitação temporal é demasiado vaga, da mesma forma que a sua delimitação espacial. Mas, observemos como ele organiza, no tempo e no espaço, a sua história da dança no ocidente.&lt;br /&gt;Ele inicia o trabalho situando um pouco as dificuldades a respeito de uma reconstituição histórica universal da dança, devido à dificuldade com as fontes documentais. Reserva uma parte inicial muito breve aos registros pré-históricos e um capitulo para o que ele considera “a erosão do sagrado”, onde fala de diversas danças espalhadas em tempos, sociedade e distintos lugares do Oriente Médio. Isto indica que, apesar de sua história ser declaradamente uma história da dança ocidental, ele não consegue dissociá-la da dança oriental. O importante é entendermos porque e como. Concentremos a atenção nesses tópicos.&lt;br /&gt;Ao abordar as danças pré-históricas e orientais, a tipologia documental indicada é basicamente figurativa, seja cerâmica ou pintura. Ao falar das danças gregas, indica fontes mais variadas que constituem tanto os excertos de escrituras clássicas antigas como as representações figurativas. Até aqui já temos dois problemas centrais: o recorte temporal e a escolha das fontes.&lt;br /&gt;Quanto ao recorte temporal, a forma como ele dispôs a sua história evidencia o claro eurocentrismo e etnocentrismo de sua proposta: se construirmos com ele uma linha do tempo, ou cronológica, no início, lá atrás, está a dança primitiva, sucedida das danças sagradas orientais, depois gregas (subentendidas como ocidentais) e, por fim, o desenvolvimento da dança, digamos, “dessacralizada”, artística, ocidental européia.&lt;br /&gt;Esse é o esquemão básico da leitura ocidental da história, sobretudo da história positivista: o ocidente se desenvolveu, apesar de (ou por causa de) a erosão do sagrado, avançou no tempo, atingiu seu ápice na modernidade contemporânea, tudo testemunhado por uma leitura pretensamente consciente e desinteressada. O Oriente aparece aqui como uma etapa do passado, estático ou atrasado, desprovido de história própria. As referências ao passado antigo são estanques e o Oriente moderno não participa na história da dança ocidental, senão acidentalmente, superficialmente. Desse ponto de vista, o Oriente não produziu um conhecimento relevante sobre a dança enquanto arte, a não ser, é claro, a Grécia que, apesar de na verdade estar profundamente conectada e imbricada com diversas sociedades orientais, foi utilizada como taboa de salvação dos historiadores tradicionais europeus para filiá-la exclusivamente ao desenvolvimento histórico da cultura dos países ocidentais. Esse tipo de abordagem utilizada por Bourcier é, no mínimo rasa, e no máximo um subproduto ideológico da mentalidade imperialista européia (HOBSBAWM, 2001; SAID, 2007).&lt;br /&gt;Segundo ponto relevante é que, ao utilizar as fontes visuais, o autor recorre a uma leitura caracteristicamente ocidentalizada – privilegiar a leitura visual em detrimento de outros sentidos é a característica marcante da mentalidade cultural do Ocidente, racionalista e compartimentada. Não que tais documentos não sejam relevantes para o estudo das danças antigas, mas seria preciso considerar que, especialmente no caso das danças orientais e gregas – que, repetimos, embora ele não inclua em seu projeto central, ele se arrisca a abordá-las como a nascente das danças ocidentais - as formas e gestos ou técnicas, e os desenhos coreográficos fossem mais relevantes do que outros aspectos da dança, o que não é algo inteiramente verdadeiro. Ao contrário, o oralidade é a característica marcante das sociedades antigas e tradicionais, de modo que a relação estreita entre música e dança é mais intensa, o que, para uma história da dança, implica buscar outras fontes e métodos de pesquisa alternativos.&lt;br /&gt;A história é sempre um resgate do passado, feito por seres socialmente constituídos e situados, como definiu o historiador Lucien Goldman (1979). Assim, todo posicionamento ideológico está implícito no fazer histórico e aparece explicita ou implicitamente nele. Devemos ter em mente que a forma como os autores da história da dança encaram a relação entre dança oriental e ocidental está permeada pelo seu projeto político de sociedade; o quanto e em que medida dedicam espaço à dança oriental revelam a sua posição em relação ao Oriente Médio em seu próprio tempo histórico. Digo isso para explicitar que o trabalho de Bourcier foi produzido num contexto histórico onde o resultado dos processos ideológicos, físicos, econômicos e políticos da dominação imperialista dos países europeus, notadamente a França em relação aos países asiáticos e africanos, ainda é fortíssimo. Na primeira metade do século XX a Africa e a Ásia borbulham de países recém-saídos do colonialismo imperialista, buscando se afirmar politicamente num mundo dilacerado pela hegemonia política e militar européia. Nesse contexto, dificilmente o autor francês dedicaria um espaço considerável à influencia da dança oriental sobre a ocidental, a não ser assim, remotamente, pois é mais lógico que uma exaltação da segunda prevaleça dentro do seu projeto político implícito, ou seja, aproveitar o fato de que o ballet, embora nascido na Itália, teve um forte desenvolvimento na França, dando-lhe um locus privilegiado para a construção de uma história da dança cênica ocidental. Esse é projeto político implícito que deve ser enxergado por trás das aparentes verdades percorridas pelo autor: ou seja, a vinculação de seu país no processo de emancipação quase que civilizatória de uma arte universal. Mas para autores não ocidentais, ou para antropólogos críticos, como Shay (2002) e Geertz(1999), é evidente que o ballet é mais uma expressão cultural tão particular quanto qualquer outra, que só tornou-se universal por meio da expansão e dominação capitalista de nações que o adotaram como capital cultural (SAID, 2007). Ainda mais se observarmos esse fenômeno sob o conceito de Indústria Cultural proposto por Adorno (2002)... A dança contemporânea tampouco foge à regra.&lt;br /&gt;É preciso considerar ademais que Bourcier realiza uma história nesse caso, praticamente positivista. Organizou os elementos dentro de uma macrocronologia convencional, centrou-se na recuperação descritiva do passado a partir dos documentos, delimitados por uma tipologia iconográfica restrita e restritiva, desenvolveu uma história linear e evolutiva, onde a dança é o sujeito abstrato de uma sucessão de sociedades históricas estáticas, de maneira que sequer explorou as suas transformações inter-relacionadas, como vemos, por exemplo, no trabalho de Roger Garaudy (1980).&lt;br /&gt;Paul Bourcier é uma referência indispensável: ele teve o mérito de marcar a dança como objeto efetivo da história, e definir-lhe aí um âmbito próprio, que ele designou de história do movimento. E evidentemente, existem limites que também se impõe à consciência do historiador, de forma que não se espera que ele pudesse abarcar tudo, ou se aprofundar em pontos que, como vimos, provavelmente não eram do seu interesse central. Buscamos, entretanto, mostrar que ele deve ser lido criticamente. Conforme vimos, no tocante à história da dança oriental seu trabalho cria um problema, pois, ao delimitar seu objeto como história da dança ocidental e ao mesmo tempo incluir a dança oriental em sua periodização como elemento de origem, provoca a necessária discussão a respeito desse posicionamento cronológico e, principalmente, da verdadeira relação entre dança ocidental e oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADORNO, Theodor. Indústria cultural e sociedade. RJ: Paz e Terra, 2002.&lt;br /&gt;BOURCIER, Paul. História da Dança no Ocidente. São Paulo: Martins Fontes, 2001&lt;br /&gt;BUCKHARDT, Titus. A arte sagrada no Oriente e no Ocidente – princípios e métodos. Tradução E.C. Alves e S.Liezer. SP: Attar editorial, 2001&lt;br /&gt;CERTEAU, Michel de. A escrita da História. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982. Tradução de Maria de Lourdes Menezes&lt;br /&gt;COLL, Augustí, Nicolau. Propostas para uma diversidade cultural intercultural na era da globalização. Cadernos de Proposições para o Seculo XXI. São Paulo: Instituto Pólis, 2002.&lt;br /&gt;DOSSE, François. A história em migalhas – dos Annales à nova história. Tradução de Dulce da Silva Ramos; prefácio Elias Thomé Saliba – São Paulo/Campinas: Editora Ensaio, Editora da Unicamp, 1992.&lt;br /&gt;FARMER, George. A history of Arabian Music – to the XIII century. Londres: LUZAC &amp;amp; co, 1929 – versão original&lt;br /&gt;GARAUDY, Roger. Dançar a vida. Trad. de Glória Mariani e Antonio Guimarães Filho. 3a. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.&lt;br /&gt;GEERTZ, Cliford. O saber local – novos ensaios em antropologia interpretativa. Petrópolis: Editora Vozes, 1999. Tradução de Vera Mello Joscelyne&lt;br /&gt;GOFF, Jacques Le. História e Memória. Tradução Bernardo Leitão - Campinas, SP Editora da UNICAMP, 1990.&lt;br /&gt;GOLDMANN, Lucien. Dialetica e cultura. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. Tradução de Luiz Fernando Cardoso, Carlos Nelson. Coutinho e Giseh Vianna Konder.&lt;br /&gt;HANNA, Judith Lynne. To dance is human.(1979) Chicago: University Chicago Press, 1987&lt;br /&gt;HOBSBAWM, Eric and RANGER, Terence. A invenção das tradições. Tradução Celina Cardim Cavalcante. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.&lt;br /&gt;HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios – 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.&lt;br /&gt;ORTIZ, Renato. Cultura Popular: românticos e folcloristas. São Paulo: PUC, 1985.&lt;br /&gt;SAID, Edward. Cultura e Política. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007.&lt;br /&gt;SAID, Edward. O Orientalismo – O Oriente como invenção do Ocidente. Tradução Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2007&lt;br /&gt;SHAY, Anthony and SELLERS-YOUNG, Barbara. “Belly Dance – Orientalism, Transnacionalism and harem fantasy.” In: Bibliotheca Iranica. Performing Arts Series, EUA: 2005.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-1318850519269640755?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/1318850519269640755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=1318850519269640755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/1318850519269640755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/1318850519269640755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/11/o-oriente-que-falta-em-paul-bourcier.html' title='O Oriente que falta em Paul Bourcier'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-6286174143325223927</id><published>2011-10-30T08:46:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T08:54:49.330-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>A historiografia da Dança do Ventre no Brasil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O objetivo desse artigo é problematizar a bibliografia disponível no Brasil da História da Dança Oriental. É certo que não se pode falar propriamente de uma historiografia nesse caso, porque aqui nem há investigação a rigor nesse tema, já que não é um campo nosso. Certamente nos países orientais e mesmo nas capitais européias (onde muitas fontes, roubadas de seus lugares originais sob a escusa “civilizatória” do imperialismo, foram preservadas em museus) é possível se pensar numa investigação mais sistemática nesse sentido. Entretanto abordarei aquilo que é possível para nossa realidade e que ainda está ao alcance de todos, seja através da internet, seja nas bibliotecas públicas. Em todo caso, temos uma expressiva quantidade de bailarinas que trabalham com a Dança do Ventre e outras danças árabes ou orientais (não necessariamente árabes) e que utilizam alguns materiais de referência. Embora a maior parte do conhecimento relativo à dança e à musica oriental é passado aos estudantes de forma oral, sem utilização de referencias teóricas, o foco deste artigo concentra-se naquele conhecimento que, por estar afixado na forma escrita, ganha caráter de ‘verdade’, sobretudo dentro da nossa cultura letrada (BURKE, 1997).&lt;br /&gt;A importância de se discutir essa bibliografia (mais do que uma historiografia, como veremos) se dá em vista de 3 motivos principais: 1) a maior parte do material disponível no Brasil, ainda que subutilizado, é a única referencia dentro do circuito ensino-aprendizagem da Dança Oriental (incluindo as modalidades folclóricas) ou das danças do ventre no país; 2) 99% dos autores que publicaram sobre a dança oriental no Brasil não tem formação histórica nem qualquer embasamento científico em suas afirmações sobre a História da dança Oriental ou do Ventre (incluindo a problemática da nomenclatura e dos conceitos), isto quando não recorrem a uma história de internet (!); 3) A dança oriental cênica é negligenciada nos meios acadêmicos da dança, em parte por causa de estereótipos e preconceitos, em parte porque há um desconhecimento absoluto das obras de autores orientais, quanto não um descaso mesmo (não despropositado) em relação ao enorme peso e influência das artes orientais na própria origem e formação da dança contemporânea. Este último tópico, entretanto, mereceria um artigo a parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos materiais de referência mais conhecidos entre as profissionais e professoras de dança oriental é o livro "La danza mágica del vientre" (1995), de Shokry Mohamed. Este foi um grande bailarino e coreógrafo de origem egípcia, fundador do estúdio “Las pirâmides” na Espanha, que teve um papel preponderante na formação de muitas bailarinas brasileiras. Seu livro aborda a história da dança do ventre a partir da suas origens e formação no norte da África e Oriente Médio. Shokry pode ser considerado um grande folclorista, pois estudou diversas manifestações tradicionais sobreviventes na região e procurou sistematizar esse conhecimento prático dentro de uma perspectiva cronológica, valendo-se da documentação representativa e figurativa existente em abundância nos museus do Cairo e em outros lugares. Ele considerava a dança oriental (que nós conhecemos como dança do ventre) como o resultado da mistura de diversas influências e estilos, e abordou desde as origens às transformações ocorridas na transição do período pagão até a emergência das religiões monoteístas, sobretudo do islã. Sua explanação abarcava sobretudo manifestações do Egito Antigo e da cultura árabe antiga e medieval.&lt;br /&gt;Mesmo tendo sido um profundo conhecedor das tradições de sua terra, Shokry não escapou ao crivo da egiptologia*, que parece ter marcado decisivamente a concepção, mais difundida, de que há duas vertentes principais na dança oriental: a árabe e a egípcia. A dança de traço egípcio estaria mais ligada à espiritualidade modelada pelos ritos aos deuses egípcios antigos, enquanto a dança de caráter árabe teria sido marcada pelo contexto dos deslocamentos das caravanas através dos desertos, tendo-se desintegrado sua relação direta com a divindade.&lt;br /&gt;Esta divisão influenciou por muito tempo a construção de um referencial técnico para as bailarinas modernas e seus critérios de avaliação estética. Mas ela corresponde, de fato, a formação da dança oriental como um todo, ou é um critério que foi construído ideologicamente? É preciso compreender que tal divisão se deve, antes de tudo, ao modelo de construção da identidade dos povos. O Egito tem uma longa tradição em danças que, certamente, antecede muito a presença árabe na região, e suas danças exalam, como demonstrou o próprio Shokry Mohamed, de elementos autóctones à cooptas, romanos, faraônicos, e até mesmo subsaarianos. Mas foi no processo da construção da identidade nacional egípcia, no inicio do século XX, que tornou-se oportuno rejeitar o elemento árabe, anular as diferenças étnicas internas e exaltar o passado glorioso e imperial do Antigo Egito, por meio de tais associações da dança (como elemento tradicional) com divindades que, na realidade, já eram somente de interesse monumental e turístico, oportunamente enfatizadas em termos de imaginário, influindo tanto nas representações cênicas como cinematográficas da dança oriental, alinhadas ideologicamente ao projeto de identidade política da nação.&lt;br /&gt;Podemos (e devemos) ressaltar que, na emergência dos Estados nacionais asiáticos e africanos, a questão da autodeterminação dos povos foi central e, com ela, tornou-se imprescindível definir as identidades nacionais em oposição aos elementos estrangeiros das nações imperialistas européias, que até então dominavam política e belicamente a região, ou das nações emergentes entre si (HOBSBAWM, 2001). Assim, embora as danças no Egito tenham, sem duvida, uma diversidade de influências, a sua associação com o culto às suas divindades se deve em parte aos subprodutos dessa construção da identidade egípcia, que se distinguem radicalmente da trivialidade atribuída as danças árabes, mais conectas a expressão de emoções, celebrações coletivas e ao cotidiano.&lt;br /&gt;Para piorar, como se a dança oriental não tivesse expressão particular em nenhum outro lugar que não o mundo árabe ou o egípcio (talvez somente a Turquia tenha se salientado, em tempos mais recentes), o Egito revestiu-se com tal grau de importância nesse tópico, que acabou por tornar-se um ícone ele próprio da sua representação. O que é paradoxal, pois, ao mesmo tempo, a dança oriental não é exatamente valorizada como arte naquele país, estando ademais sujeita a todas as deformidades resultantes do orientalismo e da globalização quando performatizada para “inglês ver” e, como descreveu Anthony Shay, ela só adquiriu certo status a partir da criação da Companhia de Danças Folclóricas Reda Troupe (Egito!) que, entretanto, recorreu a tanta lapidação que parece ter dilapidado a sua autenticidade.&lt;br /&gt;Por esse motivo, devemos atualizar nosso campo conceitual para a definição, tanto coreográfica, como cultural e geográfica, do que é a Dança Oriental. A dançarina Barbara Sellers Young e o coreógrafo e antropólogo Anthony Shay, por exemplo, definem a Dança Oriental mais precisamente como uma dança de solo improvisado do Oriente Médio, comumente dançado nos centros urbanos, designado por “um conjunto de movimentos e práticas corporais cujas origens se deram na vasta região que se estende desde o Oceano Atlântico ao norte da África e oeste do Balcãs até as áreas ocidentais da China, Asia Central, e a porção ocidental da India sub-continental”(SHAY, 2005). Considerando o enorme contingente populacional de imigrantes oriundos desses lugares para o continente americano, este também é incluído na sua definição geográfica. Tal como se deveria proceder em todos os casos, seria interessante analisar se para a América (de Norte a Sul, ou distintamente nos subcontinentes), há uma identidade específica e nitidamente diferenciada, como ocorre na Ásia Central, por exemplo. O que já se identificou foi o processo de orientalismo que determinou o desenvolvimento, na América do Norte e, por influencia, na do Sul, da Belly Dance de feição nitidamente hollyoodiana (SHAY, 2002).&lt;br /&gt;Uma vez que a auto-representação da identidade na África e na Ásia na passagem do século XIX para o XX, guiou-se pela busca da unificação política das nações recém saídas da dominação colonial européia, a representação ocidental que marcou a evolução dessa dança, tanto na Europa como nos Estados Unidos, revestiu-as do exotismo, mantendo-lhe uma feição propositalmente um tanto primitiva, associada ao harém e as tendas, o que certamente inundou o imaginário ocidental, e no qual a imagem da odalisca cumpre um papel decisivo.&lt;br /&gt;Mais evidente do que a identidade nacional ou étnica, a questão da identidade feminina foi coloca em questão nos trabalhos sobre a dança oriental. O mais panorâmico e talvez polêmico trabalho, seja o de Wendy Buonaventura, “A serpent of the Nile”, que propõe também uma história universal da dança oriental, desde a antiguidade até o século XX. Nele a dança oriental é fundamentalmente uma dança do feminino, que tornou-se uma espécie de arma de sedução, cujo poder foi acentuado em sua introdução na cultura ocidental. Seu trabalho envolve a percepção de funções distintas da dança oriental em diferentes contextos e o papel de diferentes agentes históricos (ciganos, dançarinas de cabaret, dançarinas ocidentais) na sua difusão. Neste processo, o orientalismo do século XIX teria provocado a incorporação obsessiva dos elementos orientais na dança ocidental (Rth Saint Denis, Mata Hari, por exemplo) enquanto as auto-represetações distorcidas ficariam no cabaret egípcio, onde situam-se as representantes clássicas da dança oriental, Samia Gamal, Tahia Carioca, etc. Esta é uma chave de leitura muito problemática, pois identifica a vulgarização desta dança no cabaret oriental, enquanto a sua exaltação ocorre na absorção feita pelo ocidente. Embora o livro proponha uma clara cronologia histórica da dança oriental, é muito fraco do ponto de vista analítico, pois sucumbe a idéias pobres como a de que toda a dança antiga tem caráter ritual ou religioso. Embora seja importante ressaltar a influencia da dança oriental na ocidental, a sua visão sobre a dança moderna é depreciativa e não propõe uma critica efetiva da ideologia orientalista, ao contrario, reacentua esta conexão com o feminino como um poder primal quase atávico, descartando sua autonomia estética enquanto linguagem cênica, sempre sujeita à tradição ocidental em sua reformulação para o palco.&lt;br /&gt;Lucy Penna, por seu turno, também discorre a respeito da dança oriental como uma dança do feminino, destacando a figura da odalisca. Seu livro "Dance e recrie o mundo" é mais uma das escassas referências bibliográficas que temos no Brasil sobre o tema. Trata-se, antes de tudo, de um ensaio a respeito da simbologia da dança do ventre a partir de estudos de vestígios arqueológicos. A maior parte das suas análises tem caráter interpretativo mais psicológico do que propriamente histórico, motivo pelo qual não deve ser tomado como uma base para os estudos históricos da dança do ventre ou, do que estamos considerando mais amplamente, a dança oriental. No entanto ela elabora uma interessante reflexão sobre as projeções femininas no sentido de vivenciar, através da dança do ventre, a odalisca, e de que forma isso constitui uma espécie de armadilha psicológica, pela vivência da anima, no self, em seu estagio mais inferior. Para compreender plenamente o sentido disso, devemos entender que, de fato, não se trata apenas de um fenômeno psicológico de caráter jungiano, mas também ideológico.&lt;br /&gt;A odalisca é uma armadilha que aprisiona as mulheres que buscam, através dessa personagem, realizar seus anseios ocultos de dominação e assertividade sexual (SHAY, 2005) numa sociedade desigual em termos de gênero, como é, num sentido mais global (e talvez ainda mais perigoso) uma projeção que generaliza a visão distorcida da mulher oriental, na forma deste estereótipo, acumulado de preconceitos. Vemos na odalisca a mulher sedutora e cuja feminilidade está aliada a uma passividade conveniente, plena de uma beleza repleta de luxo, tecidos e ornamentos... Uma mulher ideal e concreta, diáfana e carnal, inefável e apetitosa, como Fatima Mernisse observou nas representações dos pintores ocidentais, em o “Harem e o Ocidente”. Somos compelidos a desejá-la ou desejar sê-la, mas nunca conhecê-la. Quando, na verdade, a dança oriental (e agora me refiro ao que ela representa em profundidade e originalidade) é uma das diversas formas de autoconhecimento e espiritualidade que nada ou pouco tem a ver com essa configuração.&lt;br /&gt;Mas o que tem a ver com essa “configuração”, então? E agora entramos nos estudos propriamente realizados aqui no país. Diversos são os trabalhos existentes que se centram na Dança do Ventre quanto aos seus benefícios corporais, psicológicos ou sociais, etc. Nesse sentido vão os trabalhos de Patrícia Bencardini (2009), Marcia Mignac (2008), Ana Cristina de Lucena Figueiredo (2008) e Beatris Cristina Possato Gianei (2006). Sem questionar a importância e qualidade desses trabalhos para suas respectivas áreas, o fato de todos eles trazerem informações (nada fundamentadas) sobre a história da dança do ventre, de caráter enciclopédico, panorâmico ou meramente introdutório, dispensa maior atenção de nossa parte. O trabalho de Malika (1998), não foge ao esquema e mesmo a tese de Alice Casanova dos Reis, "O feminino na Dança do Ventre: uma análise histórica sob a perspectiva de gênero" (2008), apesar do título, tampouco aborda a história de um ponto de vista propriamente científico; mesmo em sua tese (2007), onde a autora recorre a um conjunto de documentos, ela não utiliza uma metodologia histórica, nem mesmo da história oral; apesar de utilizar entrevistas, realiza uma pesquisa de caráter biográfico mais do que histórico, seguindo a linha de Lucy Penna e caindo novamente na leitura psicológica dessa dança como veículo da feminilidade.&lt;br /&gt;Como vocês podem ver são muitas mãos na mesma massa, e o termo histórico não garante, nesses casos, que tais trabalhos o sejam de fato. Um trabalho de pesquisa histórica segue determinada metodologia científica, e não falta com uma análise detida de documentos, referência clara ao conjunto direto das suas fontes e à citação explícita de trabalhos de outros historiadores especialistas ou referenciados na área da arqueologia e da história. Na realidade, parece que todas essas autoras se sentem um pouco na obrigação de incluir, como uma laudatória oficial, capítulos introdutórios sobre a história da dança do ventre em seus trabalhos, um pouco como forma de justificá-los em nome de uma antiguidade e tradição que legitima a importância do tema, mesmo que o façam de forma inconsistente. A única exceção entre elas é Ana Carla Peto (2006), que direcionou seu estudo de caso com muito bom senso, sem rodeios históricos vagos e imprecisos, diretamente para o caráter terapêutico da dança do ventre em relação à saúde física e mental.&lt;br /&gt;Outra tese de interesse para a área é de Marcia Dib sobre a diversidade cultural da Síria (2009) de caráter mais etnográfico, que desenha uma espécie de paisagem cultural da Síria, evitando as leituras psicologizantes ou ocidentalizadas, traço muito forte nos demais trabalhos. Seu livro Sutilezas e expressividade na música árabe (2010), que reúne somente parte da sua vasta pesquisa, é também, sem dúvida, um marco nos estudos da música oriental, sobretudo, infelizmente, pela ausência completa de publicações do gênero em português. Além desses, há muitos outros trabalhos sendo escritos sobre a dança do ventre, o que demonstra um crescente interesse no âmbito acadêmico e a necessidade de aprofundamento teórico no assunto.&lt;br /&gt;O único trabalho que, a meu ver, efetivamente realizou um exercício de história critica sobre as origens da dança do ventre, foi a tese de Cynthia Nepomuceno: "Do 8 ao infinito: por uma dança sem ventre, performática, hibrida, impertinente" (2006). Essa autora focou-se na dança do ventre como uma técnica performática universal, verificando a dificuldade de traçar uma história dessa dança; mas pôde definir claramente a emergência da dança do ventre como um fenômeno global que configura seu perfil orientalista de dança a partir das feiras internacionais colonialistas do século XIX, quando se distingue claramente da dança oriental, para cujo termo estou considerando suas feições originais e tradicionais. A autora discute, assim, a natureza e definição da dança do ventre, os problemas relativos a sua cristalização como artefato, além das projeções ideológicas e suas implicações educacionais e comerciais. Um forte trabalho de campo e o balizamento de diversos autores de peso foram, sem dúvida, essenciais no seu trabalho.&lt;br /&gt;Não repetirei aqui as discussões por ela já levantadas, mas ressalto que o foco dessa autora é a dança do ventre como arte performática, e não a dança oriental como expressão tradicional e artística, como deve ser observada historicamente desde antes, muito antes, de ter-se difundido via ocidente globalizado. Em minha presente tese, defendo que os árabes já tinham nessa arte uma expressão cênica organizada, que se diferencia do sentido ocidental ou oriental do estilo cabaret ou bellydance, pelo fato de que a dança oriental se guia pela espontaneidade e improvisação para acessar a audiência e realizar, em plenitude, a sua arte catártica. A musicalidade guia a dança oriental, e não a pré-composição coreográfica, o que se evidencia através da improvisação e do êxtase compartilhado. Trata-se de algo muito diverso do que ocorre numa formatação coreográfica de dança do ventre de caráter ocidental.&lt;br /&gt;Em resumo, as discussões teóricas no campo da Dança Oriental estão engatinhando, por falta de pesquisa, campo, discussão de conceitos, pesquisadores e procedimentos adequados. A extensa bibliografia estrangeira atual já possibilita infinitas possibilidades investigativas, mas é preciso fazer a sua acolhida de forma critica e consciente, considerando as abordagens métodológicas e teóricas próprias da história, para não recair em gafes, anacronismos e ideologias ultrapassadas que empobrecem o estudo do tema. Falta, além de pesquisa, uma aproximação efetiva do campo de História e da Dança, e da própria Dança com a Dança Oriental, no Brasil, para que essa discussão ganhe corpo, se desenvolva e permita que a verdadeira riqueza e conhecimento existentes sobre essa arte milenar tornem-se compartilhados e compartilháveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A egiptologia era uma área da História Antiga e da Arqueologia que se tornou uma área independente em função do farto material de pesquisa e grande interesse (imperialista, certamente) nos assuntos ligados ao Egito Antigo. Segundo alguns autores, seu nascimento se deu com a obra Description de l'Egypte" (ou "Recueil des observations et recherches qui ont été faites en Égypte pendant l'expédition française"), documento que reune as observações da Comissão de Ciências e Artes que acompanhara Napoleão Bonaparte em campanha pelo Egito, em 1798. De forma semelhante surgiram outros como a assiriologia, a iranologia e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BENCARDINI, Patrícia. Dança do ventre: ciência e arte. São Paulo : Barúna , 2009.&lt;br /&gt;BUCKHARDT, Titus. A arte sagrada no Oriente e no Ocidente – princípios e métodos. Tradução E.C. Alves e S.Liezer. SP: Attar editorial, 2001&lt;br /&gt;BUONAVENTURA, Wendy. Serpent of Nile: Women and Dance in the Arab World. London. Saqi Books 1989.&lt;br /&gt;BURKE, Peter e POTER, Roy. Línguas e jargões – contribuições para uma história social da linguagem. São Paulo, Editora Unesp, 1997.&lt;br /&gt;DIB, Marcia. Música árabe: expressividade e sutileza. São Paulo: Edições BibliASPA, 2010&lt;br /&gt;FARMER, George. A history of Arabian Music – to the XIII century. Londres: LUZAC &amp;amp; co, 1929 – versão original&lt;br /&gt;FIGUEIREDO, A. C. de L. (Re)significando o feminino: o (in)dizível da linguagem artística da dança do ventre. 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Madrid: S.A Mandala Ediciones, 1995.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-25062007-090553/" target="_blank"&gt;PETO, Ana Carla. “A contribuição da dança do ventre na educação corporal, saúde física e mental de mulheres que freqüentam um centro de atenção psicossocial.” 2004. Dissertação (Mestrado em Enfermagem Psiquiátrica) - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), Universidade de São Paulo, São Paulo.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;REIS, Alice Casanova dos. “A atividade estética da Dança do Ventre.” Dissertação de mestrado defendida na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis: 2007.&lt;br /&gt;REIS, Alice Casanova dos. O feminino na dança do ventre: uma análise histórica sob uma perspectiva de gênero. Divers@, Revista Eletronica Interdisciplinar. Vol.1 no.1. pg 52-67, julho dezembro de 2008 &lt;a href="http://www.litoral.ufpr.br/diversa/ed1/Revista%20Divers@%20n_1%20v_1Reis.pdf"&gt;http://www.litoral.ufpr.br/diversa/ed1/Revista%20Divers@%20n_1%20v_1Reis.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SACHS, Curt. The evolution to the spectacular dance and the oriental civilizations. World history of the dance. New York: Vail-ballou press, 1937.&lt;br /&gt;SAID, Edward. Cultura e Política. São Paulo: Boitempo Editorial, 2007.&lt;br /&gt;SAID, Edward. O Orientalismo – O Oriente como invenção do Ocidente. Tradução Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2007&lt;br /&gt;SHAY, Anthony - Choreographic Politics: State Folk Dance Companies, Representation, and Power, Wesleyan University Press, 2002.&lt;br /&gt;SHAY, Anthony and SELLERS-YOUNG, Barbara. “Belly Dance – Orientalism, Transnacionalism and harem fantasy.” In: Bibliotheca Iranica. Performing Arts Series, EUA: 2005.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vis.ida.unb.br/posgraduacao/disserta_tese/cinthianepomuceno.pdf" target="_blank"&gt;XAVIER, Cinthia Nepomuceno. “... 5, 6, 7 [infinito]... Do oito ao infinito: por uma dança do ventre, performática, híbrida, impertinente.” 2006. 120 f. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Artes, Universidade de Brasília, Brasília&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;YUNIS, Leandra . “Caldeirão de ritmos”. In: Desvendando a história, São Paulo: Escala Educacional,2008, PP. 20-24.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-6286174143325223927?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/6286174143325223927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=6286174143325223927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/6286174143325223927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/6286174143325223927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/10/historiografia-da-danca-do-ventre-no.html' title='A historiografia da Dança do Ventre no Brasil'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-3444642558861880339</id><published>2011-09-24T16:43:00.000-07:00</published><updated>2011-09-24T16:51:48.732-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;Leandra Yunis, dançarina e historiadora das danças orientais, alia seus dois ofícios pesquisando de forma aprofundada aspectos pouco abordados quando o assunto é a dança. Descendente de árabes e ciganos calom, coordena o Núcleo de Poesia e Dança do ICArabe, responsável pela organização dos Diwan, espetáculos que reúnem música, dança e poesia árabes. Atualmente, Leandra ministra aulas de danças ciganas e orientais, história da dança e dedica-se à sua dissertação de mestrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantém o blog Entreventres, espaço em que discute diversos aspectos ligados às manifestações artísticas e culturais dos povos orientais e onde vem divulgando sua tese “A dança oriental cênica a partir da história da música árabe”. Na entrevista abaixo, Leandra fala sobre a dança em geral e as danças orientais especificamente, suas referências teóricas e a importância da valorização da dança fora do espaço cênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De que forma você desenvolveu interesse pelo tema das danças orientais?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quando eu tinha um ano e meio, mais ou menos, conta minha mãe que eu já me despedia dela da porta da cozinha da cabana onde morávamos (era um lugar de montanha, na Argentina), dizendo: “mama, me voy a la casa de Moniquita, escuchar musica y bailar”. Moniquita morava na casa ao lado, era a filha da dona do sítio onde meus pais eram caseiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 19 anos, muitos anos depois de ter feito dança moderna com a Analívia Cordeiro, eu voltei a fazer aulas com uma italiana chamada Cristina Salmistraro. Era dança contemporânea, e foi onde eu me encontrei. Um dia perguntei a ela: “Cris, há quanto tempo você dança?”, ela respondeu logo, com simplicidade de criança: “há 30 anos”. Eu repliquei: “mas quantos anos você tem?” ela disse: “30”. Bem, isso é a Dança. Dança com D maiúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançar é natural, instintivo, universal. É, em primeiro lugar, conexão com o ritmo natural do organismo, e afinação desse ritmo com os estímulos harmônicos que vêm de fora. Esse é um princípio universal. Hoje, com 34 anos, eu entendo o que ela quis dizer. O que acontece é o seguinte: quando falamos em dança, as pessoas pensam logo no ballet, na dança cênica, no bailado coreografado e estilizado. As pessoas pensam no “Black Swan”, a Natalie Portman, que é linda e excelente atriz. Esse filme é ótimo, principalmente para bailarinas e bailarinos, porque realmente, quem não integra a própria sombra, não dança. Mas aquilo lá é só 5% do que é a Dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Dança mesmo acontece em milhares de lugares que não só o palco, de variadíssimas maneiras, e com propósitos que não têm nada a ver com palco. Então, quem entende de dança de verdade, não se preocupa com a técnica, porque a técnica é só treino. Quem dança, sabe caçar dança em todo fenômeno humano que envolva a expressão corporal. E o lance mais profundo da dança tem a ver com a sua origem como uma forma de comunicação direta, não verbal, do ser humano – isolado ou em grupo - com todos os fenômenos da natureza. Comunicação, principalmente, com aquilo que move tudo o que existe, que sempre foi, e ainda é, um mistério. O grande mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, para fechar essa pergunta, meu interesse pelas danças orientais vem primeiro de um chamado da minha ancestralidade, árabe, por parte de pai, e cigana, por parte de mãe, que eu fui seguindo intuitivamente. Depois vieram os estudos teóricos, em que fui descobrindo que essa alquimia do movimento, digamos assim, está amparada por toda uma cosmogonia e princípios filosóficos e artísticos explícitos e sofisticados, que nos tornam conscientes do processo. Daí eu entendi que, diferente do que rola em outros lugares, no Oriente a dança se desenvolve como um SABER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A forma como enxergamos as danças orientais no Ocidente estão ligadas ao estereótipo corrente descrito por Edward Said em sua obra "Orientalismo"? Há um conceito "ocidental" para descrever e classificar as danças orientais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Primeiro vamos definir o que é “Danças Orientais”. Eu uso este termo no plural para falar de todas as formas de dança, coletivas ou individuais, tradicionais e/ou improvisadas que estão ligadas, não territorialmente, mas culturalmente, ao uso das escalas microtonais que são comuns aos povos árabes, turcos, persas, mongóis etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui entram povos que não são exatamente orientais, mas passaram boa parte da sua história em contato com esse material, por exemplo, os ciganos do leste europeu. E porque esse recorte? Porque os povos que desenvolvem seus trabalhos baseados em tais escalas têm um conhecimento, mesmo que intuitivo, de que elas atuam de acordo com um princípio de harmonia que visa o equilibro do homem com o cosmos. Cosmos é um conceito muito amplo e abstrato, então vamos supor que o cosmos pode ser, por exemplo, o que cada um desses povos entenderá pelo sistema que orquestra harmonicamente todos os fenômenos naturais e culturais. E a harmonia tem a ver com beleza, proporção e ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um tempo atrás, vi um filme chamado “Camelos também choram”, da Mongólia, que mostra o parto sofrido de uma camela para dar luz à um filhote, que ela rejeita. Daí o menino sai da sua tribo, nas estepes, e vai atrás de um músico na cidade, para que ele toque um determinado instrumento de cordas para ela. No fim, após ouvir aquela melodia, a camela se comove e aceita o filhote de volta. Isso é real, acontece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al-Kindi, Ibn Sina, Al-Farabi já discorreram sobre esse tipo de fenômeno há centenas de anos. Todos entendiam que a música era fundamental para ‘afinar’ os seres internamente, visando esse equilibro global. O teólogo islâmico Al-Ghazalli, na “Revificação das Ciências Religiosas”, sua obra capital, diz que: “aquele que não se deixa mover pelo desabrochar das flores na primavera, ou pelas cordas do alaúde, é corrompido por natureza, seu defeito não tem cura, é desprovido de simetria, alheio à espiritualidade, excedendo em natureza rude e grosseira; camelos, pássaros e todas as demais criaturas sentem cabalmente a influência das escalas e até mesmo os pássaros se dirigiram à luz na cabeça de David para ouvir a Sua voz”. Bem, é um recadinho para os proibidores da música e da dança no islã, recadinho dado há mil anos atrás e que acho que muitos deles ainda não ouviram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Dança oriental’, no singular, costuma ser usado para nomear a tal da dança do ventre, porque em árabe se diz raqs sharki, mas num conceito não ocidental. Nesse sentido, gosto da definição de Anthony Shay e Bárbara Sellers Young, de que a dança oriental é a dança de solo improvisado do Oriente Médio, Norte da África, Ásia Central, Mediterrâneo, e comunidades de origem afins na América e Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos ao tal do estereótipo e do conceito ‘ocidental’. Pra começar que, ao ignorar o princípio de integração cósmica, a expressão interior e, principalmente, a audição da música (daquele tipo, em particular) não é possível uma dança oriental. Então, um conceito ‘ocidental’ estaria ligado à dança feita a partir do aprendizado de um monte de passos, giros, tremidos, suspiros, caras e bocas e tal, que a bailarina vai encaixando na música, com uma coreografia que não diz nada e não é sentida nem concebida com a alma. Daí você tem a Dança do Ventre. Eu gosto de diferenciar a Dança do Ventre da Dança Oriental, manter o termo à parte, porque, em termos de atitude, é o que rola no modo de ver ‘ocidental’: dança do ventre. É a preocupação com o decote, o brilho, o frissom; é ser a globeleza dos árabes. Já a dança oriental é se comunicar com o universo (interiormente primeiro) e então distribuir, compartilhar essa experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Ocidente’ também é um conceito ruim. Porque aqui tem muita dança que não é cênica, mas quando se fala em ocidental, eu já penso em cena, palco. Agora, cena pode ser muito bom, nada contra! Só que nessa contraposição a ‘Oriente’ – que nem sei se é lá muito real, principalmente em fronteira cultural – me vem a morte da sensibilidade, da conexão, da finalidade real da dança. A verdadeira Dança aqui, é o que acontece lá na Festa do Boi, no carnaval de rua, na congada, na capoeira, sabe? Acho que quem quer ser bailarina pode ficar com a cena, quem quer ser Dançarina, com D maiúsculo, tem que ir pra rua, dançar o que tem aqui, na nossa terra. Nossa terra, não num sentido patriótico, não. Nossa terra é: vai pra rua, sai do espelho! Vai dançar junto, não dançar para.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, um cara muito sagaz, grande coreógrafo e pesquisador da universidade da Califórnia, chamado Anthony Shay, que conheceu o trabalho de várias companhias nacionais de dança por todo o mundo, percebeu o problema da representação versus vivência local (ou conhecimento local, no sentido de que fala o antropólogo Clifford Geertz). Ele leu o Said e sacou que quando você vê a bailarina egípcia dançando a belydance-superestar-caberet-do-harém, aquilo lá não é um estilo, aquilo é a dança encharcada do orientalismo: é a dançarina fazendo o papel que se espera dela, a femme fatale do ‘oriente’ reinventado pelo ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse fenômeno ele chamou de auto-exotismo, porque parte do artista, é a assimilação do estereótipo na sua própria auto-representação. O auto-exotismo também ocorre com a mulata do samba, que dança pra inglês ver. Por que, claro, ela não vai querer fazer samba de terreiro ou jongo: não dá ibope, não tem fio dental, carro alegórico, competição, rede Globo, nada disso. Quando a bailarina não tem conhecimento do contexto cultural que ela representa, acontece isso. Pode ser que ela não conheça nem sua própria cultura. Por exemplo: a brasileira vai lá mostrar sua ginga, então ela insere os passos do samba na sua dança do ventre, e arrasa na técnica. Mas ela não domina as tradições do samba, no sentido de saber o que aquele elemento coreográfico representa, então ela não sabe o que esta fazendo. Isso é alienação na dança, que leva ao auto-exotismo. Agora, o fenômeno da representação das tradições tem coisa mais complicada ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Shay também leu o Hobsbawm e sacou que a companhia de dança é um prato cheio para a invenção das tradições! A gente tem na dança a cena, a tradição... e uma terceira coisa que é a representação cênica da tradição. Não dá para passar por esta última sem refletir sobre os seus conteúdos políticos e ideológicos, que aparecem claramente simbolizados no movimento corporal, no roteiro, na escolha do repertório, no figurino, na definição das ‘etnias’ a serem representadas, e por aí vai. Infelizmente, no Brasil a gente ainda nem tem direito essa discussão. Aliás, aqui só se estuda, no pior modelo eurocêntrico, a história da dança ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você poderia citar pesquisadores e mesmo artistas que trabalharam com as danças orientais para além do estereótipo descrito na pergunta anterior?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu prefiro, por hábito de professora, estimular que as pessoas vejam, sintam, saquem por si mesmas. É muito complicado citar nomes, porque às vezes uma profissional excelente na leitura musical tem um trabalho péssimo em cena, ou é o fim do mundo do auto-exotismo. Outras adoram quebrar estereótipos, mas nem sempre dominam a tradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é importante distinguir é que: quando vemos a dança em festa, bar, restaurante etc., aquilo é (ou deveria ser) o tradicional. Quando se apresentam vários tipos de ‘folclore’ no palco, isto é representação da tradição. E uma dança oriental cênica seria aquela que trabalharia com esse registro cultural, mas de um jeito novo, criativo, contemporâneo (no sentido de dialogar com situações do mundo atual) propondo uma reflexão, problematizando. Para ver se a dança é, digamos, ‘oriental’, não precisa muito não, é um pouco de feeling. Ver se existe domínio da tradição e improviso. Aliás, o improviso é a chave mestra da dança oriental, quem dança, não só sabe como curte improvisar. Se a pessoa só coreografa é esquisito, tem algo errado. A arte de dançar está no improviso, é onde rola a criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos Dança Oriental Cênica aqui no Brasil, nem em São Paulo, principalmente porque as panelinhas da Dança Contemporânea monopolizam o acesso a fomentos, editais etc. E tem trabalhos interessantes que estão no papel, porque acho que para as comissões de avaliação de dança desse país, ‘diversidade cultural’ é índio e negro, ou um termo burocrático decretado pela Unesco, e não uma necessidade real, urgente, como para a maioria dos cidadãos que vêm de diversas partes do mundo. Já não somos mais imigrantes, estamos na 4ª. geração de descendentes de árabes, já estamos no caldeirão cultural desse país há muito tempo, sem falar da influencia ibérica, que é anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à pesquisa, a Márcia Dib trouxe material da Síria, eu estou abrindo essa discussão na História*, e teve uma bailarina que fez um trabalho muito interessante, a Cynthia Nepomuceno. E existem alguns trabalhos que são mais da educação física, tal. Logo vou postar no meu blog o capitulo onde eu discuto as principais referências bibliográficas utilizadas no nosso meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, uma coisa é certa: a produção teórica da dança não pode ser dissociada da prática. A dançarina Rose Maria de Souza diz que dá aulas para deficiente físico, mental e intelectual. É uma grande sacada. Os intelectualóides desprezam a dança e opinam sobre os destinos da humanidade, mas você seguiria uma pessoa que não sabe o que fazer com os próprios pés? A dança comunica sem palavras e ela move literalmente as pessoas, então, ela não é pouca coisa não. Quem tem por profissão pensar, podia dançar de vez em quando, conhecer o que se fala nesta outra linguagem. Há muitos grupos de dabke, como o El-Founun, por exemplo, que fazem uma leitura rica e engajada da questão palestina, é de arrepiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em sua tese, você discute a questão da farsa oriental na dança moderna. Poderia explicar como a pesquisa está estruturada e quais são as conclusões que já podem ser apontadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Esta pesquisa foi feita pensando nos cursos superiores de dança aqui no Brasil, que têm uma carência enorme em teoria e história da dança. Se eles não falam da dança oriental (salvo raras exceções), então é porque nem conhecem e não fazem autocrítica da grade curricular. Isso acontece porque o pessoal da dança, em geral, não saca muito o que é a história como ciência, e fala “amém” para a historiografia ocidental da dança, que é uma porcaria eurocêntrica. Aliás, na História*, a gente chama aquilo tudo de perfumaria. E os historiadores da dança ocidental, por questões ideológicas, obviamente, apagam os rastros que ligam a dança moderna e contemporânea ocidental às danças e sistemas de estudo corporal orientais. Claro, o berço e o circuito da dança moderna e da contemporânea, assim como do ballet, é o mesmo que das elites das nações imperialistas. Esta é, de certa forma, a conclusão. Faço estas criticas, mas trazendo pesquisa bibliográfica, discussão historiográfica, fontes, problematizando a questão, que é o que faz um historiador, e acho que para o pontapé inicial está legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura da minha pesquisa é assim: no primeiro capítulo apresento “Questões epistemológicas da história da dança”, mais para o pessoal da dança, que às vezes ainda pensa que história é apenas datas e nomes! História é uma ciência. No segundo capítulo, “Dança na perspectiva da arqueologia”, eu apresento o trabalho da Alessandra Lopes y Royo e do Michael Shanks, e todo esse pessoal que inaugurou a Arqueologia da Performance, e que faz uma discussão profunda sobre dança como artefato, a dicotomia arte versus artesanato na dança etc. No terceiro capítulo, “Questões políticas da representação: a identidade na dança”, destrincho os conceitos de Anthony Shay, discutindo mais esta questão ideológica de que já falamos. No quarto capítulo, “A historiografia da Dança do Ventre no Brasil”, mostro que essa historiografia não existe, só algumas bailarinas que escreveram sobre o assunto na tentativa de preencher a lacuna, e chamam isso ou aquilo de história, mas sem ter idéia do que seja uma pesquisa histórica de verdade. Daí vem a parte mais interessante, que é da pesquisa em si: um pouco sobre o desenvolvimento da dança oriental no islã e análise de trechos das obras de Al-Kindi, Al-Farabi e Al-Ghazalli, onde eu mapeio o que se refere à dança no sentido oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual o estágio em que a pesquisa se encontra? Você pretende publicá-la?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Estamos falando da minha monografia de especialização em dança, que já está pronta. Eu estou ocupada com meu mestrado agora, por isso vou soltando aos pouco uns trechos, coisas mais bacana de compartilhar. Já tem uns três capítulos no meu blog. Eu conheço um pouco o universo editorial, e não vejo vantagem em publicar. Eu gosto da idéia de deixá-la na internet, acessível e gratuita, sem uso de papel, tinta. O que eu queria é fazer um projeto de design gráfico, pois mesmo para a publicação virtual seria legal. E também assim só não vai ler quem não quer. E se quiserem criticar, eu sou meio esquentadinha e uma briga virtual é bem menos perigosa, não é (risos)? Estamos no século XXI, revolução digital é pra isso, ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*O termo História se refere aqui à comunidade acadêmica científica de historiadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado em 21/09/2011 pelo ICArabe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.icarabe.org/entrevistas/dancar-e-natural-instintivo-universal &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-3444642558861880339?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/3444642558861880339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=3444642558861880339&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3444642558861880339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3444642558861880339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/09/leandra-yunis-dancarina-e-historiadora.html' title=''/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-8876689869700048561</id><published>2011-07-03T09:13:00.000-07:00</published><updated>2011-07-03T09:28:32.866-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><title type='text'>A farsa oriental na dança moderna</title><content type='html'>(conclusão da minha monografia em Dança)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entusiástica história que Ted Shawn escreveu sobre a “descoberta” que Ruth St. Denis fez do Oriente, pode marejar os olhos das românticas bailarinas que sonham com o glamour das antigas divas e ainda desejam ardentemente serem pioneiras. Sou da opinião, no entanto, de que o vinho para ser bom, deve ser velho, e quanto mais velho melhor. Folheando a bela e, sem dúvida, apaixonante publicação, me perguntei diversas vezes qual o Oriente que Ruth St. Denis de fato conhecera, para rejeitar as dançarinas tradicionais egípcias, por exemplo. Perguntei-me ainda, quantas vezes ela executou o maravilhoso ritual de travestir-se com adereços, jóias, e roupas exóticas, para cair em personagens vazias, que jamais tiveram ou poderiam ter tido uma existência real, roubando assim, da dança, a única jóia verdadeiramente preciosa – esse exercício de captar, por um sentido misterioso, o movimento da vida. Esse ícone, essa deusa oriental na qual ela se transformou – graças a sua professora de dança indiana – não deve nada à tradição oriental, porque Ruth St. Denis foi, isso sim, uma pioneira e uma criativa da dança ocidental e bem ocidental... mas não chegou nem perto da fonte oriental...Porque foi típico do Ocidente travestir suas bailarinas e musas do cinema, e também foi típico projetá-las sobre um Oriente imaginário, recriando-o assim conforme seus interesses e desejos, passando por cima da sua verdade.&lt;br /&gt;Martha Graham conheceu as bases de seu método observando as danças da Ásia Central, onde hoje a dança é censurada - mas isso também foi varrido, com as bailarinas egipcias de St. Denis, para debaixo do tapete. Steve Paxton deixou bem clara sua filiação ao aikido e Klauss Viana foi o único a reconhecer, generosamente, a dívida que a dança do lado de cá tem com o Oriente, incitando-nos a estudar mais, saber mais sobre as escolas milenares, que não proclamam o novo sob controversas e inconsistentes teorias da contemporaneidade. Chinita Ulmann trouxe para o Brasil também, na maleta, suas referências expressionistas do oriente, como, aliás, era moda e fizeram tantas bailarinas ocidentais da primeira metade do século XX... Mas a única que verdadeiramente se lançou ao desconhecido e ficou suspensa na fronteira entre Ocidente e Oriente foi Isadora Duncan, e por isso ela é soberana entre as bailarinas, de Leste a Oeste; mas sendo pura sensibilidade à flor da pele, e morrendo tão jovem e tragicamente, não teve tempo de desfrutar sua própria descoberta.&lt;br /&gt;Não há dúvidas de que a dança contemporânea tem propostas inovadoras e democráticas, mas uma delimitação clara do que é de onde, sem dúvida ajudariam a garantir de forma saudável a regularidade da harmonia cósmica e o respeito à identidade dos povos. A alteridade só acontece quando há um outro, distinguível do eu. Esse reconhecimento é o primeiro passo para se construir relações sadias entre as diversas tribos, entre as diversas comunidades urbanas de origem imigrante, por exemplo; é o ingrediente básico para se avançar no exercício da tolerância à diversidade cultural, tão necessário em nossos tempos. Por que o outro é distinto de mim, e não uma extensão ou projeção da minha visão pessoal e intimista, ou artística sobre ele – e porque o outro é distinto é que há possibilidade de relação, e nisso reside a beleza. Ao picotá-lo em mil fragmentos e utilizar só o que me convêm ou interessa, eu o mato, definitivamente, sobrando apenas uma espécie de enxerto estéril, apesar de estético. Porque a dança é uma arte do tempo, e sendo do tempo, ela também é uma história do corpo. E a história de um corpo é, também, a história de sua ancestralidade. Eu, cá com meus antepassados ciganos e árabes, por mais misturados que esses povos sejam, respeitamos muito a identidade cultural, porque ela é o que nos dá sustento, material e espiritual. O conhecimento é universal, mas a vivência e a trajetória, essas não, essas passam pela pele, e como é que se pode dançar o que não se viveu, historicamente falando?&lt;br /&gt;Antes de finalizar, quero deixar claro que tenho profundo apreço e respeito por esses grandes mestres da dança moderna e contemporânea, que creio terem realizado plenamente seu destino. Só que muitos estiveram encharcados do orientalismo ideológico – no sentido proposto por Said e retomado por Shay – que foi o mesmo que permitiu às nações imperialistas européias, por exemplo, invadir, tomar, usurpar os países asiáticos e africanos, sem culpa. E essa foi também a limitação, sem dúvida, que impediu muitos artistas de, ao invés de voltarem-se como exploradores para o Oriente - retaliando sua identidade estética, desprezando sua profundidade espiritual, só para compor belos quadros ou cenas artificiais - encontrarem antes de tudo a si mesmos, a riqueza debaixo de seus pés, e até mesmo de encontrar os verdadeiros tesouros orientais. E como os filtros ideológicos nos aprisionam, a única possibilidade de libertação é o conhecimento, aliado, é claro, ao auto-conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAID, Edward. O Orientalismo – O Oriente como invenção do Ocidente. Tradução Rosaura Eichenberg. São Paulo: Companhia das Letras, 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SHAWN, Ted. Ruth Saint Denis: Pionner &amp;amp; prophet – being a history of her cyrcle of oriental dances Volume I: The Text. San Francisco, 1920.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SHAY, Anthony and SELLERS-YOUNG, Barbara. “Belly Dance – Orientalism, Transnacionalism and harem fantasy.” In: Bibliotheca Iranica. Performing Arts Series, EUA: 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOBSBAWM, Eric and RANGER, Terence. A invenção das tradições. Tradução Celina Cardim Cavalcante. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios – 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-8876689869700048561?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/8876689869700048561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=8876689869700048561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8876689869700048561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8876689869700048561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/07/farsa-oriental-na-danca-moderna.html' title='A farsa oriental na dança moderna'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-5559322759891781294</id><published>2011-06-09T18:45:00.000-07:00</published><updated>2011-06-14T19:23:07.153-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><title type='text'>poetica da cena oriental</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Brumear de primavera&lt;br /&gt;flor de luna, rosa oliente&lt;br /&gt;brumear de primavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brumear de primavera&lt;br /&gt;baila gitana sim espera&lt;br /&gt;baila gitana sin espera&lt;br /&gt;en la bruma del naciente&lt;br /&gt;baile de broma, fiesta y duende!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de fiesta, baile broma y duende&lt;br /&gt;hace la bruja una doncella&lt;br /&gt;hace la bruja una doncella&lt;br /&gt;que el lunear ya no espera&lt;br /&gt;brujear de cañavera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brujear de cañavera&lt;br /&gt;Lunear Sol de Oriente&lt;br /&gt;en tu palacio de jade&lt;br /&gt;en tu palacio de jade&lt;br /&gt;bailan dióses, luz y gente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse poema é uma tentativa de sevilhana que fiz inspirada no Hagoromo de Zeami. Esse texto é mais para a turma da poética oriental, curso da Alice K na Escola de Teatro SP, que eu tive que abandonar, infelizmente, por causa da distancia, do acúmulo de trabalho, estudos etc. Mas vou deixar aqui algumas reflexões, enquanto ainda estão frescas, me despedindo do grupo com elas...&lt;br /&gt;Sei pouca, pouquissima coisa da cultura japonesa. Adoro o doce de arroz e feijão deles - preciosidade e delicadeza, como é possível algo assim, tão fino contraste com a pesada (mas não menos saborosa, para os apreciadores) feijoada brasileira? O maior contato que tive na vida com japoneses foi na casa da dona Shoko Suzuki, ceramista que vive em Cotia. Sua cerâmicas são muito delicadas, feitas com pigmentos naturais... lembro que uma vez, num dos bazares organizados por ela, fiz um passeio pelo jardim e, surpresa! Uma estonteante, enorme e magnífica flor de lótus bem alta e aberta, emergindo de um pequeno pântano que tinha lá. Em uma das pétalas, um pesado escaravelho negro e com aquele chifre estranho, me fazia perceber que as pétalas eram grossas porém um pouco transparentes (dizem que uma visão dessas é mesmo abençoada, que essa flor só nasce a cada 50 anos, doce milagre). A casa de Shoko não era uma casa tradicional, como a que estudamos no curso, ou como Junichiro Tanizaki descreve no seu “Elogio à sombra”, mas tinha aquela penumbra, que, na realidade, acho que quase toda casa de campo tem sob o fulgurante sol a pino do meio dia, tenha um pequeno jardim florido ou uma mata exuberante envolta, embalada em ruidosa orquestra de grilos, cigarras e aves ou outros animais silvestres.&lt;br /&gt;A sombra é o “ponto de fuga” da arte japonesa: arte assimétrica, natural, wabi sabi, beleza da imperfeição e impermanência, elogio que os deuses fazem aos homens, dando-lhes um lugar de destaque na grande roda cósmica da existência. Creio que foi isso que absorvi com mais nitidez do curso. Ah sim, e a respiração em três tempos, que pratiquei fora das aulas e cujo poder efetivo já não me parece tanto um mistério como um presente do caminho. Aquele leque mágico e meio duro, para o meu padrão cigano de danças, e a coreografia maluca do Nô, me deixou perplexa; maluquice, confesso, que ainda não absorvi direito, não vislumbrei, é pura sombra para mim. Dancei em homenagem a ela, mas era uma dança toda oposta ao Nô, onde descobri como a cultura cigana contrasta com a japonesa, mas tem algo em comum: a evolução coreográfico do Nô é guiada por vértices muito simples e definidos (o que não significa que seja fácil), enquanto a cigana é toda levada por simbolismos, leminiscata, idas e vindas, fugas e surpresas. Os três, digamos, ‘tempos’ do Nô, também existem a seu modo na dança cigana, mas esta quase sempre termina em acelerada intensidade, pois, a dança cigana é sempre, num certo sentido, fogo. Vi o Nô como sendo montanha e rio, paisagem mutante, céu e terra, pinheiro, fantasmagoria de nuvem espraiada. Claro, o Nô que eu vi foi pouquinho, é uma impressão mais do Hagoromo, onde a florida primavera me parecia sempre feita de ramalhetes de infinitas florzinhas de cerejeira ou como as que eu vi alguma vez num arranjo de ikebana. É que primavera para mim, são abundantes flores do campo coloridas a luz do dia; nem rosas não digo que sejam, pois rosas acho que são da paixão da noite ou da ascensão divina da aurora. E quanto às vestimentas cheias de detalhes e brilhos, que dizer? Foi aqui que pensei, no Japão antigo tudo feito para ser visto à luz bruxuleante das lamparinas à óleo, assim como as chamativas roupas dos ciganos foram feitas para a luz da fogueira, não para a luz fria econômica, ou mesmo uma boa iluminação cênica. Não, não foi para serem vistas sob nenhuma outra luminosidade que não a do fogo. Assim também a tenda cigana, morada que se monta em volta da fogueira e sob o luar, é, como na construção tradicional japonesa, para ser abraçada pela floresta, invadida pelo cheiro verde da mata, envolta na escuridão e coberta somente pela luz das estrelas. Acho que assim sim, encontro um quê do Japão aqui dentro do meu sonho peregrino. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-5559322759891781294?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/5559322759891781294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=5559322759891781294&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5559322759891781294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5559322759891781294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/06/poetica-da-cena-oriental.html' title='poetica da cena oriental'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-5325103641343282609</id><published>2011-06-09T17:21:00.000-07:00</published><updated>2011-06-22T11:58:50.334-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Poesia dos 4 cantos - CCSP abr 2011</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;Trecho de "O retorno de Lilith" de Jumana Haddad. Gente, adorei ler, só ler...tudo bem que dei uma enrolada na lingua uma hora ai (risos) mas ok, that's all right! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-188e3b9d293d705" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v4.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D0188e3b9d293d705%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D509BFDF369003B92AE42A297F17CEFA7E0845266.2D7376C04D0C16099558CCCEEC9D3AD067EE6153%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D188e3b9d293d705%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DzihYh0BLcs44ze4puwEdKzciuqc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v4.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D0188e3b9d293d705%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D509BFDF369003B92AE42A297F17CEFA7E0845266.2D7376C04D0C16099558CCCEEC9D3AD067EE6153%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D188e3b9d293d705%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DzihYh0BLcs44ze4puwEdKzciuqc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-5325103641343282609?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=188e3b9d293d705&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/5325103641343282609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=5325103641343282609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5325103641343282609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5325103641343282609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/06/poesia-dos-4-cantos-ccsp-abr-2011.html' title='Poesia dos 4 cantos - CCSP abr 2011'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-3348557283108863013</id><published>2011-05-07T19:43:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T19:45:01.470-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Dormi num leito de rochas durante três séculos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff99;"&gt; - Amina Said (Trad. Ros Aragón)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi coisas de que os homens esqueceram&lt;br /&gt;medi a distancia que separa o céu da terra&lt;br /&gt;li as linhas da mão pronunciei os oráculos&lt;br /&gt;uma voz que não era a minha falou por minha boca&lt;br /&gt;desapareci numa cidade por sua vez desaparecida&lt;br /&gt;uns cavaleiros armados invadiram nossas planícies&lt;br /&gt;ficamos à espera de outros bárbaros&lt;br /&gt;o mar se retirou das portas de minha cidade&lt;br /&gt;cai nas graças dos rios da terra&lt;br /&gt;enfeitei o dia com a tatuagem de meus sonhos&lt;br /&gt;meu rosto viu meu outro rosto&lt;br /&gt;não escutei a voz que me chamava&lt;br /&gt;a mão que me buscava não me encontrou&lt;br /&gt;nasci várias vezes de cada estrela&lt;br /&gt;morri outras tantas com o sol dos dias&lt;br /&gt;rapidamente embarquei para qualquer lugar&lt;br /&gt;pedi um quarto na pátria dos outros&lt;br /&gt;não havia feito nada antes de nosso adeus&lt;br /&gt;vivi no poente no levante&lt;br /&gt;E no espaço do vento&lt;br /&gt;era essa estrangeira que acompanhava a noite&lt;br /&gt;duas vezes estrangeira entre norte e sul&lt;br /&gt;gravei pássaros tristes numas pedras cinzentas&lt;br /&gt;desenhei estas pedras e as habitei&lt;br /&gt;construí balsas onde não havia oceanos&lt;br /&gt;levantei tendas onde não existiam desertos&lt;br /&gt;umas caravanas me levaram&lt;br /&gt;Para um sonho de oriente&lt;br /&gt;minhas caligrafias viajaram no lombo das nuvens&lt;br /&gt;me lembrei da neve das amendoeiras&lt;br /&gt;segui a rota aérea dos pássaros&lt;br /&gt;até o monte da lua nas grandes plumas&lt;br /&gt;dos nascimentos&lt;br /&gt;aprendi e esqueci todas as línguas da terra&lt;br /&gt;Ascendi uma fogueira com todas as pátrias&lt;br /&gt;algumas noites bebi do frasco do esquecimento&lt;br /&gt;busquei minha estrela no leito das estrelas&lt;br /&gt;guardei teu amor no oco da minha mão&lt;br /&gt;teci uma alfombra com a lã da lembrança&lt;br /&gt;despreguei o mundo sob o arco das origens&lt;br /&gt;vendei as chagas do crepúsculo&lt;br /&gt;fiz feixes com minhas estações&lt;br /&gt;para presentear à vida&lt;br /&gt;contei as árvores que me separam de ti&lt;br /&gt;éramos dois nesta terra agora estamos sós&lt;br /&gt;enfiei um cinto de palavras em volta da cintura&lt;br /&gt;cobri com uma mortalha a ilusão dos espelhos&lt;br /&gt;cultivei o silencio como uma planta rara&lt;br /&gt;fulgor atrás de fulgor decifrei a noite&lt;br /&gt;a morte me cortejou durante um tempo&lt;br /&gt;busquei no sol a direção do sol&lt;br /&gt;deitei em minha tumba e me levantei&lt;br /&gt;me perdi logo me encontrei&lt;br /&gt;de uma gênesis à outra&lt;br /&gt;te esperei sem esperar-te&lt;br /&gt;até que te convertesses em poema&lt;br /&gt;mesclei a carne com a argila e com a luz&lt;br /&gt;mesclei o alento com o que já era alento&lt;br /&gt;vivi na cálida casa de tu voz&lt;br /&gt;fiz com que as lembranças nascessem&lt;br /&gt;antes de viverem&lt;br /&gt;ocultei meu amor sob os pudores da sombra&lt;br /&gt;me perguntei como dizê-lo antes de dizê-lo&lt;br /&gt;e por quê não o dizia&lt;br /&gt;disse que já era hora de ir a ti&lt;br /&gt;me arrastei até os teus lábios&lt;br /&gt;por um leito de espinhos&lt;br /&gt;acreditei que o que nos unia&lt;br /&gt;era aquilo que nos fazia semelhantes&lt;br /&gt;busquei em ti um país uma língua&lt;br /&gt;distanciando-me do sonho me acerquei dele&lt;br /&gt;enegreci páginas com a noite do poema&lt;br /&gt;o pássaro negro do silencio roçava nelas uma a uma&lt;br /&gt;ainda não sei que língua conversa comigo e me absolve&lt;br /&gt;tomei um caminho de luz que conduz ao horizonte&lt;br /&gt;meu país: um ramo de adeuses recolhidos&lt;br /&gt;ao fio do tempo&lt;br /&gt;desenrolei suas pontas como uma esteira de alfa&lt;br /&gt;encontrei um nome para o que resta da infância&lt;br /&gt;para florescer entre teus braços&lt;br /&gt;joguei num poço as laranjas da memória&lt;br /&gt;desenhei meu amor com giz numa muralha de água&lt;br /&gt;nada permanece na memória dos homens&lt;br /&gt;caminhava em mim e longe de mim&lt;br /&gt;a vezes uma sombra se casava com minha sombra&lt;br /&gt;em cada partida cortava um laço&lt;br /&gt;liberava o pássaro do fogo das cinzas&lt;br /&gt;da memória&lt;br /&gt;caminhava em ti e longe de ti&lt;br /&gt;me aliei com o alfabeto da areia&lt;br /&gt;com as ondulações da onda&lt;br /&gt;com a paz que fecha tuas pálpebras&lt;br /&gt;meu canto será a imagem dessa paz&lt;br /&gt;reconheci a madrugada da madrugada dentro do seu olhar&lt;br /&gt;quis o dia à imagem dos que amo&lt;br /&gt;dispus a noite para a colheita do sonho&lt;br /&gt;cortejei o visível abracei o invisível&lt;br /&gt;li tudo sobre a terra no grande livro da terra&lt;br /&gt;fui testemunha do efêmero e da eternidade do instante&lt;br /&gt;me demorei no umbral de cada umbral&lt;br /&gt;nossos mortos chamam desde a outra margem&lt;br /&gt;As líneas de seu mundo sulcavam nossas mãos&lt;br /&gt;o eco de suas vozes se esgotava na distancia&lt;br /&gt;os suicídios do sangue eram outras tantas pedras&lt;br /&gt;nas muralhas do tempo&lt;br /&gt;dei meus primeiros passos no limo dos rios&lt;br /&gt;me enterraram viva na arena&lt;br /&gt;sob um mar de dunas&lt;br /&gt;taparam a caverna – que meu sonho seja eterno&lt;br /&gt;exilaram meu corpo para o interior de meu corpo&lt;br /&gt;apagaram meu nome de todos os registros&lt;br /&gt;até a núpcia das margens&lt;br /&gt;carreguei comigo o vazio como a boca de um afogado&lt;br /&gt;dezembro desapareceu atrás do horizonte&lt;br /&gt;chamei – só o silencio estava atento&lt;br /&gt;vi os séculos perderem-se até nós&lt;br /&gt;Na romã voltava a florescer entre as estelas&lt;br /&gt;minha cidade mudava de senhores como de adereços&lt;br /&gt;minha terra: uma nuvem à margem do levante&lt;br /&gt;por quê buscar um lugar se somos o lugar&lt;br /&gt;minha sombra percorreu um longo caminho até a mim&lt;br /&gt;um dia entrei na casa da língua&lt;br /&gt;pus dois pássaros no ninho do coração&lt;br /&gt;atravessei o espelho do poema e este me atravessou&lt;br /&gt;confiei no relâmpago da palavra&lt;br /&gt;depositei um amor rebelde na primavera das árvores&lt;br /&gt;e liberei minhas mãos para que voassem as pombas. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-3348557283108863013?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/3348557283108863013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=3348557283108863013&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3348557283108863013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3348557283108863013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/05/dormi-num-leito-de-rochas-durante-tres.html' title='Dormi num leito de rochas durante três séculos'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-5607725602670430423</id><published>2011-04-25T06:42:00.000-07:00</published><updated>2011-06-24T14:12:21.633-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Khaldun visto por Le Goff</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;[Le Goff não leu Ibn Khaldun, e fez seus comentários a partir dos historiadores que leram... mas, de qq forma vale a pena saber que, ao menos, ele ficou sabendo da sua existência e lhe rendeu espaço entre os historiadores]. Seguem trechos a respeito em "História e memória": &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O Islã deu origem em primeiro lugar a um tipo de história ligada à religião e mais especialmente à época do seu fundador, Maomé e ao Corão. A história árabe tem como berço Medina e como motivação a recolha das recordações sobre as origens, destinadas a tornarem-se "um depósito sagrado e intangível". Com a conquista, a história adquire um duplo caráter: o de uma história de fatos soltos, do tipo dos anais, e o de uma história universal, cujo melhor exemplo é a história de at-Tabari e de al-Mas'üdi, escrita em árabe e de inspiração xiita. No entanto, na grande recolha de obras de velhas culturas (indiana, iraniana, grega) em Bagdá, no tempo dos Abássidas, os historiadores gregos foram esquecidos. Nos domínios dos Zeugit e dos Ayyubiti (Síria, Palestina, Egito), no século XII a história domina a produção literária, nomeadamente com a biografia. A história floresce também na corte da Mongólia, com os Mamelucos, sob o domínio turco. Falarei à parte de Ibn Khaldün, um gênio solitário. Se Ibn Khaldun domina com o seu gênio os historiadores e geógrafos muçulmanos da Baixa Idade Média, a sua filosofia da história é fundamentalmente a dos seus contemporâneos, distinguindo-se pela nostalgia da unidade do Islã, a obsessão do declínio. No entanto, a história nunca ocupou no mundo muçulmano o lugar de eleição que conquistou na Europa e no Ocidente. Ela manteve-se "tão poderosamente centrada no fenômeno da revelação do Corão, na sua aventura ao longo dos séculos, e os inúmeros problemas que ela põe, que hoje parece só se abrir com dificuldades, senão com reticências, a um tipo de estudo e métodos históricos inspirados no Ocidente". Se, para os judeus, a história desempenhou o papel de fator essencial da identidade coletiva – papel desempenhado pela religião no Islã –, para os Árabes e os muçulmanos a história foi sobretudo "a nostalgia do passado", a arte e a ciência da lamentação. Resta que, se o Islã teve um sentido da história diferente do Ocidente, não conheceu os mesmos desenvolvimentos metodológicos em história e o caso de Ibn Khaldun é especial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;[...]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Enquanto que a história ocidental medieval prosseguia lenta e humildemente as tarefas do ofício de historiador, à sombra da teoria "agostiniana" do homem, o Islã produzia tardiamente uma obra genial no campo da filosofia da história – a Muqaddima de Ibn Khaldun. Mas, ao contrário da "De civitate Dei", e sem ter exercido influência imediata, a Muqaddima revelava já algumas das futuras práticas que viriam a fazer parte do estado de espírito da história científica moderna. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Todos os especialistas concordam em considerar Ibn Khaldun como "um espírito crítico excepcional para o seu tempo", "um gênio, isto é, um desses seres de intuição sem par", "avançado em relação ao seu tempo pelas idéias e pelo método"; Toynbee vê na Muqaddima "sem dúvida a maior obra no seu gênero alguma vez criada em qualquer tempo e lugar". &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Sem poder analisá-la na relação com o seu tempo, evoco-a aqui pois que pertence, desde então, a uma componente da produção histórica da humanidade e porque é ainda hoje capaz de influenciar diretamente a reflexão histórica sobre o mundo muçulmano e o Terceiro Mundo. Segue-se a opinião de um intelectual argelino, um médico aprisionado pelos franceses durante a guerra da Argélia, que leu Ibn Khaldun na prisão: "Fiquei emocionado com a finura e penetração das reflexões sobre o Estado e o seu papel, sobre a história e sua definição. Abriu grandes perspectivas à psicologia... tal como à sociologia política, ao pôr a tônica na oposição entre cidadãos e camponeses ou no papel do espírito de corpo, na constituição dos Impérios e do luxo, na sua decadência". O geógrafo francês Yves Lacoste vê na Muqaddima "uma contribuição fundamental para a história do subdesenvolvimento, que assinala o nascimento da história como ciência e nos transporta a uma etapa essencial do passado do atual Terceiro Mundo".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ibn Khaldun nasceu em Tunis em 1332 e morreu no Cairo em 1406; escreveu a Mugaddima no exílio, na Argélia, perto de Biskra em 1377, antes de morrer no Cairo como 'juiz' (entre 1382 e 1406). A sua obra é uma introdução (Muqaddima) à história universal. Sob este aspecto, coloca-se na linha de uma grande tradição muçulmana e reivindica abertamente essa filiação. Para um leitor ocidental moderno, o início da Mugaddima evoca o que no Renascimento ocidental, um ou dois séculos mais tarde, se escrevia e o que alguns historiadores da Antiguidade tinham já escrito: "A história é uma ciência nobre. Apresenta muitos aspectos úteis. Propõe-se atingir um fim nobre. Faz-nos conhecer as condições específicas das nações antigas, que se traduzem no seu caráter nacional. Transmite-nos a biografia dos profetas, a crônica dos reis, suas dinastias e política. Assim, quem quiser pode obter bons resultados, pela imitação dos modelos históricos, religiosos e profanos. Para escrever obras históricas é preciso dispor de numerosas fontes e variados conhecimentos. É também preciso um espírito reflexivo e profundo: para permitir ao investigador atingir a verdade e defender-se do erro" [Ibn Khaldun, al-Muqaddima, introdução]. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Ibn Khaldun apresenta a sua obra como sendo "um comentário sobre a civilização"; põe em evidência a mudança e a sua explicação. Distingue-se dos historiadores que se contentam em falar dos acontecimentos e das dinastias, sem os explicarem. Ibn Khaldun "dá as causas dos acontecimentos" e pensa que consegue apreender "a filosofia da história". Viu-se em Ibn Khaldun o primeiro sociólogo. Parece-me mais uma mistura de antropólogo e de filósofo da história. Distancia-se da tradição: "A investigação histórica alia o erro à superficialidade. A fé cega na tradição é congênita..." Graças ao seu livro, "já não precisamos acreditar cegamente na tradição". Nas suas explicações são notáveis as referências à sociedade e à civilização, estruturas e domínios essenciais, sem negligenciar a técnica e a economia. Vejamos que tipo de testemunho constituem para o historiador os monumentos edificados por uma dinastia: "Todos estes trabalhos dos Antigos só foram possíveis pela técnica e o trabalho de uma numerosa mão-de-obra... Não devemos dar crédito à crença popular de que os Antigos eram maiores e mais fortes que nós... O erro dos narradores vem de admirarem as grandes proporções dos monumentos antigos, sem compreenderem as diferentes condições da organização social e de cooperação. Não vêem que tudo dependeu da organização social e técnica. Por conseguinte, imaginam erradamente que os monumentos antigos se devem à força e à energia de seres de estatura superior". Como é natural num muçulmano, dado o que vê e sabe do passado do Islã, dá grande importância à oposição nômades-sedentários, beduínos e citadinos. Homem do Magrebe urbanizado, interessa-se principalmente pela vida urbana, mas também considera o fenômeno dinástico e monárquico e constata que não se trata de uma conseqüência da urbanização: "A dinastia precede a cidade", mas está-lhe muito ligada: "A monarquia chama a cidade".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Revela-se um grande filósofo da história com a teoria (que anuncia Montesquieu, mas que é já tradicional na sua época entre os historiadores e geógrafos muçulmanos) da influência dos climas, não-desprovida de racismo (perante os negros) e principalmente a teoria do declínio. As organizações sociais e políticas duram um certo tempo e encaminham-se para o declínio, com mais ou menos rapidez: por exemplo, o prestígio de uma linhagem só dura quatro gerações. Este mecanismo é especialmente flagrante nas monarquias: por natureza, a monarquia quer a glória, o luxo e a paz, mas uma vez gloriosa, luxuosa e pacífica, a monarquia entra em declínio. Ibn Khaldun não separa, neste processo, os aspectos morais e sociais: "Regra geral, uma dinastia não dura mais de três gerações: a primeira mantém as virtudes dos beduínos, a rudeza e a selvageria do deserto... conserva o espírito de clã. Os seus membros são decididos e temidos e as pessoas obedecem-lhes... A segunda geração, sob a influência da monarquia e do bem-estar passa à vida sedentária, da privação ao luxo, da glória comum à partilhada e à de um só... O vigor do espírito tribal corrompe-se um pouco. As pessoas habituam-se ao servilismo e à obediência... A terceira geração esqueceu-se completamente da época da rude vida beduína... Perdeu todo o gosto pela glória e pelos laços de sangue, porque é governada pela força... Os seus membros dependem da dinastia que os protege, como se fossem mulheres ou crianças. O espírito de clã desapareceu completamente. O soberano tem de apelar para a sua clientela, o seu séquito. Mas um dia Deus permitirá a destruição da monarquia" . Esta teoria subentende a identificação de uma forma sóciopolítica com uma pessoa humana, um modelo organicista e biológico da história. Como disse Jacques Berque: é "um pensamento de magrebe, islâmico e mundial... a alegria amarga do inteligível marcou, através deste homem caído em desgraça, a história que se vivia nesse mesmo momento e que teve o mérito de ser o primeiro a enquadrar em tão vastas perspectivas".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;História e Memória. Jacques Le Goff - tradução Bernardo Leitão. Campinas, SP Editora da UNICAMP, 1990.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-5607725602670430423?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/5607725602670430423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=5607725602670430423&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5607725602670430423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5607725602670430423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/04/khaldun-visto-por-le-goff.html' title='Khaldun visto por Le Goff'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-2330190146853293361</id><published>2011-04-01T10:24:00.001-07:00</published><updated>2011-04-01T10:26:44.821-07:00</updated><title type='text'>DIWAN DE POESIA, MÚSICA E DANÇA ÁRABE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-AivTvrs1Yuo/TZYKy2OZ9nI/AAAAAAAAB4g/GperhhV-pF8/s1600/diwan.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 306px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-AivTvrs1Yuo/TZYKy2OZ9nI/AAAAAAAAB4g/GperhhV-pF8/s400/diwan.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590667856092722802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-MTT9oHtu1xQ/TZYKW5I6ttI/AAAAAAAAB4Y/_4qoS4Malas/s1600/diwan.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-2330190146853293361?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/2330190146853293361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=2330190146853293361&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2330190146853293361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2330190146853293361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/04/diwan-de-poesia-musica-e-danca-arabe.html' title='DIWAN DE POESIA, MÚSICA E DANÇA ÁRABE'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-AivTvrs1Yuo/TZYKy2OZ9nI/AAAAAAAAB4g/GperhhV-pF8/s72-c/diwan.jpg' height='72' 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novo.&lt;br /&gt;Os cartões não dizem o meu querer;&lt;br /&gt;todos os desenhos que eles contêm,&lt;br /&gt;(velas, sinos, árvores, bolas de neve,&lt;br /&gt;crianças, anjos) – nada disso me convém:&lt;br /&gt;não me agradam os cartões prontos&lt;br /&gt;nem os poemas prontos&lt;br /&gt;nem os votos para exportação&lt;br /&gt;feitos em Paris, Londres e Amsterdã,&lt;br /&gt;escritos em francês ou inglês&lt;br /&gt;servindo a toda ocasião.&lt;br /&gt;Mas você não é uma mulher de ocasião;&lt;br /&gt;Você é a mulher que eu amo,&lt;br /&gt;você, a dor diária&lt;br /&gt;que não se escreve em cartões,&lt;br /&gt;que não se diz em letras latinas,&lt;br /&gt;e nem por correspondência se diz.&lt;br /&gt;Mas sim, quando chega a meia-noite,&lt;br /&gt;você, peixe, penetra nas minhas águas cálidas, e se banha,&lt;br /&gt;minha boca explora florestas ciganas, o seu cabelo,&lt;br /&gt;e fica pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque amo você,&lt;br /&gt;o ano novo é rei que chega;&lt;br /&gt;e porque amo você, carrego&lt;br /&gt;permissão especial de Deus&lt;br /&gt;para passar entre mil estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, árvore não vamos comprar:&lt;br /&gt;você será a árvore,&lt;br /&gt;e sobre você vou dispor&lt;br /&gt;meus desejos e orações,&lt;br /&gt;minhas lágrimas e lampiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que todo ano você seja a minha amada.&lt;br /&gt;Desejo que temo querer&lt;br /&gt;para não me acusarem de ambição e pretensão,&lt;br /&gt;ideia que temo pensar&lt;br /&gt;para que não a roubem de mim&lt;br /&gt;e digam terem inventado a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que todo ano você seja a minha amada.&lt;br /&gt;Que todos os anos eu seja o seu amado.&lt;br /&gt;Desejo fora do merecido,&lt;br /&gt;sonho além do permitido.&lt;br /&gt;E quem pode me cobrar por causa dos meus sonhos?&lt;br /&gt;Quem pode cobrar os pobres por quererem sentar no trono&lt;br /&gt;por cinco minutos?&lt;br /&gt;Quem pode cobrar o deserto&lt;br /&gt;por querer um riacho?&lt;br /&gt;Em três casos o sonho é legal:&lt;br /&gt;em caso de loucura,&lt;br /&gt;em caso de poesia&lt;br /&gt;e em caso de conhecer uma mulher estonteante como você.&lt;br /&gt;Eu – felizmente – sofro dos três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe a sua tribo,&lt;br /&gt;siga-me até as minhas cavernas,&lt;br /&gt;largue o chapéu de papel,&lt;br /&gt;a melodia desajeitada,&lt;br /&gt;a fantasia.&lt;br /&gt;Sente-se comigo na sombra – anestesia:&lt;br /&gt;azul é o véu da poesia;&lt;br /&gt;Meu casaco protegerá você das chuvas de Beirute.&lt;br /&gt;Tenho um vinho tinto&lt;br /&gt;das adegas dos monges.&lt;br /&gt;Preparo um prato espanhol&lt;br /&gt;de frutos do mar.&lt;br /&gt;Siga-me, minha senhora, até os descaminhos dos sonhos:&lt;br /&gt;Lhe mostrarei poemas&lt;br /&gt;nunca dantes lidos,&lt;br /&gt;baús de lágrimas&lt;br /&gt;nunca dantes abertos,&lt;br /&gt;amarei você&lt;br /&gt;como nunca alguém a amou antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegar a meia-noite&lt;br /&gt;e a terra se desequilibrar,&lt;br /&gt;quando todos os dançarinos começarem a pensar com os pés&lt;br /&gt;eu me retirarei&lt;br /&gt;para dentro de mim,&lt;br /&gt;e você irá comigo.&lt;br /&gt;Você não é mulher que pertença à alegria comum,&lt;br /&gt;ao tempo comum,&lt;br /&gt;ao grande circo que passa aqui na frente,&lt;br /&gt;aos tambores pagãos que tocam ali adiante,&lt;br /&gt;ou às mascaras de papel.&lt;br /&gt;Terminada a noite, o que sobra&lt;br /&gt;é homens de papel, mulheres de papel.&lt;br /&gt;Ah se eu pudesse, minha senhora,&lt;br /&gt;construiria um ano só para você&lt;br /&gt;poder recortar os dias como bem quiser,&lt;br /&gt;para você tomar banhos de sol e de mar&lt;br /&gt;nas areias dos meses quanto quiser.&lt;br /&gt;Ah minha senhora, se eu pudesse,&lt;br /&gt;ergueria uma capital para você&lt;br /&gt;na zona temporal&lt;br /&gt;que não seguisse o relógio solar&lt;br /&gt;nem o da areia.&lt;br /&gt;O tempo real começaria a contar&lt;br /&gt;quando sua mão pequenina fizesse a sesta&lt;br /&gt;dentro da minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que todo ano seus olhos fiquem&lt;br /&gt;ícones bizantinos;&lt;br /&gt;seus seios, loiras crianças brincando na neve.&lt;br /&gt;Que todo ano eu esteja enredado em você,&lt;br /&gt;acusado por amar&lt;br /&gt;como acusam o céu por viajar&lt;br /&gt;e o lábio, por se arredondar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que todo ano eu seja atingindo por seu terremoto,&lt;br /&gt;encharcado pelas suas águas,&lt;br /&gt;tisnado como um vaso chinês&lt;br /&gt;pela geografia do seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que todo ano você... não sei como dizer:&lt;br /&gt;seus nomes, você escolhe,&lt;br /&gt;como o ponto escolhe o seu lugar na linha,&lt;br /&gt;como o pente escolhe o seu lugar nas dobras do seu cabelo.&lt;br /&gt;Apenas, permita-me chamá-la&lt;br /&gt;“minha amada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nizar Qabbani (1923-1998) - tradução Safa Jubran&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-7445913833522774670?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/7445913833522774670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=7445913833522774670&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/7445913833522774670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/7445913833522774670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2011/01/curso-de-dancas-ciganas.html' title='Que todo ano você seja a minha amada'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-6062880321421583836</id><published>2010-11-05T06:56:00.000-07:00</published><updated>2011-02-15T06:31:16.576-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>Diwan de Primavera  2010</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Michel Sleiman, Leandra Yunis, Jihad Smaili, Maurício Mouzayek, Soraia Brandala e Clóvis Gomes, em recital de poesia, música e dança no CCJ - Ruth Cardoso. Evento do ICArabe em parceria com a Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="216" height="177" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-2c54ab18706763ed" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-6062880321421583836?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=2c54ab18706763ed&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=6fc8ec78f88079dc&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=d2ff9c48f3160b19&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=ebe4e6c45a3fe483&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/6062880321421583836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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2010'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-5354335180200565086</id><published>2010-10-13T12:06:00.000-07:00</published><updated>2011-03-10T13:49:40.598-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Anthony Shay e a análise ideológica da representação cênica da dança oriental</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O coreógrafo, antropólogo e historiador da dança na Universidade da  Califórnia Antony Shay é talvez um dos principais estudiosos da  representação política e cultural na dança. Ele aborda e conceitualiza  uma série de questões relativas à ideologia no campo coreográfico no  sentido da corporificação de um discurso. Ele constrói um arcabouço  conceitual para pensar as questões relativas ao intercâmbio entre  tradições e representações cênicas na construção coreográfica e suas  consequências políticas e ideológicas, e questiona a validade dos  conceitos ocidentais na avaliação da dança oriental. Tais reflexões são  cruciais tanto para o bailarino-intérprete ou coreógrafo como para o  crítico, uma vez que muitos elementos originais de uma dada cultura são  negligenciados, eliminados, ou transformados no processo da sua  transposição para o palco, como ocorre com frequência nas performances  de dança oriental da atualidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Adoto aqui o termo dança oriental conforme a própria definição  crítica de Barbara Sellers Young e Anthony Shay, de uma dança de solo  improvisado do Oriente Médio, comumente dançado nos centros urbanos,  designada por “um conjunto de movimentos e práticas corporais cujas  origens se deram na vasta região que se estende desde o Oceano Atlântico  ao norte da África e oeste do Balcãs até as áreas ocidentais da China,  Ásia Central, e a porção ocidental da Índia subcontinental”(SHAY, 2005).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Abordarei adiante alguns tópicos desenvolvidos por este autor em seu  livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Choreographic Politics: State Folk Dance Companies,  Representation, and Power&lt;/span&gt; (SHAY, 2002) onde ele analisa os processos de  composição coreográfica de diversas companhias nacionais ou  profissionais de grande importância local ou mundial. O conceito central  desse trabalho é o de tradições paralelas, que permitiu analisar as  relações de influência e intercâmbio entre as tradições populares e  cênicas. Inspirado no trabalho do historiador Eric Hobsbawm (1997), que  identificou a invenção de tradições como um processo artificial típico  da construção da identidade em nações emergentes, Shay demonstra como a  representação cênica de danças tradicionais ou folclóricas resultou na  criação de tradições paralelas, de forma que as companhias nacionais  “inventam” coreografias e formatam repertórios que não correspondem nem  ao tradicional original, nem a um trabalho puramente cênico, e são,  portanto, uma expressão intermediária, cuja construção está diretamente  marcada pelo crivo político.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Shay também expandiu o conceito de orientalismo do grande pensador  Edward Said, (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orientalismo – o oriente como invenção do ocidente&lt;/span&gt;, 1978),  e definiu o processo de auto-exotismo como resultado desse  orientalismo, nos grandes centros urbanos do Oriente Médio: detectou que  além das projeções ocidentais de um oriente imaginário construídas  a serviço de propósitos imperialistas, ocorreu a proliferação de  estereótipos produzidos e reabsorvidos internamente pelas sociedades  dominadas, ao longo do processo de reconfiguração da identidade e  emancipação política pós-colonialista, entre fins do XIX e início do XX.  Isto ocorreu notadamente na dança oriental - que ficou consagrada então  como dança do ventre, sob o estilo modernizante e vulgarizado do  cabaré-belly dance, cuja estética é fortemente carregada ideologicamente  e que parece encaixar-se neste conceito de tradição inventada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para que se compreenda claramente o que é uma tradição inventada na  dança, exemplificarei com as danças circulares, tão de moda nos últimos  tempos: Bernhard Vosien criou a maioria de suas coreografias a partir  das danças folclóricas que conheceu, emprestando-lhes algo da sua  estrutura simbólica basal; ele não reproduziu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ipsis literis&lt;/span&gt; a maioria  das danças estudadas em campo, mas adaptou-as à sua proposta de utilizar  a disposição espacial do círculo, afim de intensificar o poder  arquetípico desse formato. É preciso que se tenha bem claro em mente que  as danças tradicionais (ou folclóricas) de que se utilizou diferem  essencialmente das suas adaptações para a dança circular: esta é,  afinal, uma tradição inventada, pois, além das possíveis diferenças  coreográficas em relação às danças originais, realiza-se com um  propósito e num contexto histórico-cultural completamente diverso. Isto  não invalida a sua proposta, mas, sem considerar essa distinção  fundamental, os profissionais que trabalham com ela cairão, mais dia,  menos dia, no problema da identidade cultural ao tentar universalizar  aspectos que são particulares e distintivos, geradores de alteridade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas de que forma podemos delimitar e definir os aspectos próprios de  uma dança do ponto de vista da identidade cultural, uma vez que nela  incide a maior interferência e mutabilidade nos processos de influência  cultural?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De acordo com Judith Lynne Hanna, (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;To dance is human&lt;/span&gt;, 1979), partindo  da perspectiva interna do trabalho corporal, percebe-se que em todo o  processo há a veiculação de características não só pessoais, mas também  culturais. Assim, as “funções cognitivas e afetivas são  consideravelmente intercambiáveis. A dança tende a ser o testamento de  valores, crenças, atitudes e emoções. Como Mills pontuou, os ‘modos  cognitivos e qualitativos são margens de um fluxo de experiência’. Mesmo  se a dança é executada mecanicamente e deixa o observador e o bailarino  insatisfeitos ou enfastiados, tais reações são respostas afetivas. E  ainda assim, a dança realizada mecanicamente, geralmente um padrão de  estímulo-resposta, retêm sua essência enquanto experiência  simbolicamente transformada; é esta transformação que distingue o  movimento cultural do natural”. Sendo assim, tanto o modo de balancear  as funções motoras, afetiva e cognitiva podem revelar a filiação  cultural de uma dada dança, como o seu produto, isto é, o gesto  transformado pelo adensamento simbólico da experiência corporal e  apresentado num determinado formato identificável, por exemplo, os  deslocamentos típicos de quadril na dança árabe, o acentuado gestual das  mãos no flamenco, etc. Na dança oriental, o aspecto rítmico pareceria  tornar preponderante o elemento motor, mas na realidade há certo  equilíbrio entre o desenvolvimento expressivo-afetivo e a capacidade de  mobilização da audiência (como ocorre na poesia e na música), além da  orquestração conjunta das funções cognitivas e afetivas durante a  improvisação, em oposição ao caráter mecânico da coreografia  pré-estabelecida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quanto à delimitação do caráter externo da dança, isto é, dos traços  culturais específicos da composição coreográfica, a abordagem do  antropólogo Clifford Geertz (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O conhecimento local&lt;/span&gt;, 1997) - outra  influência de Shay - parece muito profícua, pois propõe que consideremos  a cultura como um sistema interrelacional, onde todos os aspectos da  vida de uma sociedade encontram eco e correspondência técnica e/ou  simbólica nos produtos artísticos que se elaboram em seu interior.  Assim, é possível traçar com assertividade os traços distintivos de uma  dança a partir de sua simbologia central e os elos de correspondência  com os demais aspectos do sistema cultural no qual está imerso. No caso  da dança oriental podem-se estabelecer relações com o sistema musical  modal e com os demais traços estéticos e cosmológicos do pensamento  árabe-oriental, como por exemplo, os padrões geométricos, que também  regem os arabescos, mosaicos, estruturas arquitetônicas, teares e  cerâmica, etc. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Embora esta correspondência e organização harmônica dos elementos  coreográficos na dança oriental seja central, ela muitas vezes é  negligenciada quando essa arte fica sujeita às distorções provocadas  pelo hibridismo e fusão com técnicas e procedimentos de tradições  cênicas ocidentais. Tais distorções são, muitas vezes, reflexo dos  processos ideológicos, como ocorreu na sua difusão via cinema  hollywoodiano ou companhias nacionais de folclore, como veremos adiante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No caso das companhias de dança nacionais, observou-se, sobretudo, o  problema da construção da identidade étnica da nação. Uma vez que nem  toda a diversidade étnica e cultural pode ser abarcada num repertório  estrito, a seleção de cada componente determina o conteúdo político da  representação a ser encenada. Acontece então o problema de quem será  representado, como se dará essa representação e por quem – isto inclui  desde eliminar a filiação com identidades estrangeiras, que outrora  participaram da história daquele lugar, até a seleção de determinados  tipos étnicos e físicos para compor elenco, segundo o tipo de formação,  técnica ou tradicional, etc. A questão da identidade é a mais permeada  pelos interesses políticos e ideológicos das agências financiadoras  (como o Estado, no caso de uma companhia nacional), e varia conforme a  capacidade crítica dos coreógrafos em respeitar ou distorcer as  tradições e grupos representados. O problema da representação histórica  na dança também ocorre nesse caso, quando o repertório das companhias  nacionais abrange reconstituições de supostas danças antigas, para  legitimar ou forjar identidades nacionais através da dança. Segundo  Shay, isto ocorreu com grupos importantes, como o Reda Troupe e o  National Folkloric Troupe, do Egito, o Turkish State Folk Dance  Ensemble, a companhia Mahalli de danças iranianas, e diversos outros  grupos que recorreram a reconstituições históricas ou as inventaram. Mas  o problema não se restringe só aos grupos grandes, uma vez que  profissionais independentes e amadores muitas vezes seguem os padrões  daqueles, sem se preocupar com o discurso político subjacente à  interpretação artística.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma das formas mais recorrentes de forjar uma representação histórica  ou cultural na dança é a partir da essencialização. Este procedimento  consiste, basicamente, na criação de movimentos que diferem das  expressões tradicionais existentes, mas remetem a elas. Diante de um  repertório muito extenso e/ou da possível perda do impacto estético do  espetáculo, o coreógrafo recorre a essencialização, ou seja, busca  fundir uma série de elementos coreográficos diversos, que aparecem de  forma variada nas distintas tradições, amalgamados e reunidos numa só  coreografia em sínteses simbólicas ou estéticas. Pode ocorrer também a  criação de elementos coreográficos novos que jamais foram recolhidos em  campo, que não existiam em absoluto na realidade. Aqui o risco é o de  “pasteurização” e da criação de algo que pode inclusive não fazer  referência a nada existente, mas que obedece a uma distorção  conveniente, associada ora a uma estética identificada com a elite, ora  às culturas estrangeiras de nações dominantes, como ocorre no  auto-exotismo ou na estereotipificação, processos diretamente ligados a  essencialização. À essencialização se opõe a particularização, que  consiste em manter-se fiel aos elementos da tradição, o que por seu  turno implica em delimitar as tradições que serão retratadas, dando  ênfase ou prioridade para umas em detrimento de outras, caindo por outro  lado no problema político da seleção das etnias ou regiões  representadas para compor a identidade nacional em cena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Outro ponto que tange aos limites da fidelidade histórica e cultural,  é a questão da autenticidade. A noção de autenticidade pode variar  muitíssimo. Não podemos considerar que uma tradição inventada não seja  autentica, uma vez que ela passa a existir. O conceito de tradições  paralelas de Shay prevê isto. No entanto, uma tradição inventada através  da estereotipificação ou da essencialização não é autentica em relação à  tradição, à identidade original que supostamente retrata. Mas, mesmo  assim, diversas companhias famosas mundialmente se valem de elementos  essencializados, inventados e até completamente alheios à realidade,  cobertos por um verniz de folclore que faz com que os espectadores  estrangeiros reconheçam nele o gosto da autenticidade e da  originalidade! Estamos diante do historicamente verossímil, que é  bastante enganoso. Segundo Shay, este é o caso das companhias do Leste  europeu, que adotou o verniz criado por Igor Moiseyev (coreógrafo e  fundador da Moiseyev Dance Company da URSS), cujos modelos de figurinos,  coreografia e cenografia se expandiram pelos países do bloco soviético  durante sua existência, refletindo os ideais comunistas de culto ao  corpo, ênfase no movimento vigoroso de caráter combativo, valorização do  elemento camponês e da coletividade em oposição à individualidade  (carro-chefe simbólico do capitalismo), e recorrendo a generalização das  identidades nacionais, em detrimentos das peculiaridades das minorias  em sua infinita variedade. Estas, primeiro sufocadas pelos efeitos da  dominação política e cultural do colonialismo e, depois, pelas  restrições culturais dos regimes totalitários, costumavam ser  simbolicamente dissolvidas ou amputadas das representações oficiais de  dança.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quanto à questão do colonialismo na dança, Antony Shay também faz uma  interessante análise do contexto cultural egípcio. Ele chama a atenção  para o fato de que grande parte das tradições musicais e performáticas  da densa população instalada ao longo de todo o Nilo não é valorizada  pela política cultural oficial; ao contrário, a presença britânica se  impôs de tal forma naquele país, que penetrou em todas as suas  instituições, configurando, como ocorre em outros países descolonizados,  um distintivo de classe, de categoria e de poder. Isto é, aquele que  tem acesso a uma educação de modelo britânico e assume sua estética,  costumes, inclinações políticas, etc, terá trânsito facilitado na elite  local, já bastante moldada nesse sentido. Isso se reflete na formação de  coreógrafos importantes, como Mohamed Reda, fundador do Reda Troupe,  grupo egípcio que elevou o status da dança do ventre e outros folclores  egípcios no país e no mundo. Na ótica de Shay, a ascensão de tal grupo  se deu às custas de graves distorções da tradição egípcia e do  apagamento da sua variedade cultural, por meio da estilização e  ocidentalização, tanto coreográfica como musical. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para nosso autor, até as orquestras orientais, ainda que contenham  muitos instrumentos tradicionais ou executem peças folclóricas - como as  que acompanhavam o Reda Troupe ou mesmo a famosa cantora Uum Kulthum –,  tendo base ocidental, podem ser vistas como tradições inventadas. Essas  tradições inventadas na música se deram igualmente na dança e marcam  todo o cenário das representações da dança oriental do século XX até  hoje. Porém, uma dificuldade em diferenciar a tradição inventada da  autêntica reside justamente no fato de haver grande circularidade e  intercâmbio entre ambas. Minha sugestão, sobretudo em tempos de  globalização, é que se estabeleça na dança oriental uma distinção entre  influência cultural e fusão, sendo a primeira o processo que ocorre  entre duas culturas distintas compartilhando de referências culturais in  loco, isto é, a partir de um tempo de convivência entre grupos e  comunidades distintos entre si, num mesmo território ou ambiente. A  segunda ocorre pela manipulação deliberada e intencional de elementos  coreográficos díspares e estrangeiros, e seguem o padrão da tradição  inventada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Além disso, temos os fenômenos próprios da fusão cultural – mescla de  processo de influência com a absorção inconsciente de produtos  coreográficos já encharcados de auto-exotismo, por exemplo - em que as  distorções se amplificam, naturalmente. É curioso perceber como no  Brasil, por exemplo, as bailarinas são reconhecidas pelo seu grande  domínio rítmico. Na Revista Brasil Oriente, a bailarina espanhola  Carolina Grandela notou esse fato, questionando porém, certa falta de  criatividade das bailarinas de Belly Dance em nosso país &lt;strong&gt;(1)&lt;/strong&gt;.   É certo que ela só viu algumas artistas, com determinado estilo de  dançar, mas não seria isso um reflexo de nossa própria cultura: o forte  matiz rítmico, mas com pouca atenção e domínio do aspecto melódico? Ou,  por outro lado, não devemos nos perguntar, ainda, o quanto a formação de  nossas bailarinas contempla uma formação musical e cultural adequada  para a representação da dança oriental, e o quanto não estará, ainda,  fortemente marcada pelo orientalismo e suas deformações típicas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;Publicado  06/10/2010 na seção &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 102, 102);" href="http://icarabe.provisorio.ws/artigos/anthony-shay-e-a-analise-ideologica-da-representacao-cenica-da?utm_source=eCMailing&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=CORREIO+ICARABE+-+08%2F10%2F2010"&gt;Dança  e Música do ICArabe&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Notas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;1)&lt;/strong&gt; Entrevista. Revista Brazil Orient. Ano 1, no. 2,  jul-set 2009, pp. 8-9.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 102, 102);" href="http://icarabe.provisorio.ws/artigos/anthony-shay-e-a-analise-ideologica-da-representacao-cenica-da?utm_source=eCMailing&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=CORREIO+ICARABE+-+08%2F10%2F2010"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-5354335180200565086?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/5354335180200565086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=5354335180200565086&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5354335180200565086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5354335180200565086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/10/anthony-shay-e-analise-ideologica-da.html' title='Anthony Shay e a análise ideológica da representação cênica da dança oriental'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-4185735974440403176</id><published>2010-10-13T11:15:00.000-07:00</published><updated>2011-02-04T09:15:31.609-08:00</updated><title type='text'>dançando Beirut no Anhangabaú...</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-739aaec2731467f7" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v13.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D739aaec2731467f7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1D4AB4444E42F666CEDF8D0C7C8FE91DED9854C3.449257E1F0316ABD0ED7DBC8ECED7AD803C02208%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D739aaec2731467f7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D_b-hk-GPHClqFMiElgwvM88nAVw&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v13.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D739aaec2731467f7%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1D4AB4444E42F666CEDF8D0C7C8FE91DED9854C3.449257E1F0316ABD0ED7DBC8ECED7AD803C02208%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D739aaec2731467f7%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D_b-hk-GPHClqFMiElgwvM88nAVw&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;Olha só, era pra ser no Boulevar S. João, foi no Viaduto do Chá... Era pra ser coreografado, foi no improviso...a vida é assim... Dança cigana de inspiração eslava, com os metais do grupo Beirut.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-4185735974440403176?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=739aaec2731467f7&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/4185735974440403176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=4185735974440403176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/4185735974440403176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/4185735974440403176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/10/dancando-beirut-no-anhangabau.html' title='dançando Beirut no Anhangabaú...'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-5081876083686617927</id><published>2010-09-16T17:06:00.000-07:00</published><updated>2011-02-07T09:20:55.427-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Arqueologia da Performance e Dança Oriental</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(192, 192, 192);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 0, 0); line-height: 16px;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;A arqueologia é a ciência que estuda o passado através da cultura material, ou seja, dos vestígios materiais das sociedades, enquanto a história, tradicionalmente, o faz através dos documentos escritos. Por sua natureza gestáltica, digamos, a arqueologia necessita de seus pesquisadores em campo e para um trabalho que aborda aspectos tão diversos que só podem ser estudados de forma interdisciplinar. Todo o processo de uma investigação arqueológica, desde a escavação até o laboratório, chega a envolver uma gama enorme de profissionais: geólogos, biólogos paleontólogos, geógrafos, antropólogos, nutricionistas, bioquímicos, historiadores, arquitetos etc. Todos os saberes são convocados para a análise do material em si, do contexto em que o sítio foi encontrado, da relação deste na geografia e geologia do espaço que o circunda, da sociedade, da fauna e da flora que o habitou, à luz das possíveis e prováveis sucessivas ocupações e mudanças que sofreu. Quando então todos esses estudos são cruzados, algumas hipóteses são construídas. Esse conhecimento movediço não difere muito da história e constitui também uma forma de construção histórica, sujeita igualmente às suas questões teóricas, ideológicas e metodológicas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(204, 204, 204);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(83, 83, 83); line-height: 16px;font-size:100%;" &gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.5em; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Entretanto, a arqueologia não estuda mais somente as sociedades antigas da pré-escrita, como fazia antigamente, estuda também as sociedades históricas e atuais, e desenvolveu uma série de métodos diversificados para somar conhecimento das áreas adjacentes. Um desses métodos é a Arqueologia Experimental, derivada da Antropologia da Experiência, que enfatiza a necessidade de vivenciar e experienciar as sociedades estudadas. Assim, por exemplo, falando a grosso modo, o pesquisador numa fábrica lítica (de artefatos de caça feitos de pedra), irá ele próprio tentar produzir lascas de flechas com o mesmo tipo de rocha encontrada no local, testando técnicas a fim de compreender como funcionava, na prática, a técnica utilizada para isso, ou de confirmar sua hipótese. Seguindo esse caminho, a etnografia, etnomusicologia e as áreas artísticas afins passaram a agregar-se recentemente a um novo campo da arqueologia, denominado Arqueologia da Performance, aberto pelo arqueólogo Michael Shanks, da universidade de Stanford (EUA), que se ocupa de estudar as expressões performáticas das sociedades históricas, o que inclui desde o teatro e a música, até, obviamente, a dança. A inovação metodológica é que esta corrente incorpora os saberes tradicionais como ferramenta de estudo e reconstituição histórica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.5em; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Em 2008, a pesquisadora Alessandra Lopes y Royo abriu caminho, na Inglaterra, para os estudos da Arqueologia da Performance da dança. Além de utilizar os recursos da Arqueologia da Performance para reconstituir uma dança indiana antiga, Royo propôs que a dança poderia trabalhar como interface da arqueologia na pesquisa de danças históricas. Esta proposta baseia-se na ideia presente em seu trabalho de que toda bailarina, uma vez que incorpore elementos culturais relativos ao passado de uma dada cultura, já trabalha numa chave de interpretação histórica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.5em; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Trata-se, por um lado de encarar a dança como artefato. Nesse sentido, artefato é algo cuja materialidade funciona como meio para revelar, ao menos hipoteticamente, aspectos da sociedade que se descortina por trás das técnicas de sua fabricação, uso e funções específicas, que revelam ainda certas normas estéticas, sociais, etc., que o abarcam. No caso da dança, tratamos do artefato em ao menos dois níveis: o mais concreto da vestimenta, dos adereços, etc., e o nível da forma essencial da dança, que não é material, mas pode ser definido através dos elementos coreográficos centrais e seu simbolismo. E mais profundo, dos fatores que determinam sua preservação através dos tempos (e, por isso mesmo, sua transformação através da história), apesar de seu caráter efêmero dessa e a sua dependência do corpo presente, inevitavelmente carregado de diversas outras referências além daqueles contidos na “modalidade/período” que se pretende representar, tornando bastante complexo o seu sentido de “artefato”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.5em; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Se do ponto de vista da representação cênica ou visual, uma determinada coreografia original pode parecer indicar com precisão tal ou qual sociedade ou período, respeitando os figurinos e adereços, etc., do ponto de vista histórico isso representa um grande problema: quanto mais delimitada a referência de lugar, tempo e tema de uma dança, mais essa concepção tenderá a apagar a riqueza de sua real trajetória em termos da diversidade cultural que abarca e das influências históricas sucessivas que sofreu. Do ponto de vista existencial, a sua representação também inclui o problema da corporalidade do bailarino com sua trajetória particular e as marcas das experiências pessoais contidas no seu “léxico gestual”, na expressividade do seu movimento. Essa representação/experiência está contextualizada pelo presente e variará imensamente conforme o lugar social, cultural e político da bailarina/pesquisadora e do seu escopo científico para a incorporação deste passado. Assim, como já se debate no campo da Arqueologia e da História, uma determinada forma de apropriação e interpretação do que chamamos de tradição pode revelar uma filiação – consciente ou não - a determinada representação da identidade, posicionada politicamente. Uma vez que o campo da cultura e da política são indissociáveis, todo artefato torna-se, nesse caso, especialmente disputado pelo discurso oficial ou grupos de interesse, para compor uma identidade. A questão da identidade sempre está posta, intencionalmente ou não, e será objeto de disputa política ou cultural, ou de ambas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.5em; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Executar uma dança antiga, seja dita folclórica/tradicional ou uma reconstituição histórica, como é o caso das danças do repertório oriental ou árabe, por exemplo, pressupõe certa pesquisa anterior para identificar a origem, a forma como foi elaborada, quando, onde, porque e para quem era realizada, em quais circunstâncias específicas, e qual a sua função, visualizando-se todos esses fatores num conjunto de práticas sociais e culturais mais amplo. Assim, diz Royo, todos os profissionais envolvidos no campo da dança podem explorar o trabalho da dança como artefato, utilizando como ferramenta a História, suas técnicas investigativas de datação, pesquisa documental, periodização e contextualização, estudo de campo, delimitação teórica e viés interpretativo. Isso torna necessário incorporar ao ambiente acadêmico da dança, com respeito e profundidade, as prerrogativas teóricas e metodológicas das áreas da etnologia, antropologia, história e arqueologia, que servem como base para fundamentar o exercício da prática, docência e criação artísticas da investigação corporal em danças étnicas ou históricas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.5em; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sabemos que muito material é utilizado por professores e artistas de palco sem proceder ao que denominamos nas humanidades de crítica das fontes e discussão historiográfica. Royo também chama a atenção para o fato de que no caso das danças “étnicas”, não há divisão entre quem compõe, teoriza e quem executa a pesquisa corporal, de forma que isto torna ainda mais importante uma aproximação interdisciplinar entre História, Arqueologia, Antropologia, Etnologia e Teoria da Dança. Em tal aproximação, as discussões sobre preservação e herança cultural, por exemplo, podem trazer enorme reflexão a respeito da relação entre criação e tradição, passado e contemporaneidade das modalidades de danças pesquisadas e sobre o estudo das influências inter-culturais, bem como da condição política e ideológica dos discursos que se elaboram a partir de determinada interpretação – que corresponde ao resgate e preservação ou alteração e atualização - das tradições representadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.5em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; margin-top: 0.5em; margin-bottom: 0.5em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Este artigo é parte da minha monografia de especialização em dança (FMU) e foi publicado em&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="color: rgb(204, 204, 204);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.icarabe.org.br/artigos/arqueologia-da-performance-e-danca-oriental"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;http://www.icarabe.org.br/artigos/arqueologia-da-performance-e-danca-oriental&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-5081876083686617927?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/5081876083686617927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=5081876083686617927&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5081876083686617927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5081876083686617927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/09/arqueologia-da-performance-e-danca.html' title='Arqueologia da Performance e Dança Oriental'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-3767818207677304911</id><published>2010-09-08T09:14:00.000-07:00</published><updated>2010-09-08T09:16:07.984-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Canto da estrada aberta</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;blockquote dir="ltr" style="margin-right: 0px; "&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'bookman old style', 'new york', times, serif; color: rgb(0, 64, 127); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A pé de coração leve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:bookman old style, new york, times, serif;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;eu enveredo pela estrada aberta,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;saudável, livre, o mundo à minha frente,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;à minha frente o longo atalho pardo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;levando-me aonde eu queira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Daqui em diante não peço mais boa sorte,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;boa sorte sou eu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Daqui em diante não lamento mais,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;não transfiro, não careço de nada;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nada de queixas atrás das portas,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;de bibliotecas, de tristonhas críticas;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;forte e contente vou eu pela estrada aberta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A terra é o quanto basta:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;eu não quero as constelações mais perto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;nem um pouquinho, sei que se acham muito bem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;onde se acham, sei que são suficientes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;para os que estão em relação com elas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;(Carrego ainda aqui&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;os meus antigos fardos de delícias,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;carrego - mulheres e homens -&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;carrego-os comigo por onde eu vou,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;confesso que é impossível para mim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;ficar sem eles: deles estou recheado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;e em troca eu os recheio.)        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote dir="ltr" style="margin-right: 0px; "&gt;&lt;blockquote dir="ltr" style="margin-right: 0px; "&gt;&lt;blockquote dir="ltr" style="margin-right: 0px; "&gt;&lt;blockquote dir="ltr" style="margin-right: 0px; "&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Whitman&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Bookman Old Style;color:#00407f;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-3767818207677304911?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/3767818207677304911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=3767818207677304911&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3767818207677304911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3767818207677304911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/09/canto-da-estrada-aberta.html' title='Canto da estrada aberta'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-2188131111438149477</id><published>2010-08-09T06:53:00.000-07:00</published><updated>2010-08-09T10:45:50.071-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>hoje por dentro...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Vem ao jardim            na primavera, disseste.&lt;br /&gt;         - Aqui estão todas as belezas, o vinho e a luz.&lt;br /&gt;         Que posso fazer com tudo isso sem ti?&lt;br /&gt;         E, se estás aqui, para que preciso disso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não era a música, mas a tua presença através dela...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-2188131111438149477?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/2188131111438149477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=2188131111438149477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2188131111438149477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2188131111438149477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/08/hoje-por-dentro.html' title='hoje por dentro...'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-3747714584844200313</id><published>2010-06-29T07:50:00.000-07:00</published><updated>2010-06-29T07:53:45.388-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>El oro de los tigres</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;El oro de los tigres - Jorge Luis Borges&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Hasta la hora del ocaso amarillo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Cuántas veces habré mirado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Al  poderoso tigre de Bengala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Ir y venir por el predestinado camino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Detrás  de los barrotes de hierro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Sin sospechar que eran su cárcel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Después  vendrían otros tigres,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;El tigre de fuego de Blake;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Después  vendrían otros oros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;El metal amoroso que era Zeus,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;El anillo que  cada nueve noches&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Engendra nueve anillos y estos, nueve,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Y no hay  un fin.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Con los años fueron dejándome&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Los otros hermosos colores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Y  ahora sólo me quedan&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;La vaga luz, la inextricable sombra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Y el oro  del principio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Oh ponientes, oh tigres, oh fulgores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Del mito y de  la épica,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Oh un oro más precioso, tu cabello&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;Que ansían estas  manos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-3747714584844200313?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/3747714584844200313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=3747714584844200313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3747714584844200313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3747714584844200313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/06/el-oro-de-los-tigres.html' title='El oro de los tigres'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-1152917818700755352</id><published>2010-06-19T17:06:00.001-07:00</published><updated>2010-11-24T09:38:26.465-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>I carry your heart</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'comic sans ms',papyrus,arial,helvetica;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana,arial,helvetica;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;i carry your heart with me&lt;br /&gt;(i carry it in my heart)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 102, 153);font-family:'comic sans ms',papyrus,arial,helvetica;font-size:x-large;"  &gt;&lt;span style="font-family:verdana,arial,helvetica;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;i am never without it&lt;br /&gt;(anywhere i go you go, my dear; and whatever is done by only me is your doing, my darling)&lt;br /&gt;  I fear no fate&lt;br /&gt;(for you are my fate, my sweet)&lt;br /&gt;i want no world&lt;br /&gt;(for beautiful you are my world, my true)&lt;br /&gt;and it's you are whatever a moon has always meant&lt;br /&gt;and whatever a sun will always sing is you&lt;br /&gt;here is the deepest secret nobody knows&lt;br /&gt;(here is the root of the root and the bud of the bud&lt;br /&gt;and the sky of the sky of a tree called life; which grows&lt;br /&gt;higher than soul can hope or mind can hide)&lt;br /&gt;and this is the wonder that's keeping the stars apart&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,arial,helvetica;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;i carry your heart (i carry it in my heart)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Edward Estlin Cummings&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-1152917818700755352?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/1152917818700755352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=1152917818700755352&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/1152917818700755352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/1152917818700755352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/06/i-carry-your-heart.html' title='I carry your heart'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-2673648185090268732</id><published>2010-05-13T09:22:00.001-07:00</published><updated>2010-06-21T07:55:29.218-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>O Brasil Andaluz - influências árabes e ciganas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Leandra Yunis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na história&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao considerarmos a história do Brasil, durante certo período, foi muito importante para os autores enfatizar as características culturais dos povos dominados, tanto nativos como africanos, pois sempre esteve em jogo, por trás da discussão historiográfica, a afirmação de determinados direitos sociais e políticos. Assim, diversos historiadores e humanistas importantes contribuíram ao longo do século XX para deixar-nos um belo conhecimento acumulado sobre a formação política, econômica, social e cultural do Brasil: Sérgio Buarque de Hollanda, Gylberto Freire, Caio Prado Jr, só para citar os exemplos mais clássicos, desenvolveram uma leitura global do processo histórico brasileiro. Na antropologia, Darcy Ribeiro se destacou por enfatizar a contribuição cultural dos povos para a formação do Brasil, cujo resultado ele caracterizou como uma cultura antropofágica (certamente inspirado em Oswald de Andrade), em contraste com a “convicção íntima, secreta, da identidade” que caracteriza a experiência pessoal que cada um tem de sua cultura em particular. Outros grandes nomes desenvolveram trabalhos de vulto em termos de pesquisa de tradições e levantamento de materiais e fontes, como Luis da Câmara Cascudo e José Ramos Tinhorão, tornando-se referências indispensáveis no estudo das manifestações populares.&lt;br /&gt;Entretanto, de todo o trabalho que tem sido feito, por razões facilmente compreensíveis do ponto de vista político ou ideológico, pouca atenção é dada ao elemento português fora do espaço institucional da história Oficial, por uma necessidade premente de valorização do negro e do índio. Assim sendo, pouco sabemos decifrar dos elementos culturais ibéricos que também entraram no caldeirão cultural brasileiro. Por outro lado, até pouco tempo atrás a historiografia recém saída de um longo sono eurocêntrico, não se arriscava a entrar nos túneis mais longínquos do tempo, permitindo uma exploração de nossa ancestralidade em campos inexplorados, como o passado islâmico ou presença cigana na Península Ibérica.&lt;br /&gt;Ainda que a Península Ibérica tenha sido território árabe durante quase oito séculos antes da formação dos Estados português e espanhol, compartilhando do mesmo universo cultural do Magreb - isto é, todo o norte da África - é grande a lacuna acadêmica em nosso país (e no ocidente) em relação ao estudo desses aspectos, e mesmo da História da Ásia e da África. A forte necessidade de afirmação nacionalista e o incentivo de uma política cultural atrelada ao catolicismo europeu parecem ter mantido a ignorância ou o silêncio a respeito dos traços nitidamente árabes e ciganos na formação (e não só) cultural dos países ibéricos.  Por sorte, o debate em torno também do orientalismo, inaugurado por Edward Said, nos tem ajudado a resgatar a intrincada relação que, na realidade, é o que de fato se desenvolveu historicamente entre as culturas ditas orientais e ocidentais.&lt;br /&gt;No caso da formação do Brasil, é importante lembrar que, se as esferas de poder e as instituições coloniais brasileiras foram nitidamente controladas pelos interesses políticos de uma elite ibérica católica e comprometida com a expansão ideológico e mercantil européia, todos os degredados, comerciantes, aventureiros e trabalhadores que vieram povoar as terras d’além mar não descendiam da mesma estirpe dinástica. Eram, evidentemente, pessoas comuns e muito miscigenadas, sendo em boa parte judeus ou árabes (quero dizer, os que sobraram do extermínio durante a Reconquista) convertidos a cristão-novos, e muitos ciganos. De um modo geral, apesar de haver muita pesquisa nos autos da inquisição sobre a relação da Igreja com os cristão-novos, a maior parte dela trata exclusivamente da perseguição aos judeus. O conhecimento sobre a presença árabe na Península Ibérica, mesmo pós-expulsão moura, é nebuloso: a historiadora Isabel Braga conseguiu encontrar alguma documentação sobre os mouriscos, descendentes da população muçulmana que outrora povoaram as terras de Portugal: entradas e saídas e alguns processos inquisitoriais que apontam um ou outro julgamento envolvendo práticas muçulmanas e outras transgressões religiosas, que foram estudados pela autora. No entanto, embora seja de uma evidência escandalosa a contribuição do elemento árabe, seja via mouriscos ou mozárabes (cristianizados ou cristão de origem), e do norte-africano, para a cultura portuguesa, a sua representação na história está “diluída e silenciada nos múltiplos níveis de apreensão e representação do passado” como indicou outro historiador, Mário Maestri.  Os mozárabes, diluídos na nova sociedade cristã e nela assimilados, não podem ser distinguidos pela documentação que se refere à vida cotidiana, nem sabemos qual a porcentagem dessa população árabe permaneceu entre os ibéricos.&lt;br /&gt;Quanto aos ciganos, por outro lado, sabemos através de pesquisadores como Ian Hankook e John Geipel, de sua presença comprovada na região ibérica desde o século XV, quando já eram fortemente perseguidos e rechaçados. Muita confusão existe a respeito da origem dos ciganos, e muitas controvérsias entre os estudos e as referências tradicionais. De fato, como disse o nosso falecido Zurka Sbano, “De onde viemos, não sabemos”. Os ciganos que constituíram o clã ibérico que é hoje denominado como calom ou caló, se formou, conforme indicam esses e outros pesquisadores, pela chegada de dois grupos migratórios distintos: um vindo da Europa, onde transitavam com supostas cartas de nobreza do Egito, e outro da Grécia (também confundida com o Egito nas tradições orais ciganas, por sua antiga denominação de “pequeno Egito”). Geipel afirma também que a esse grupo se juntaram alguns muçulmanos ou mouriscos, igualmente perseguidos.&lt;br /&gt;Enquanto por volta de 1496 os árabes e judeus são expulsos não importa para onde, os ciganos, na esteira da perseguição católica, entre idas e vindas, são definitivamente “convidados a se retirar” da metrópole para as colônias em 1735. Assim, não podemos precisar quantos, mas sim que eram muitos os cristão-novos e ciganos que vieram para cá e, principalmente, que a sua contribuição cultural foi decisiva. Ainda hoje é muito expressiva a presença de ciganos no país: contabiliza-se em 600 mil, considerando somente aqueles que vivem de modo tradicional - isto é, em acampamentos - e estima-se que cheguem a ser 800 mil considerando os aculturados e miscigenados de 2ª. a 3ª. geração; em comparação numérica, é uma das maiores populações ciganas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O cigano como elemento transmissor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mapear a presença dos elementos coreográficos, dramáticos e musicais de origem oriental parece um verdadeiro trabalho de Hércules, o que explica porque tem sido feito só de pouco a pouco, de forma muito pontual pelos pesquisadores. De fato, este mapeamento não é fácil, uma vez que praticamente todos somos descendentes prováveis dos primeiros ciganos emigrados, e trata-se de um enorme desafio para a questão da identidade cultural brasileira. Primeiro porque ainda é recente e nova a luta pelos direitos civis e pelo reconhecimento e respeito às diferenças culturais dos ciganos no Brasil, luta que tem sido encabeçada por organizações do Paraná, Paraíba e Bahia. Segundo, pela dificuldade mesma em estabelecer parâmetros científicos e, ao mesmo tempo, compartilhados ou aceitos pelos grupos tradicionais, para uma definição cultural da identidade cigana.&lt;br /&gt;Há uma diversidade de grupos no Brasil – de um lado, os Calom, cuja origem de chegada remonta ao período colonial. Por outro, a presença de ciganos Rom, e alguns Sinti, que chegaram a partir de meados do século XIX. Esses grupos apresentam características muito heterogêneas e as vezes até contraditórias entre si, relativas aos costumes e mesmo à língua. Embora o romani seja tido como a língua universal dos ciganos, há variações de dialetos específicos, conforme a origem dos grupos: Turquia, Armênia, Rússia, Romênia, Hungria, Espanha, Sérvia, França e Alemanha são os principais países de origem, e os subgrupos em mais evidência nos estudos do país são os kalderash, machuaia, horahane, sinti e caló – divisão que indica ou a origem ou a atividade profissional predominante. As principais atividades profissionais dos ciganos, ao longo da história, foram: a produção de utensílios em metais, artesanatos, comércio de antiguidades, comércio de especiarias, indústria química, dança, música, circo e leitura da sorte. Com o avanço do modo de produção capitalista, a prática de muitas dessas atividades e do nomadismo declinou consideravelmente, atingindo as bases da sua estrutura social e de suas tradições.&lt;br /&gt;Como já indicam estudos sobre o flamenco, a influência árabe e judaica sobreviveu especialmente na cultura cigana do grupo calom ou caló, o grupo mais antigo e coeso cá nas terras d’além mar, e que, por seu modo de vida até hoje preserva tradições antiquíssimas. Assim, o sentido da identidade, a preservação dos clãs e a presença de ciganos em certas atividades – sobretudo as artes, a leitura da sorte, e o comércio - me fizeram pensá-los, não como os produtores, mas sim como os principais transmissores da cultura oriental em solo brasileiro. É possível considerar ainda, que a cultura cigana não só transportou consigo, por assim dizer, todas as referências da tradição oriental ibérica pré-Reconquista, mas tornou-se uma das culturas originárias do Brasil, independente do elemento ibérico.&lt;br /&gt;Sobre esta influência cultural, o ciganólogo Ático Vilas-Boas da Mota disse que:&lt;br /&gt;“A presença dos ciganos no folclore brasileiro ainda não foi totalmente dimensionada nem estudada de maneira sistemática, isto é, o que dela se sabe só nos chega de maneira esparsa ou fragmentária, valendo ressaltar que tal não significa inexpressividade. [...] Acredito, no entanto, que a influência cigana em nosso folclore, é muito maior do que à primeira vista se poderia imaginar.”&lt;br /&gt;O próprio mapeamento e aprofundamento nos estudos das tradições brasileiras é algo recente, que se intensificou da década de 1930 para cá. Mesmo assim, o caráter das pesquisas vai mais no sentido da documentação e levantamento sistemático das tradições, do que do aprofundamento teórico ou histórico. Assim:&lt;br /&gt;“À exceção de Pereira (1996), observa-se pouco avanço, no entanto, nos estudos de caráter histórico (sobre as origens e o processo de formação do baile), havendo maior desenvolvimento, em contrapartida, de pesquisa e registros em campo, tanto em termos de recolha de dados atualizados, como de produção de registros audiovisuais” (MUSEU DO FANDANGO)&lt;br /&gt;Muitos pesquisadores dessa área, muitas vezes titubeiam quanto à origem árabe ou ibérica do fandango e a origem africana ou ibérica da catira. Essa dúvida, no entanto, me parece proceder antes do desconhecimento histórico ou do eurocentrismo na história, que faltou com a instrumentalização adequada que permitisse a esses pesquisadores enxergar o processo histórico da península ibérica antes do século XV. Assim, seria possível verificar que a cultura norte-africana, por exemplo, se amalgamou com a ibérica sob a dominação islâmica e a sua arabização. Em face das influências árabe e cigana, creio fazer mais sentido a afirmação de que tais tradições:&lt;br /&gt;“No Brasil, teve suas origens e influências ibéricas miscigenadas com outras matrizes culturais, assumindo regionalmente, com o mesmo nome de fandango, aspectos e características completamente diferentes. Como resume Câmara Cascudo, o termo fandango designa, em terras brasileiras, o auto marítimo do ciclo natalino, encontrado em alguns estados nordestinos, e o baile sulista, encontrado no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. No interior de São Paulo, na região de Sorocaba, há também uma variante de dança sapateada, herdada dos tropeiros, assemelhada à catira ou cateretê.” (MUSEU DO FANDANGO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A influência musical – um parênteses importante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, sabemos que tanto do ponto de vista musical como coreológico (não dos passos em si, mas da natureza e estruturas das danças), as cultura cigana, árabe e judaica se interconectaram em infinitos momentos históricos e tem alguns fundamentos comuns. Mas a influência árabe é mais nitidamente detectada nos estudos musicais do que coreográficos, provavelmente pelo fato de que a dança, ao contrário da música, depende da sobrevivência de um núcleo de pessoas que passem a tradição de geração em geração; nesse caso, a comunidade de origem árabe provavelmente esteve em maior desvantagem política, devido às perseguições religiosas.&lt;br /&gt;Os estudos específicos de música árabe identificaram no baião e no samba uma raiz rítmica árabe, que chegou até nós via cultura andaluza. A música do Al-Andaluz, como de todo o Magreb, seguia os padrões musicais orientais:&lt;br /&gt;“ The spanish connection played another role by extending muslim influence to the new world starting with Latin America. The migration of the moriscos to Latin America transported their andalusian knowledge and arts, including music, to that continent. Integrating with local traditions and rhythms, Zeryab’s music and melodies gave rise to a number of distinguished latin American musical styles and dance rhythms such as the Jarabe of Mexico, la Cuenca and la Tonada of Chile, El-Gato, El-Escondido, El-Pericon, La Milonga  and la Chacarera which spread to Argentina and Uruguay, la Samba y la Baião in Brazil, la Guajira and la Danzón of Cuba. Many of these musical styles had a flamenco origin which is renowned ofr it’s Arabic connection." (HABAH SAOUD)&lt;br /&gt;Veja que o autor acima percebe conexões diretas e nítidas entre os ritmos orientais e latinos, cuja referência central é a tradição andaluza, trazida pelos cristãos novos e ciganos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Observando as tradições brasileiras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A catira e fandango estão nitidamente associados a uma origem andaluza, por utilizarem o sapateado, instrumentos, adereços e figurinos aparentados diretamente com as tradições cigana e árabe. O fandango da região de Iguape utiliza diversos elementos que marcam a influência andaluza. A rabeca e o adufe (pandeiro, do  árabe “duff”) são instrumentos de origem árabe e as castanholas, o sapateado improvisado e as danças em par ou solo, retiveram os traços ciganos.&lt;br /&gt;O fandango é praticado em quase toda a região litorânea do Brasil, enquanto a Catira - ou Cateretê - é mais conhecido e praticado no interior do Brasil, especialmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e, também, em menor escala, no Nordeste. Ambos, embora sendo comuns em todo o Brasil, são bastante típicos da região Sudeste e Sul. Do fandango sulista podemos destacar o anú, a chula e a tirana do lenço, danças de par e/ou de sapateado, representando ora desafio e ora cortejo, em profunda semelhança com as danças ciganas calom. Essas danças também  são aparentadas com as danças da região mais ao Sul do continente, como o gato, o pericón, a chacarera e a zamba argentina.&lt;br /&gt;A catira, por sua vez, costuma ser dançada em grupo, e caracteriza-se pelo desenvolvimento de um sapateado (escova) que completa o rasqueado da viola. Originalmente dançada somente por homens, tem também uma modalidade improvisada e, por vezes, utiliza-se um lenço que vai sendo agitado por um dos bailarinos. Muito semelhante aos desafios de sapateado entre ciganos, executado ao som do violino ou da guitarra. Lembro-me de ter lido algo que associava a chula (um estilo de catira do Sul) ao dabke, dança tradicional árabe que significa literalmente “bater os pés”; poderia fazer sentido pensar assim, pelo fato de poder ser executada em coro; mas não é uma dança de roda de contato (mãos dadas) e existe nela um jogo com o bastão e deslocamentos espaciais bem distintos do dabke tradicional. De qualquer forma, essa reflexão me fez pensar na presença dos ciganos do clã horarané – de origem árabe ou turca – na região do Paraná, onde a catira é muito praticada.&lt;br /&gt;Mencionei com especial ênfase a catira e o fandango, por serem tradições que remetem aos tempos coloniais, de forma que sua raiz ibérica está bem próxima da cultura andaluza propriamente dita.&lt;br /&gt;No Norte, o lundu, por exemplo, que é uma dança de par da região do Pará e do Maranhão - cuja movimentação pélvica dos bailarinos escandalizaria qualquer cigano tradicional! - utilizam-se vultuosas saias rodadas no mesmo padrão de movimentos ciganos e é quase impossível não relacionar isto à massiva imigração cigana calom para a região Norte em fins do XVIII.&lt;br /&gt;Na umbanda brasileira, estão vivamente presentes as figuras dos ciganos ao lado das demais personagens (caboclos, marujos, etc), mostrando a sua importância dentro do culto aos antepassados. Roubados de sua voz na história oficial do país, necessitam destes ritos transicionais (segundo conceito de Winnicott), através de cerimônias religiosas com danças  de incorporação, para restituírem-se de seu valor e de seu espaço na memória coletiva para legitimar culturalmente a perpetuação das suas tradições. A umbanda não incorporou a figura dos árabes, mas o carnaval sim, com a imagem recorrente das odaliscas modernas de estilo cabaré, cujos traços aparecem reconfigurados nos trajes das passistas, por exemplo – mas trata-se a meu ver, de um fenômeno mais recente e alegórico.&lt;br /&gt;O samba, cujo elemento coreográfico central é a umbigada - a aproximação pelo ventre, entre duas pessoas, conforme foi retratada por Debret - tem uma simbologia propriamente africana; a influência cigana parece ter-se dado por via da introdução do violão de sete cordas, e a influência rítmica árabe é incontestável; mas na dança não há por uma ou outra via uma influencia, embora a ênfase no movimento dos quadris e o diálogo com a percussão pudessem aproximar o samba brasileiro da dança do ventre, a simbologia central de seus elementos coreográficos é muito diversa.&lt;br /&gt;No Nordeste, há uma tradição muito curiosa e incrivelmente conectada com as tradições orientais: é o boi-de-tingá, em que diversas figuras mascaradas ou com os rostos pintados de branco, utilizando roupas largas e claras, e chapéus cônicos, giram em torno do próprio eixo e no sentido anti-horário da roda... Parece uma clara alusão aos sufis (místicos muçulmanos). Como noutras tradições, especialmente autos marítimos, ecoa aqui a busca espiritual que se camufla na sensibilidade de outrora, da época das grandes navegações, quando ainda vigorava a busca pelo desconhecido misterioso e a idéia de que “só era confiável o saber da experiência feita” e, daí, experimentarem no próprio corpo, de forma simbólica, a fusão entre a dança arquetípica circular e a rotação dos astros.&lt;br /&gt;As cirandas de roda, que poderiam ser aparentadas tanto com o dabke quanto com as danças circulares judaicas, mantêm a força do círculo, da comunhão coletiva, da batida de pés ou do passo em uníssono no ritmo, este também circular. Parece haver ainda, mas nunca encontrei material a respeito, uma tradição pernambucana chamada “La Ursa”, de Recife, que dizem remontar às tradições ciganas dos domadores de ursos e seus encantamentos em praça pública desde a Idade Média - algo muito comum ainda hoje em países como a Turquia, por exemplo, como retrata Tony Gatlif no filme Latcho Drom.&lt;br /&gt;Estes são alguns exemplos. Poderíamos enumerar aqui incontáveis tradições, desfiar pacientemente os fios que atam as hipnotizantes rodas indígenas com seus complexos  padrões de passos coletivos, aos batuques poderosos dos senhores de ébano africanos, aos improvisos livres e crescentes de peregrinos ciganos, ao rodar de saias esvoaçantes, lenços  ou fitas e à entrega fecunda da alma rodopiante em êxtase pela música – coração da filosofia musical oriental. Não é um trabalho que se faça isoladamente, por isso, meus colegas de história e arte, convido-os para outros devaneios e insights, como os deste ensaio.&lt;span style="line-height: 115%;font-family:&amp;quot;;font-size:10pt;color:black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-2673648185090268732?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/2673648185090268732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=2673648185090268732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2673648185090268732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2673648185090268732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/05/o-brasil-andaluz-influencias-arabes-e_13.html' title='O Brasil Andaluz - influências árabes e ciganas'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-8765491419686780110</id><published>2010-05-13T06:22:00.000-07:00</published><updated>2010-07-14T06:24:10.820-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Um travesso djinn de idade milenar - impressões pessoais de um concerto de música e dança sufi</title><content type='html'>&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Leandra Yunis&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sentou-se e apoiou o &lt;em&gt;qanun&lt;/em&gt; sobre as pernas, assim,  despretensiosamente. Pousou de forma suave as mãos sobre o instrumento  que era, certamente, o seu grande parceiro de viagens, noites e  espetáculos, como o que acontecia agora. Os dedos passaram a percorrer  ligeiramente as cordas, mas todo o corpo participava do dedilhar,  iniciando uma música delicada, nascida desta espécie de dança contida,  sentada, direcionada. Hossam Shaker é um dos maiores, senão o maior, na  arte do &lt;em&gt;qanun&lt;/em&gt;. E o &lt;em&gt;qanun&lt;/em&gt; é o instrumento principal  numa orquestra oriental: é a lei, a harmonia, o maestro que dirige os  demais instrumentos. A peça de introdução foi algo atemporal, nos  transportando para um ambiente onde o inefável se faria sólido aos  poucos...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Takdum...taktakdum....respira-se com o coração da terra, respira-se  em Deus e fora dele, onde a unidade se espraia pela multiplicidade.  Respira-se como se pulsa, porque o tambor da vida assume então seu lugar  na criação e, através do &lt;em&gt;derbake&lt;/em&gt;, entra pontuando a  regularidade que estava oculta na irradiação primeira. Nas imediações da  cidade de Lúxor, a sua pele esticada evocou por muitas e muitas vezes,  desde tempos imemoriais, esse ritmo primordial, transformado em muitos  outros, refletindo diversificados ânimos e passos de homens e animais -  são sua respiração, seus batimentos, seus andamentos pelo mundo,  atravessando vales e desertos. O coração do espetáculo bateu, então, sob  o toque de Atef Metkal Kenawy, de origem “rom”, pertencente às castas  dos grandes músicos profissionais - &lt;em&gt;mataqil, balhawanat&lt;/em&gt;&lt;em&gt;, djamassi  &lt;/em&gt;-, que fundiram a riqueza percussiva do Egito às sutilezas da  musicalidade indiana. Esse mestre da percussão faz parte nada menos do  que de um dos mais autênticos conjuntos de tradições musicais do Egito:  Músicos do Nilo, reconhecidos mundialmente desde 1975 e imortalizados  pelas lentes de Tony Gatlif, em “Latcho Drom”.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Seu discípulo, sentado entre o &lt;em&gt;derbake&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;kawal&lt;/em&gt;a,  mediando estes dois elementos, terra e ar, executava com precisão o &lt;em&gt;daff&lt;/em&gt;,  dando textura à percussão. O pandeiro, nas mãos de Douglas Felis,  coloriu e tornou palpável como uma renda a tessitura rímico-melódica em  desenvolvimento. Esse músico é de origem latino-americana – Venezuela – e  percorre os caminhos da música oriental no Brasil há cerca de 10 anos,  ou mais, quando por aqui aportou. Graças a ele, tivemos a oportunidade  de apreciar os veneráveis artistas da Orquestra Folclórica de Abu Ghid –  na verdade mais numerosa do que a versão concisa, aqui presente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A &lt;em&gt;kawala &lt;/em&gt;é como o corpo, anima-se e vibra ao sopro daquele  que a toca. Essa flauta é essencial na ritualística sufi e Refat Farhat  elevou-nos, através do profundo lamentar de seu nobre instrumento, aos  recantos inebriantes da sua via. Apesar de ser sopro, descia-me feito  lava incandescente, purificando-me dos ouvidos até a planta dos pés...  varreria-me por dentro, levando-me para o escuro, onde não ouso entrar  sozinha?  Ou era apenas um sopro suave, ao qual tudo que é poluído  dentro de mim resistia e tornava-se áspero? Neste momento fechei os  olhos, pois era chamada a afinar-me em alma. Reviver tal experiência  ainda faz-me dissolver um pouco, por dentro. Esse tímido e estudioso  músico – como o descreveu o anfitrião do grupo – é um daqueles  verdadeiros mestres, guardiões da tradição em sua arte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sufi – vem de pureza ou lã? Que importa! Trata-se de uma única ideia –  dispo-me do mundo para atingir o que é essencial, mas antes vesti-me  dele para senti-lo intensamente. Não desprezo meu corpo na busca do Bem  Amado, pois eu O encontro através da vivência absoluta de meus cinco  sentidos, amplificados pela sinestesia estimulante do giro – beijo Sua  face ao arder em Seu movimento. O Ser que em seu movimento a tudo move e  transforma, mas cujo centro imóvel não pode ser por nada movido ou  modificado. É a dança de Shiva Nataraj, a &lt;em&gt;kaliben &lt;/em&gt;dos  rajastanes, a espiral dos persas, o samá dos místicos muçulmanos e dos  místicos não-muçulmanos, que seguem a via do coração. Vejo girando  também, com o bailarino, todas as nuances do seu coração – ofende-se com  o Criador, sofre com o peso de suas escolhas, muda de direção,  perde-se, encontra-se, retorna e foge, suplica ou agradece por dádivas,  sofre por amor, separa-se, une-se, separa-se novamente. Extasia-se  através da beleza e da transitoriedade. Vejo-o peregrinar e peregrinar,  em seu giro sem fim, por tempos e lugares diversos: Índia, Turquia,  Egito, Síria, Argélia, Tunísia... Moçambique acho que não, Bagdá sim,  Andaluzia talvez, e tantos outros ambientes que nunca vi e então pude  apenas vislumbrar, sem saber quais são, onde ou quando existiram. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois; depois do giro impressionante com as quatro panderetas;  depois das saias coloridas em padrões geométricos, lembrando a ordem  harmônica da cosmologia islâmica; depois de mais música, uma &lt;em&gt;muwashaha  &lt;/em&gt;antiqüíssima e outras peças tradicionais; na verdade não me lembro  se depois mesmo, ou antes, ou entre uma coisa e outra, também os  bastões foram apresentados e pareciam deslizar por detrás dos braços,  pela nuca, de uma mão a outra, cruzando-se e girando-se, em movimentos  leves e vigorosos: era uma luta, era uma dança...era um&lt;em&gt; saaidi &lt;/em&gt;com  ares marciais de um Oriente ainda mais distante, não sei... E depois de  tudo, então, até mesmo a&lt;em&gt; raqs sharqi &lt;/em&gt;teve lugar ao final –  representada com humor. Sabe, há tanto conhecimento na dança desse  rapaz, que me pareceu se tratar mais de um travesso &lt;em&gt;djinn&lt;/em&gt; de  idade milenar, do que de um jovem dançarino e músico; diga-se de  passagem, de extraordinário talento e carisma, que é Mohamed El Sayed.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A ORQUESTRA FOLCLÓRICA DE ABU GHID foi considerada importante  patrimônio cultural pela UNESCO. O espetáculo e o workshop de dança (com  música ao vivo), realizados entre os dias 21 e 24 de abril, foram  organizados pelo Centro de Estudos Universais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="font-style: italic; color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Publicado 29/04/2010 - &lt;a href="http://icarabe.provisorio.ws/"&gt;ICArabe&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Links de interesse: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.ceuaum.org.br%c2%a0%c2%a0/" title="http://www.ceuaum.org.br  "&gt;http://www.ceuaum.org.br  &lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(204, 204, 204); text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.mohamedelsayed.com/" title="http://www.mohamedelsayed.com/"&gt;http://www.mohamedelsayed.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.mohamedelsayed.com/" title="http://www.mohamedelsayed.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-8765491419686780110?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/8765491419686780110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=8765491419686780110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8765491419686780110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8765491419686780110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/05/um-travesso-djinn-de-idade-milenar.html' title='Um travesso djinn de idade milenar - impressões pessoais de um concerto de música e dança sufi'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-7173279402131139217</id><published>2010-05-12T08:27:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T09:05:16.264-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Se Quiserem que Eu Tenha um Misticismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204); font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Se quiserem que eu tenha um misticismo, está bem, tenho-o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204); font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sou místico, mas só com o corpo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204); font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A minha alma é simples e não pensa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: left; color: rgb(255, 255, 204); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O meu misticismo é não querer saber.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;É viver e não pensar nisso.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: left; color: rgb(255, 255, 204); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não sei o que é a Natureza: canto-a.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Vivo no cimo dum outeiro&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Numa casa caiada e sozinha,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;E essa é a minha definição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: left; color: rgb(255, 255, 204); font-weight: bold;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;F. Pessoa -  Alberto Caeiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-7173279402131139217?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/7173279402131139217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=7173279402131139217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/7173279402131139217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/7173279402131139217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/05/se-quiserem-que-eu-tenha-um-misticismo.html' title='Se Quiserem que Eu Tenha um Misticismo'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-8094582575397306929</id><published>2010-03-29T17:17:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T09:05:36.491-07:00</updated><title type='text'>Uma cura pela Dança</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Estava triste. Sentia aquela dor no peito, sabe, aquela dor, que todo mundo sente, ninguém foge dessa coisa. O professor André Nessi explicava um pouco sobre o efeito no cérebro de determinadas substâncias utilizadas para ampliar a consciência. Certamente eu estava muito atenta, mas também sensível. E como o trabalho de massoterapia trabalha com energias muito sutis e a dança também - a Dança, com D maiúsculo, não a encenação, meus colegas sabem do que digo - ao longo da prática todas as portas foram se abrindo. Fizemos todo o trabalho que tinhamos, mas nada estancava minhas lágrimas. No final da aula, não sei se guiado por inspiração divina ou pela experiência da sensibilidade profunda, o professor dirigiu um trabalho de cura. Todas as mãos estavam sobre mim, depois eu balançava no ar, carregada pelo que mais pareciam ondas do que braços, eu flutuava ao som da música celta, eu senti todos os miasmas se despegarem e desvanecerem para o céu, senti a onda circular da sinergia do grupo. Eu era o centro. Um centro lunar e não solar, pois naquele momento não expandia. Mas refletia. Eu me esqueci e então, solta, liberei as amarras, me abandonei confiante nos braços de todos, dissolvendo-me no ritmo. Então não havia mais centro, nem eu, nem  nada que não fosse o movimento. Foi a coisa mais mágica que me ocorreu. Consciência não tem nada a ver com amor, eu ouvira, e agora sentia a verdade disso. Aquela dança ritual era um ritual de amor e libertação. Todo o grupo em favor de uma cura. A minha. Me senti privilegiada e purificada. Não precisamos de nenhum tipo de substância induzida, nenhuma consagração específica além do puro amor. Apenas estavamos mergulhados no tempo presente, na vida presente. Conduzidos, é certo, por uma sensibilidade de mestre, simplesmente liberamos o fluxo da vida, através de uma simbolização bela e adequada para o momento, para o que se fazia necessário. Nunca havia experienciado algo de tamanha força alquimica. Agradeço do fundo da minha alma a todos vocês e a cada dia tenho mais certeza da força libertadora e transformadora da Dança e do trabalho corporal. Obrigada.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-8094582575397306929?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/8094582575397306929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=8094582575397306929&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8094582575397306929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8094582575397306929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/03/uma-cura-pela-danca.html' title='Uma cura pela Dança'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-811840443415689688</id><published>2010-02-24T06:47:00.000-08:00</published><updated>2011-02-09T04:50:07.407-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><title type='text'>ouvindo a música...</title><content type='html'>... Os antigos orientais aprenderam a música através do murmúrio das águas, do canto das aves e do andar saculejante e solitário dos camelos... os ciganos seguem o rumor dos ventos e o crepitar do fogo. Meu coração segue a estrela, vibra sob o movimento da corda desconhecida que toca além da fronteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-811840443415689688?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/811840443415689688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=811840443415689688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/811840443415689688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/811840443415689688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/02/ouvindo-musica.html' title='ouvindo a música...'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-8340750157154818854</id><published>2010-02-18T04:50:00.000-08:00</published><updated>2011-02-09T04:03:41.985-08:00</updated><title type='text'>aiaros - corpo e alma</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu e Soraia Brandala montamos a toque de caixa esse dueto! até que não está mal, mas tanto gitanear e girar, pues acabamos com o sotaque calom daqui mesmo, eu acho ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="310" height="285" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-d2b881480fafc269" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v7.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd2b881480fafc269%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7AE42CFDA02A514DF740F0F4EE1EDA544B184A56.5D56150B9FEBB7E5848F2216E094705BC6751926%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd2b881480fafc269%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DUWPaxo6JaH_M05RZ-0sdI3oqGbw&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="310" height="285" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v7.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd2b881480fafc269%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7AE42CFDA02A514DF740F0F4EE1EDA544B184A56.5D56150B9FEBB7E5848F2216E094705BC6751926%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd2b881480fafc269%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DUWPaxo6JaH_M05RZ-0sdI3oqGbw&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-8340750157154818854?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=d2b881480fafc269&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/8340750157154818854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=8340750157154818854&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8340750157154818854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8340750157154818854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/02/aiaros-corpo-e-alma.html' title='aiaros - corpo e alma'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-5059164647041279896</id><published>2010-02-11T04:06:00.000-08:00</published><updated>2010-02-18T06:58:40.918-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>for haale - baaz havaye vatanam</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="316" height="282" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-27208d424cd63d6f" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D27208d424cd63d6f%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D705114C7DF75BACF0122E8A41147F65E2079E975.69C02FA5D92FBB5B91C405521984A4D5B94FBE0A%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D27208d424cd63d6f%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DdVY0fOcies9Rceyc9UepjRmmBAA&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="316" height="282" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D27208d424cd63d6f%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D705114C7DF75BACF0122E8A41147F65E2079E975.69C02FA5D92FBB5B91C405521984A4D5B94FBE0A%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D27208d424cd63d6f%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DdVY0fOcies9Rceyc9UepjRmmBAA&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-5059164647041279896?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=27208d424cd63d6f&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=7b20afe43be2aca9&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/5059164647041279896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=5059164647041279896&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5059164647041279896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/5059164647041279896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/02/for-haale-baaz-havaye-vatanam.html' title='for haale - baaz havaye vatanam'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-4567472585964338900</id><published>2010-02-04T09:55:00.000-08:00</published><updated>2011-02-09T04:49:42.646-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='texto'/><title type='text'>com "bode" da dança de salão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:trebuchet ms;" &gt;Outro dia resolvi sair para dançar. Fui ver como era o zouk : dança de par, oriunda da América Central e um pouco parecida com a lambada. Fiz com curiosidade a aula que precedia a abertura do salão, na expectativa de dançar a noite toda, livre de preceitos que me prendem às danças que estudo. No entanto, quando o "baile" (a balada) começou, senti uma enorme frustração. Pensei, primeiro, que essa sensação era por causa da minha absoluta falta de hábito em frequentar tais lugares e certo desprezo pela noite e suas levianas situações. Mas percebi logo que, na verdade, não se tratava bem disto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:trebuchet ms;" &gt;Fiquei profundamente incomodada com o fato de que lá todos dançavam como profissionais, realizando inúmeros passos complexos e desconhecidos para mim. Isto, é claro, causa certo constrangimento. Sentir-se um peixe fora d'água sempre é desconfortável, mas isso não era o pior naquele momento. Me arrisquei, e logo percebi que não conseguiria, pois mal começava a sentir o ritmo da música, logo o parceiro vinha com um passo novo, então outro, um giro e um não sei lá mais o quê (apesar de eu ter-lhe dito que não sabia dançar, que nunca havia dançado aquela dança).  Me afastei então da pista para observar os casais, afinal devia ser uma limitação minha. Mas, com surpresa, fui notando um semiprofissionalismo generalizado, que se tornava opressivo à medida em que todos, sem exceção, estavam continuamente focados em ostentar sua técnicas, em exibir o domínio que tinham sobre sua dança. Niguém relaxava, e não parecia que fosse posível simplesmente curtir o som ou dançar com naturalidade. Me senti sufocada e aborrecida. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:trebuchet ms;" &gt;O mesmo me aconteceu quando voltei a um bar que havia frequentado há muitos anos atrás, o Conexión Caribe. O bar ficava num pequeno sobrado perdido nas imediações da Vila Madalena, ainda longe da badalação que se expandiu por todo o bairro nos últimos anos. Era um reduto de "cucarachos"  - como eu dizia - isto é, latinoamericanos que, como eu, vieram de países vizinhos. Era bom estar entre peruanos, bolivianos, chilenos, paraguaios, uruguaios, cubanos, etc,  falar minha língua materna, dançar e cantar hits pop ou mais tradicionais, conhecidos por toda a comunidade. Em todas as ocasiões as pessoas se conheciam e faziam amizade, e tenho na memória momentos muito festivos, leves e energizantes. Tais momentos vibravam em mim e faziam-me celebrar internamente com muita força essa identidade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 102, 102);font-family:trebuchet ms;" &gt;lejana, que llevo adentro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:trebuchet ms;" &gt;Anos depois lá estava eu de novo, acompanhada de alguns amigos também hispanoamericanos. Mas tudo estava mudado, o espaço havia sido ampliado, as músicas eram mais modernas e o público já não era majoritariamente de imigrantes, como nos velhos tempos - o que não era um mal em si. Mas estranhei que todos os casais dançando apresentavam vícios derivados, obviamente, da dança de salão. Todos faziam mil rodopios, paradas estratégicas e passos  complexos, com expressões faciais sagazes e forçadamente alegres. Era muito chato e pedante, para dizer a verdade, não me dava a menor vontade de participar. Por sorte uns peruanos baixinhos no canto do outro lado do salão dançavam normalmente, como se dança em qualquer festa e/ ou quando se está bêbado: ou seja, espontaneamente e sem frescuras.  E para lá fui eu.  Pude me divertir um pouco, mas o clima havia definitivamente mudado. Quem pegou a época da forró pé de serra, vai entender o que quero dizer: me senti como se estivesse no meio do forró universitário, com saudades de  Luiz Gonzaga e de um bom baião de raíz... enfim, de dançar pelo simples prazer de dançar (e não de se exibir). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);font-family:trebuchet ms;" &gt;Não tenho nada contra as inovações técnicas e artísticas da Dança de Salão, mas essa febre dos últimos tempos me causa arrepios, e me faz lembrar o pedantismo dos acadêmicos. Será que é possivel encontrar um lugar onde se pode simplesmente DANÇAR, como fazemos de olhos fechados, num canto da casa, quando ninguém está vendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-4567472585964338900?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/4567472585964338900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=4567472585964338900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/4567472585964338900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/4567472585964338900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2010/02/com-bode-da-danca-de-salao.html' title='com &quot;bode&quot; da dança de salão'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-8554535298452238260</id><published>2009-12-27T08:46:00.001-08:00</published><updated>2010-01-04T05:02:42.540-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Menina</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);font-family:trebuchet ms;" &gt;Desde quando os ramos floridos podem bailar, soltos ao vento, sobre os jardins?&lt;br /&gt;Desde quando fogem do mar as ondas esquivas, para bordarem com a sua canção cada lugar silencioso?&lt;br /&gt;Por que tu és isso, menina.&lt;br /&gt;Tu és um ramo florido.&lt;br /&gt;Tu é uma onda transviada.&lt;br /&gt;É ainda mais: coisas mais leves e mais sutis, que ninguém sabe dizer.&lt;br /&gt;O mudo tempo assiste à passagem da tua alegria. Mas fica em torno tristeza e enternecimento: porque tudo conhece como és efêmera. Menos tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in &lt;em&gt;Episódio Humano&lt;/em&gt; - Cecília Meireles&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-8554535298452238260?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/8554535298452238260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=8554535298452238260&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8554535298452238260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8554535298452238260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/12/menina.html' title='Menina'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-459456614779279923</id><published>2009-12-14T08:39:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T08:46:53.732-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotos'/><title type='text'>cigandanças</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/SyZqqqJ0beI/AAAAAAAABm4/qsEHSmvtwTk/s1600-h/chris+e+eu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 292px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/SyZqqqJ0beI/AAAAAAAABm4/qsEHSmvtwTk/s320/chris+e+eu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415132883062124002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Festa da Christina Schaffer, último dia 29/11.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;&lt;br /&gt;Antes de vestir a cigana que aparece aí na foto, ela fez uma dança chinesa com leques de cujas extremidades saiam véus de seda... incrível!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-459456614779279923?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/459456614779279923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=459456614779279923&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/459456614779279923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/459456614779279923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/12/cigandancas.html' title='cigandanças'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/SyZqqqJ0beI/AAAAAAAABm4/qsEHSmvtwTk/s72-c/chris+e+eu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-6597811058567332022</id><published>2009-12-11T11:19:00.000-08:00</published><updated>2010-05-12T08:33:45.078-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>ode 114</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;O magnanime, brise notre luth:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Il existe ici des milliers d'autres luths.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Nous sommes devenus captifs dans les griffes de l'amour,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Les luths et les hautbois ne manquent pas pour plaintes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Si on brûle le rebec et le luth de ce monde,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Il existe bien des luths secrets, ô mon ami, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Les achôs de leurs gammes montent jusqu'au ciel,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Bien que le son n'en parvienne pas à l'oreille dure.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Que s'éteignent la lampe et la bougie du monde, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Qu'importe! Il existe des silex et du fer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Les chants sont pareils aux brindilles sur la mer:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;La perle ne vient pas à la surface des flots,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Mais sache que de la perle provient la grâce des brindilles,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;C'est le reflet du reflet de son éclat qui s'irise sur nous.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Les mélodies sont toutes l'echo de la nostalgie pour l'union;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;L'origine et l'echo n'ont rien de semblable.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;Ferme tes lèvres, et ouvre ton coeur:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;C'est de cette façon que tu pourras parler aux âmes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 255, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;(Rûmî - trad. Eva de Vitray Meyerovich e Mohammad Mokri)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; color: rgb(255, 204, 153);font-size:85%;" &gt;Ó magnânimo, quebre nosso alaúde:&lt;br /&gt;Existem milhares de outros alaúdes.&lt;br /&gt;Nos tornamos cativos nas garras do amor,&lt;br /&gt;Alaúdes e oboés não faltam para queixas.&lt;br /&gt;Se pusermos fogo à rabeca e ao alaúde deste mundo,&lt;br /&gt;Ainda existem os alaúdes secretos, meu amigo,&lt;br /&gt;Os acordes de suas escalas elevam-se até o céu,&lt;br /&gt;Ainda que o som não chegue ao ouvido rude.&lt;br /&gt;Que se apaguem a lâmpada e a vela do mundo,&lt;br /&gt;Que importa! Existe o sílex e o ferro.&lt;br /&gt;Os cantos se parecem às rebentações no mar:&lt;br /&gt;A pérola não vem à superfície das ondas,&lt;br /&gt;Mas saiba que da pérola provêm a graça das rebentações,&lt;br /&gt;É o reflexo do reflexo que se irradia sobre nós.&lt;br /&gt;As melodias são todas o eco da nostalgia pela união;&lt;br /&gt;A origem e o eco em nada se assemelham.&lt;br /&gt;Feche teus lábios e abra teu coração:&lt;br /&gt;É desta forma que poderás falar às almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;tradução livre, feita por mim &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-6597811058567332022?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/6597811058567332022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=6597811058567332022&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/6597811058567332022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/6597811058567332022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/12/ode-114.html' title='ode 114'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-2229524457201102639</id><published>2009-10-30T11:25:00.000-07:00</published><updated>2011-02-09T04:47:45.677-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lei'/><title type='text'>DIVERSIDADE CULTURAL EM FOCO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Acaba de sair a edição especial sobre a Diversidade Cultural da Revista do Observatório Itau Cultural.&lt;br /&gt;Márcio Barros&lt;br /&gt;Editor&lt;br /&gt;A importância e a atualidade do debate sobre a diversidade cultural são mundialmente reconhecidas e gravitam entre polos distintos. De um lado, uma visão crítica e pessimista, fruto da preocupação com a significativa incidência em inúmeros países de guerras e outras formas de&lt;br /&gt;violência, decorrentes de diferenças étnicas, religiosas, de gênero e raciais. Em pleno século XXI,&lt;br /&gt;vive-se o paradoxo de um mundo que produz intensamente diferenças, mas que, na mesma intensidade, mantém viva a intolerância com as mesmas. Não são poucas, e marcadamente sutis,&lt;br /&gt;as práticas de exclusão e violência inter e intrassociedades a partir da intolerância decorrente da relação entre as diferenças culturais e o poder.&lt;br /&gt;Em outro polo reflexivo, aponta-se para o fato de a cultura estar, gradativamente, sendo alçada ao centro dos debates sobre a construção de modelos alternativos para o desenvolvimento humano. Aqui, as diferenças culturais são tomadas como pré-requisito para regimes de paz social, de garantia da cidadania, de desenvolvimento econômico e de novos modelos de produção, comunicação e compartilhamento das artes e do conhecimento.&lt;br /&gt;Estamos diante de um complexo processo. As diferenças culturais tanto inauguram possibilidades de uma nova ordem social quanto nos remetem aos desumanos processos de exclusão. Quando não acompanhadas do valor da igualdade, as diferenças ameaçam a diversidade e impedem a construção do pluralismo e da interculturalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reconhecida importância da cultura para a consolidação de uma economia baseada no saber e na criatividade também consolida a expectativa de que a diversidade cultural, entendida como construção, possa assumir o papel de fonte de dinamismo social e econômico, capaz de enriquecer a condição humana no século XXI e suscitar novas relações entre a memória, a criatividade e a inovação.&lt;br /&gt;O enfrentamento crítico da questão sugere que se vá além da postura que confina a diversidade cultural ao passado, às tradições ou às culturas populares. Demanda também a superação de uma curiosa prática, na qual, em nome de sua proteção, se vê reforçada a preservação de fundamentalismos de matizes as mais distintas. Conjugar a cultura com o direito, a igualdade com a diversidade pode apontar para possibilidades de reflexões e práticas transversais e abertas, que assegurem as identidades referenciais, mas que garantam as possibilidades de trocas e o reconhecimento das formas híbridas.&lt;br /&gt;Por esses e tantos outros motivos, a diversidade cultural constitui, cada vez mais, um tema atual e complexo, a ser abordado nos campos da política, da comunicação, da educação formal e informal, dos projetos culturais e das formas associativas e de sociabilidade por meio da arte e da cultura.&lt;br /&gt;As ideias e as atitudes em torno da diversidade cultural, o reconhecimento da importância de sua preservação e de sua promoção, como afirmada pela convenção da Unesco de 2005, as políticas e as práticas culturais em países como o Brasil e nos continentes sul-americano e europeu revelam&lt;br /&gt;como sua natureza é eminentemente dinâmica e histórica.&lt;br /&gt;Este número temático da revista Observatório Itaú Cultural, em parceria com o Observatório da Diversidade Cultural e a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura (SID/ MinC), busca mapear ideias e atitudes, trazer ao leitor visões e propostas, revelar realidades e sonhos em torno da importância antropológica, política, econômica e estética expressa pela diversidade cultural. Para tanto, parte do princípio de que a melhor forma de tratar a diversidade é praticando-a como linha editorial. Daí a estrutura da revista e seu mosaico de convidados e temáticas; uma tentativa de convocar a diversidade para se pensar a diversidade cultural. [...]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Acesse aqui o conteúdo integral da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.itaucultural.org.br/bcodemidias/001516.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Revista Observatório Itau Cultural&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-2229524457201102639?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/2229524457201102639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=2229524457201102639&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2229524457201102639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2229524457201102639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/10/diversidade-cultural-em-foco.html' title='DIVERSIDADE CULTURAL EM FOCO'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-768821793765336555</id><published>2009-10-02T08:19:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T07:44:32.372-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>Louvada seja a dança</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 0, 51);" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);font-family:trebuchet ms;" &gt;Louvada seja a dança&lt;br /&gt;porque ela liberta o homem&lt;br /&gt;do peso das coisas materiais,&lt;br /&gt;e une os solitários&lt;br /&gt;para formar sociedade.&lt;br /&gt;Louvada seja a dança,&lt;br /&gt;que tudo exige e fortalece,&lt;br /&gt;saúde, mente serena&lt;br /&gt;e uma alma encantada.&lt;br /&gt;A dança significa transformar&lt;br /&gt;o espaço, o tempo e a pessoa,&lt;br /&gt;que sempre corre perigo&lt;br /&gt;de se desfazer e ser ou somente cérebro,&lt;br /&gt;ou só vontade ou só sentimento.&lt;br /&gt;A dança porém exige&lt;br /&gt;o ser humano inteiro&lt;br /&gt;ancorado no seu centro,&lt;br /&gt;e que não conhece&lt;br /&gt;a obsessão da vontade de dominar&lt;br /&gt;gente ou coisas, e que não sente&lt;br /&gt;a demonia de estar perdido&lt;br /&gt;no seu próprio ser.&lt;br /&gt;A dança exige o homem livre e aberto&lt;br /&gt;vibrando na harmonia de todas as forças.&lt;br /&gt;Ó homem, ó mulher, aprenda a dançar&lt;br /&gt;senão os anjos do céu&lt;br /&gt;não saberão o que fazer contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Santo Agostinho, 354-430)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-768821793765336555?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/768821793765336555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=768821793765336555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/768821793765336555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/768821793765336555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/10/louvada-seja-danca.html' title='Louvada seja a dança'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-8374363389315997436</id><published>2009-09-27T15:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T09:09:29.554-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>A ROMÁ - de Zurka Sbano</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Um dia lá no Oriente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;de onde tudo começa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;partiu meu povo contente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;caminhando sem ter pressa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Quando partiu? Ninguém sabe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Por que partiu? Ninguém diz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Partiu quando deu vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Por que partiu? Porque quis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Então aqui aparecemos, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;sem nunca saber quem fomos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Nosso passado esquecemos, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;só interessa o que somos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;O ontem sempre é passado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;o amanhã sempre é futuro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;vivemos despreocupados,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;o hoje que é mais seguro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Dizer que pátria não temos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;é uma grande insensatez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;A nossa pátria sabemos, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;é maior que a de vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Sua pátria é um país somente, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;a nossa é toda esta terra,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;que Deus nos deu de presente,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;por nunca fazermos guerra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Somos um povo que canta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;feliz por saber viver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;O por do sol nos encanta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;amamos o amanhacer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;E assim, sempre de partida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;ora no campo ou cidade,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;amamos a nossa vida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;somos reis da Liberdade!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-8374363389315997436?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/8374363389315997436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=8374363389315997436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8374363389315997436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8374363389315997436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/09/roma-de-zurka-sbano.html' title='A ROMÁ - de Zurka Sbano'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-2161035547534533901</id><published>2009-09-22T13:38:00.000-07:00</published><updated>2009-09-22T13:42:16.694-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>PRIMAVERA</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 204);"&gt;A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu             nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do             sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que             ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que             chega.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial             das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de             nascer, no espírito das flores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os             palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais             de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e             certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras             inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de             sol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas,             — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores,             com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste             mundo cálido, de incessante luz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 255, 0);"&gt;Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra             maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a             primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem,             deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros             hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo             aquilo que, outrora se entendeu e amou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;            &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos             passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas             árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos:             lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando             pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda             estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de             chita multicor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por             fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a             primavera, dona da vida — e efêmera.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;            &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;            &lt;i&gt;Texto extraído do livro "&lt;/i&gt;Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1&lt;i&gt;",             Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.&lt;br /&gt;            &lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-2161035547534533901?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/2161035547534533901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=2161035547534533901&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2161035547534533901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2161035547534533901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/09/primavera.html' title='PRIMAVERA'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-4835502220719751408</id><published>2009-09-09T16:29:00.000-07:00</published><updated>2010-05-13T09:09:02.494-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>a bailarina das palavras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);font-family:'Trebuchet MS',sans-serif;font-size:100%;"  &gt;"Dá-me tua mão:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);font-family:'Trebuchet MS',sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);font-size:100%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:'Trebuchet MS',sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);"&gt;C.Lispector - &lt;em&gt;A paixão segundo GH&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-4835502220719751408?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/4835502220719751408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=4835502220719751408&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/4835502220719751408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/4835502220719751408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/09/bailarina-das-palavras.html' title='a bailarina das palavras'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-1236309714626764270</id><published>2009-08-30T17:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T18:09:14.376-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>Dança Armenia-irani</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#cc33cc;"&gt;Dança estilo armenia-irani no evento da minha amiga &lt;/span&gt;&lt;a href="http://laylakhodair.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#cc33cc;"&gt;Layla Khodair&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#cc33cc;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#cc33cc;"&gt;A Layla inventou um sistema pioneiro de ensino e consciência corporal para dança do ventre, utilizando a bola suiça: o sistema belly ball (ver em &lt;a href="http://www.donadanca.com.br/"&gt;Dona Dança&lt;/a&gt;). Já teve até gente plagiando o trabalho dela, para TCC da FMU... vê se pode, coisa mais sem ética... e sem criatividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="270" height="296" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-8642f26f98729972" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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title='estrela d&apos;água'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-3291565745990986130</id><published>2009-06-16T09:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T13:11:13.694-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Belly Dance: orientalismo &amp; auto-exotismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Anthony Shay and Barbara Sellers Young&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Why the Orient seems still to suggest not only fecundity but sexual promise (and threat), untiring sensuality, unlimited desire, deep generative energies, is something on which one could speculate....” Edward Said &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O século passado presenciou o fenômeno da dança do ventre tornar-se ícone-chave do Oriente Médio no ocidente. A representação deste ícone muitas vezes causou ultraje, ressentimento e ainda protestos entre árabes que se ressentiram da (má) representação ocidental deles focada no estilo cabaré &lt;span style="font-style: italic;"&gt;belly dance&lt;/span&gt;, expressão de baixa categoria,  símbolizando desrespeito para muitos no mundo árabe, como imagem preliminar do Oriente Médio. Desde os anos 1970s, milhares de mulheres e alguns homens no Ocidente se atraíram pela dança do ventre, investindo-se milhões de dólares e de dispendioso tempo na aquisição de conhecimentos de técnicas básicas da dança para a montagem de apresentações. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este ensaio irá percorrer diversas questões levantadas pelo fenômeno da b&lt;span style="font-style: italic;"&gt;elly dance&lt;/span&gt; e sua transformação, globalização e aculturação no Ocidente; para traçar o desenvolvimento de uma área de performance/pesquisa cultural recém emergida a partir dos campos da dança e estudos transnacionais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Usando as danças de solo do Oriente Médio como o lugar da produção deste rapidamente expandido gênero de performance considerado intercultural, esperamos questionar o gênero e sua definições, como forma de investigar a cambiante relação entre étnico e hibrido, em relação as fronteiras culturais e nacionais a eles associados. Por algum tempo, artistas étnicos tem colaborado com artista orientais e/ou se destacado em técnicas e estéticas orientais junto ou paralelamente as performances étnicas, complicando a abordagem estética cultural e o diálogo histórico e ideológico implícito neste estudo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;William Washbaugh, em sua discussão sobre música e dança na cultura popular, nota que a integração transnacional de formas e imagens criou um discurso global (1998). Um exame do solo de dança oriental e de sua história global revela uma série de influências que se espiralaram em torno da disseminação e performance da dança. Embora exteriormente o vocabulário morfológico da dança oriental talvez pareça similar e, em alguns casos, idêntico, os códigos e significados da dança mudam no ocidente. Assim, este ensaio irá interrogar e analisar o solo de dança improvisado, tanto nas regiões de sua origem como no ocidente, enquanto prática local e como veículo de profissionais e amadores da performance pública.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De toda forma, a projeção de imagens sobre a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;belly dance&lt;/span&gt; e outras formas de danças orientais como feita pelos ocidentais, levanta a espinhosa questão do orientalismo ao longo de toda esta discussão. O vocabulário da dança e sua posição no âmbito do ocidente, especialmente nos Estados Unidos, se dá na alteridade com um campo vazio, como algo que não faz parte da minha cultura e que serve para a construção de novas identidades fantasiosas e exóticas. Serve, ao mesmo tempo, de repositório dos estereótipos midiáticos e ainda de fantasias ocidentais de mulher, que se realizam na aparência física da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;femme fatale&lt;/span&gt;, e através da qual as dançarinas (em geral do sexo feminino) aprendem códigos femininos que as capacitam a ocupar um papel sexual mais assertivo na sociedade ocidental dominada pelo masculino. Nós começamos nosso ensaio com uma breve descrição do gênero de dança que analisaremos seguido de uma discussão sobre orientalismo, exotismo e auto-exotismo sob uma lente analítica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dança de solo improvisado no Oriente Médio e no ocidente &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez nenhum outro gênero de dança foi tão mal interpretado e negligenciado pelos acadêmicos como as dança de solo improvisado no Oriente Médio. Sua assumida sexualidade, a frequente associação com a striptease feita pelo público em geral e por muitos intelectuais, e seu status de cultura popular são algumas das razões do seu descrédito. A Enciclopédia Internacional da Dança evitou o termo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;belly dance&lt;/span&gt; em favor do termo francês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;danse du ventre&lt;/span&gt; (1998: Volume II: 344). Este gênero é o mais comum de dança encontrado nos centros urbanos, e no Egito é chamada por toda a população simplesmente como dança (raqs). De forma resumida, este gênero de dança é melhor designado por um conjunto de movimentos e práticas corporais cujas origens se deram na vasta região que se extende desde o Oceano Atlântico ao norte da África e oeste do Balcãs até as áreas ocidentais da China, Asia Central, e a porção ocidental da India sub-continental. Ademais, a propósito deste ensaio nós incluiremos suas manifestações fora desta área de origem, particularmente América do Norte, Europa e Japão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em cada uma destas regiões a dança é caracterizada por articulações improvisadas do torso, mãos, braços e cabeça. A parte específica do corpo que se enfoca varia ao longo daquela vasta área e provavelmente varia historicamente também. Por exemplo, na pratica atual, as dançarinas profissionais marroquinas, conhecidos por shikhat, assim como as que dançam amadoramente ou em reuniões privadas no Marrocos, mexem suavemente a pelve para cima e para baixo, na Tunisia executam-se grandes movimentos laterais da bacia, enquanto no Egito a dança é amplamente focada nos rolamentos, movimentos articulados do abdômen e vibrações do quadril, que podem ser rápidas ou lentas. Na Turquia o cifititelly concentra-se tanto em rotações rápidas e lentas da bacia como vibrações do tronco. Dançarinas iranianas utilizam mais o torso, mas a graça de sua dança está na relação entre o tronco e as transições de braço. Destacadas dançarinas ainda manipulam as sombrancelhas e lábios de maneira humorística ou sensual (Shay 1999:20-34). No Afeghanistão, Uzbequiistão e Tajiquistão, uma extensão cultural do universo iraniano, as dançarinas utilizam movimentos de rotação e vibração, como as iranianas, com ênfase no tronco e graciosos e minuciosos movimentos de mãos e braços. Essas observações muito genéricas devem ser temperadas com a idéia de que há grande idiossincrasia e ampla variação de estilos individuais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apesar de denominarmos este estilo de dança como solo de dança improvisado, que geralmente atinge práticas correntes de dança, tanto para as práticas domésticas como profissionais, as fontes históricas iconográficas mostram com frequência duos, trios e grupos grandes. Esses indivíduos danças as vezes juntos, fazendo frequentemente parte de unidades maiores, cada um com sua especialidade. [...]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Orientalismo, Exotismo, e Auto(Self)-exotismo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O argumento central da visão de Edward Said está em seu trabalho seminal, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orientalismo&lt;/span&gt; (1978); bem conhecido pelos estudiosos das humanidades e ciências sociais, sua idéia não precisa ser extensivamente revista neste ensaio. Homi Bhabha adiciona sua importância para esta discussão: “Orientalismo. . .por um lado, um tema de aprendizado, descoberta, prática; e por outro, lugar de sonhos, imagens, fantasias, mitos obsessões e exigências... De toda forma , este lugar é continuamente ameaçado por formas diacrônicas de história e narrativa, signos de instabilidade “. (1994: 71).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O tema do auto-exotismo é com menos frequência apontado e analisado e ainda forma parte da nossa discussão. Said se concentra menos nesta parte delicada do discurso orientalista. Como auto-exotismo, queremos dizer o contexto no qual indivíduos nativos dos lugares de origem da dança utilizam elementos orientalistas - frequentemente vindos de fontes ocidentais - nas suas performances, seja de forma explícita ou incorporada. Nós vemos estas performances tanto no ocidente como no oriente, que se constituem numa espécie de globalismo circulando aceleradamente entre ocidente e oriente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As produções de dança no Oriente Médio e Ásia Central, assim como no ocidente, estão encharcadas do orientalismo do século passado e suas imagens exóticas. Elas podem ser vistas nas produções de dança iraniana da era Pahlevi, no Egito e no Libano, no Uzbequistão, no Azerbaijão, nas produções do ballet russo da época soviética, na diáspora contemporânea iraniana e nas comunidades árabe-americanas. Imagens similares e diferentes se difundiram através das produções de Ruth St. Denis e Maud Allen, dos dramas e musicais de Hollywood e Broadway, e mais tarde entre as comunidades de dança oriental na Europa e América do Norte. Em centenas de produções, tanto profissionais como amadoras, miniaturas persas e pinturas de murais e templos tombados do Egito ganharam vida. Hollywood inspirou visões de sheiks e danças de beldades fogosas em escasso vestuário nunca vistos ou usados no Oriente Médio sobre o exótico pano de fundo de minaretes e mesquitas. Reis dançam com grupos de garotas, poetas sonham em jardins paradisíacos, os dervishes rodopiantes em giro, mitos tornando-se realidade e desvanescendo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pra efeito desta discussão, o orientalismo é uma forma de distorção, exotização ou romantização do oriente pelos dançarinos e coreógrafos ocidentais. Self- ou auto-exotismo descreve a instância na qual os indivíduos do Oriente Médio e Norte da África incorporam imagens românticas ou técnicas de encenação orientalistas em seus trabalhos. Intelectuais que estão fora da Europa e dos Estados Unidos muitas vezes articulam sua irritação em termos fortes:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Exotismo é um meio de imposição da ordem num mundo desconhecido através da fantasia,  de sonhar acordado guiado pela prazerosa auto-afirmação e expansionismo. É o aparentemente inofensivo lado da exploração; disfarçada com ar de jovialidade e delírio, o exotismo é uma prática de representação através da qual identidades são frivolamente alocadas. É também uma vontade de poder sobre o desconhecido, um ato de combinar fragmentos indiscriminadamente, migalhas de conhecimento e fantasia, desrespeitosamente, varrendo gestos, justificado pela inofensiva banalidade. (Savigliano 1995: 189)” &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ali Behdad observa ainda que: "a mídia e memórias tardias de encontros pessoais fazem-me recordar a contiíua reanimação de representações negativas do Oriente Médio e do Islã no ocidente hoje. Aquele orientalismo como um discurso do Outro continua a operar tão poderosamente que só torna ainda mais urgentes práticas de contra-representação". &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os trechos são de minha livre tradução, com autorização dos autores&lt;a href="http://www.mazdapublisher.com/BookDetails.aspx?BookID=29"&gt; Anthony Shay e Barbara Sellers Young (clique aqui para + informações)&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-3291565745990986130?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/3291565745990986130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=3291565745990986130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3291565745990986130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3291565745990986130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/06/belly-dance-orientalismo-auto-exotismo.html' title='Belly Dance: orientalismo &amp; auto-exotismo'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-3387154824767118499</id><published>2009-03-23T12:19:00.001-07:00</published><updated>2010-11-05T09:00:56.310-07:00</updated><title type='text'>BIS na 14 BIS</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tive o prazer de participar de um evento a convite do grupo de &lt;a href="http://www.blogger.com/redesocialblogs.com.br/governanca14bis/"&gt;governança local da Praça 14 Bis&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; - na Bela Vista - que integra várias entidades do bairro, como FeComércio, Senac, Hospital Sírio Libanês, etc.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Veja aqui o &lt;a href="http://picasaweb.google.com/leyunis/14bisslide#slideshow/5316476166843848594"&gt;SLIDE COM MÚSICA&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/SclQ3gZ4fVI/AAAAAAAAAuE/pfWlP7DhfOA/s1600-h/zoom96.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, fotos do evento com a participação da ciganada (povo maravilhoso!): &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" type="application/x-shockwave-flash" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;feat=flashalbum&amp;amp;RGB=0x000000&amp;amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fleyunis%2Falbumid%2F5316454571120823281%3Falt%3Drss%26kind%3Dphoto%26authkey%3DGv1sRgCLPbvqLElZX1Rg%26hl%3Dpt_BR" width="288" height="192"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;vídeos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-625355d45943ef60" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v10.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D625355d45943ef60%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4C183B9E816A2609C37317A30EF070CCE429D564.71E562061BB563F0B23CAE5F6601C3F80371D170%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D625355d45943ef60%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DM1WcFqSsxMCAlKprwjG1Wk65jeU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v10.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D625355d45943ef60%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D4C183B9E816A2609C37317A30EF070CCE429D564.71E562061BB563F0B23CAE5F6601C3F80371D170%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D625355d45943ef60%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DM1WcFqSsxMCAlKprwjG1Wk65jeU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-3387154824767118499?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=625355d45943ef60&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=e41837d44c7e16c7&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/3387154824767118499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=3387154824767118499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3387154824767118499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/3387154824767118499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/03/bis-na-14-bis.html' title='BIS na 14 BIS'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-8825244000599954617</id><published>2009-03-16T11:36:00.001-07:00</published><updated>2009-07-20T06:17:49.651-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lei'/><title type='text'>LEI - profissão: artista</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Lei Nº  6.533, de 24 de maio de 1978&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Dispõe sobre  a regulamentação das profissões de artista e de técnico em espetáculos de  diversões, e dá outras providências&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-family:Times New Roman;font-size:85%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço  saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O exercício das profissões de  Artista e de Técnico em espetáculos de diversões é regulamentado pela presente  Lei:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Para  efeitos desta Lei, é considerado:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I- Artista, o profissional que cria,  interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza, para efeito  de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de massa ou  em locais onde se realizam espetáculos de diversão pública;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - Técnico em Espetáculos de  Diversões, o profissional que, mesmo em caráter auxiliar, participa,  individualmente ou em grupo, de atividade profissional ligada diretamente à  elaboração, registro, apresentação ou conservação de programas espetáculos e  produções.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - As denominações e  descrições das funções em que se desdobram as atividades de artista e Técnico em  Espetáculos de Diversões constatarão do regulamento desta lei.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 3&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Aplicam-se as disposições desta  Lei às pessoas físicas ou jurídicas que tiveram a seu serviço os profissionais  definidos no artigo anterior, para realização de espetáculos, programas,  produções ou mensagens publicitárias,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - Aplicam-se,  igualmente, as disposições desta Lei às pessoas físicas ou jurídicas que  agenciem colocação de Mão-de-obra de profissionais definidos no artigo  anterior.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  4&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- As  pessoas físicas ou jurídicas de que  trata o artigo anterior deverão ser  previamente inscritas no Ministério do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 5&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Não se incluem no disposto nesta  Lei os Técnicos em Espetáculos de Diversões que prestam serviços à empresa de  radiodifusão.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  6&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O  exercício das profissões de Artista e de Técnico em espetáculos de Diversões  requer prévio registro na Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do  Trabalho, o qual terá validade em todo o território nacional.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 7&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Para registro do Artista ou do  Técnico em Espetáculos de Diversões, é necessário a apresentação de:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; - diploma de curso superior de  Diretor de Teatro, Coreógrafo, Professor de Arte Dramática, ou outros cursos  semelhantes, reconhecidos na forma da Lei; ou&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- diploma ou certificado  correspondente às habilitações profissionais de 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; Grau de Ator,  Contra-regra, Cenotécnico, Sonoplasta, ou outras semelhantes reconhecidas na  forma da Lei; ou&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;III&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; - atestado de capacitação  profissional fornecido pelo Sindicato representativo das categorias  profissionais, e subsidiariamente, pela Federação respectiva.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - A entidade sindical  deverá conceder ou negar o atestado mencionado no item III, no prazo de 3(três)  dias úteis, podendo ser concedido o registro, ainda que provisório, se faltar  manifestação da entidade sindical neste prazo.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - Da decisão da entidade  sindical que negar a concessão do atestado mencionado no item III deste artigo,  caberá o recurso para o Ministério do Trabalho, até 30 (trinta) dias a contar da  ciência.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  8&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O  registro de que trata o artigo anterior poderá ser concedido a título provisório  pelo prazo máximo de 1(um) ano, com dispensa do atestado a que se refere o item  III do mesmo artigo, mediante indicação conjunta dos Sindicatos de empregadores  e de empregados.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 9&lt;u&gt;º&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; - O exercício das profissões de que  se trata esta Lei exige contrato de trabalho padronizado, nos termos de  instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - O contrato de trabalho  será visado pelo Sindicato representativo da categoria profissional, e  subsidiariamente, pela Federação respectiva, como condição para registro no  Ministério do Trabalho, até a véspera de sua vigência.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - A entidade sindical  deverá visar ou não o contrato, no prazo máximo de 2 (dois) dias úteis, findos  os quais ele poderá ser registrado no Ministério do trabalho, se faltar a  manifestação sindical.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 3&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - Da decisão da entidade  sindical que negar o visto, caberá recurso para o Ministério do  Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  10&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O  contrato de trabalho conterá, obrigatoriamente:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - qualificação das partes  contratantes;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - prazo de vigência;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;III - natureza da função  profissional, com definição das obrigações respectivas;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;IV - título do programa, espetáculo  ou produção, ainda que provisório, com indicação do personagem nos casos de  contrato por tempo determinado;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;V - locais onde atuará o contratado,  inclusive os opcionais;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;VI - jornada de trabalho, com  especificação do horário e intervalo de repouso;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;VII - remuneração e sua forma de  pagamento;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;VIII - disposição sobre eventual  inclusão do nome do contratado no crédito de apresentaçãoe cartazes, impressos e  programas;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;IX - dia de folga  semanal;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;X - ajuste sobre viagens e  deslocamentos;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;XI - período de realização dos  trabalhos complementares, inclusive dublagem, quando posteriores à execução do  trabalho de interpretação objeto do contrato;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;XII - número da Carteira de Trabalho  e da Previdência Social;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - Nos contratos de  trabalho por tempo indeterminado deverá constar, ainda, cláusula relativa ao  pagamento de adicional, devido em caso de deslocamento para prestação de serviço  fora da cidade ajustada no contrato de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 11&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- A cláusula de exclusividade não  impedirá o Artista ou Técnico em Espetáculos de diversões de prestar serviços a  outro empregador em atividade diversa da ajustada no contrato de trabalho, desde  que em outro meio de comunicação, e sem que se caracterize prejuízo para o  contratante com o qual foi assinada a cláusula de exclusividade;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 12&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O empregador poderá utilizar  trabalho profissional, mediante nota contratual, para substituição de Artista ou  de Técnico em Espetáculos de Diversões, ou para prestação de serviço  caracteristicamente eventual, por prazo não superior a 7 (sete) dias  consecutivos, vedada a utilização desse mesmo profissional, nos 60 (sessenta)  dias subseqüentes, por essa forma, pelo mesmo empregador.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - O Ministério do  Trabalho expedirá instruções sobre a utilização da nota contratual e aprovará  seu modelo.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  13&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Não  será permitida a cessão ou promessa de cessão de direitos autorais e conexos  decorrentes da prestação de serviços profissionais.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - Os direitos  autorais e conexos dos profissionais serão devidos em decorrência de cada  exibição da obra.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 14&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Nas mensagens publicitárias,  feitas para cinema, televisão, ou para serem divulgadas por outros veículos,  constará do contrato de trabalho obrigatoriamente:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;I - o nome do produtor, do anunciante e, se houver, da agência de  publicidade para quem a mensagem é produzida;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;II - o tempo de exploração comercial da mensagem;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;III - o produto a ser promovido;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;IV - os veículos através dos quais a mensagem será  exibida;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;V - as praças onde a mensagem será veiculada;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;VI - o tempo de duração da mensagem  e suas características.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 15&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O contrato de trabalho e a nota  contratual serão emitidos com numeração sucessiva e ordem  cronológica.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único  - Os documentos de que  trata este artigo serão firmados pelo menos em duas vias  pelo contratado, ficando uma delas em seu poder.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 16&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O profissional não poderá  recusar-se a auto dublagem quando couber.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - Se o empregador ou  tomador de serviços preferir a dublagem por terceiros, ela só poderá ser feita  com autorização, por escrito, do profissional, salvo se  for realizada em língua  estrangeira.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  17&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- A  utilização de profissional contratado por agência de locação de mão-de-obra  obrigará o tomador de serviço solidariamente pelo cumprimento das obrigações  legais e contratuais, se caracterizar a tentativa, pelo tomador de serviço, de  utilizar a agência para fugir às responsabilidades e obrigações decorrentes  desta Lei ou de contrato.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 18&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O comparecimento do profissional  na hora e no lugar da convocação implica a percepção integral do salário, mesmo  que o trabalho não se realize por motivo independente de sua  vontade.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  19&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O  profissional contratado por prazo determinado não poderá   rescindir o contrato  de trabalho sem justa causa, sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador  dos prejuízos que desse fato lhe resultarem.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - A indenização de  que se trata este artigo não poderá exceder àquela a que teria direito o  empregado em idênticas condições.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 20&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Na rescisão sem justa causa, no  distrato e na cessação do contrato de trabalho o empregado poderá ser assistido  pelo Sindicato representativo da categoria, e, subsidiariamente, pela Federação  respectiva, respeitado o disposto no artigo 477 da Consolidação das Leis do  Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  21&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- A  jornada normal de trabalho dos profissionais de que se trata esta Lei terá, nos  setores e atividades respectivos, as seguintes durações:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - Radiodifusão, fotografia e  gravação: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 30 (trinta) horas  semanais;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - Cinema, inclusive o  publicitário, quando em estúdio: 6 (seis) horas diárias;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;III - teatro: a partir da estréia do  espetáculo terá a duração das sessões, com 8 (oito) sessões  semanais;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;IV - Circo e variedades:6 (seis)  horas diárias, com limitação de 36 (trinta e seis) horas semanais;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;V - Dublagem:6 (seis) horas diárias,  com limitação de 40 (quarenta) horas semanais.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - O trabalho prestado  além das limitações diárias ou das sessões semanais previstas neste artigo será  considerado extraordinário, aplicando-se-&lt;wbr&gt;lhe o disposto nos artigos 59 a 61  da Consolidação das Leis do Trabalho.&lt;br /&gt;§ 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - A jornada normal será  dividida em 2 (dois) turnos, nenhum dos quais poderá exceder de 4(quatro) horas,  respeitado o intervalo previsto na Consolidação das Leis do  Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 3&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; -  Nos espetáculos teatrais e circenses, desde que sua natureza ou tradição o  exijam, o intervalo poderá, em beneficio do rendimento artístico, ser superior a  2 (duas) horas.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 4&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - Será computado como  trabalho efetivo o tempo em que o empregado estiver à disposição do empregador,  a contar de sua apresentação no local de trabalho, inclusive o período destinado  a ensaios, gravações, dublagem, fotografias, caracterização e todo aquele que  exija a presença do Artista, assim como o destinado do ambiente, em termos de  cenografia, iluminação e montagem do equipamento.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 5&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - Para o artista,  integrante de elenco teatral, a jornada de trabalho poderá ser de 8(oito) horas,  durante o período de ensaio, respeitando o intervalo previsto na Consolidação  das Leis do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 22&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Na hipótese de exercício  concomitante de funções dentro de uma mesma atividade, será assegurado ao  profissional um adicional mímimo de 40% (quarenta por cento), pela função  acumulada, tomando-se por base a função melhor remunerada.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - É vedada a  acumulação de mais de duas funções em decorrência do mesmo contrato de  trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  23&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Na  hipótese de trabalho executado fora do local constante do contrato de trabalho,  correrão à conta do empregador, além do salário, as despesas de transporte e de  alimentação e hospedagem, até o respectivo retorno.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 24&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- É livre a criação interpretativa  do Artista e do Técnico em Espetáculos de Diversões, respeitando o texto da  obra.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  25&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Para  contratação de estrangeiro domiciliado no exterior, exigir-se-á prévio  recolhimento de importância a 10% (dez por cento) do valor total do ajuste da  Caixa Econômica Federal em nome da entidade sindical da categoria  profissional.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  26&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; - O  fornecimento de guarda-roupa e demais recursos indispensáveis ao cumprimento das  tarefas contratuais será de responsabilidade do empregador.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 27&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; - Nenhum Artista ou Técnico em  Espetáculos de Diversões será obrigado a interpretar ou participar de trabalho  passível de por em risco sua integridade física ou moral.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 28&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; - A contratação de figurante não  qualificado profissionalmente, para atuação esporádica, determinada pela  necessidade de características da obra, poderá ser feita pela norma da indicação  prevista no artigo 8&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 29&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Os filhos de profissionais de que  trata esta Lei cuja atividade seja itinerante, terão assegurada a transferência  de matrícula e conseqüente vaga nas escolas públicas locais de 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; e  2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; graus, e autorizada nas escolas particulares desses níveis, mediante  apresentação de certificado de escola de origem.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 30&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Os textos destinados à  memorização, juntamente com o roteiro de gravação ou plano de trabalho, deverão  ser entregues ao profissional com antecedência mínima de 72 (setenta e duas)  horas, em relação ao início dos trabalhos.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 31&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Os profissionais de que se trata  esta Lei tem penhor legal sobre o equipamento e todo o material de propriedade  do empregador utilizado na realização do programa, espetáculo ou produção, pelo  valor das obrigações não cumpridas pelo empregador.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 32&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- É assegurado o direito ao atestado  de que trata o item III do artigo 7&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; ao Artista ou Técnico em espetáculos  de Diversões que, até a data da publicação desta Lei tenha exercido,  comprovadamente, a respectiva profissão.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 33&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- as infrações ao disposto nesta Lei  serão punidas com multa de 2(duas) a 20 (vinte) vezes o maior valor de  referência previsto no artigo 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;,parágrafo único, da Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.205,  de 29 de abril de 1975, calculada a razão de um valor de referência por  empregado em situação irregular.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - Em caso de  reincidência, embaraço ou resistência a fiscalização, emprego de artifício ou  simulação com o objetivo de fraudar a lei, a multa será aplicada em seu valor  máximo.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  34&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- o  empregador punido na forma do artigo anterior, enquanto não regularizar a  situação que se deu causa a autuação, e não recolher a multa aplicada, após  esgotados os recursos cabíveis, não poderá:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - receber qualquer benefício,  incentivo ou subvenção concedidos por órgãos públicos;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - obter liberação para expedição  de programa espetáculo, ou promoção, pelo órgão ou autoridade  competente.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 35&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Aplicam-se aos Artistas e Técnicos  em Espetáculos de Diversões as normas da legislação do trabalho, exceto naquilo  que for regulado de forma diferente nesta Lei.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 36&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; - O Poder Executivo regulamentará  essa lei no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data de sua  publicação.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  37&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Esta  Lei entrará em vigor no dia 19 de agosto de 1978, revogadas as disposições em  contrário, especialmente o &lt;b&gt;art. 35&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, &lt;/b&gt;o § 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; do art.  480&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, o parágrafo único do art. 507&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; e o art. 509&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;&lt;b&gt;  &lt;/b&gt;da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo decreto-lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;  5.452, de 1943, a Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 101, de 1947 e a Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 301, de  1948.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Brasília,&lt;b&gt;  &lt;/b&gt;em 24 de maio de 1978; 157&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; da Independência e 90&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; da  República. Publicado no DO no dia 26/5/78. &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Assinado  por&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Ernesto  Geisel&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Arnaldo  Prieto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Ney  Braga&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Armando  Falcão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;h4&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;o&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt; &lt;h4&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;o&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt; &lt;h4&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;o&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt; &lt;h4&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;o&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt; &lt;h4&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;DECRETO LEI N&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 82.385, DE 05 DE OUTUBRO DE  1978&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;REGULAMENTA A LEI N&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.533 DE  24 DE MAIO DE 1978 , QUE DISPÕE SOBRE AS PROFISSÕES DE ARTISTA E DE TÉCNICO EM  ESPETÁCULOS DE DIVERSÕES, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da  atribuição que lhe confere o art. 81&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, item III, da Constituição e tendo  em vista o disposto no artigo 36 da Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.533 de 24 de maio de  1978,&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;DECRETA:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O exercício das profissões de  Artistas e de Técnico em Espetáculos de diversões é disciplinado pela Lei  n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.533, de 24 de maio de 1978, e pelo presente regulamento.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Para efeitos da Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;  6.533, de 24 de maio de 1978, é considerado:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - artista, o profissional que  cria, interpreta ou executa obra de caráter cultural de qualquer natureza para  efeito de exibição ou divulgação pública, através de meios de comunicação de  massa ou em locais onde se realizam espetáculos de diversões  públicas;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - Técnico em Espetáculos de  Diversões, o profissional que, mesmo em caráter auxiliar, participa,  individualmente ou em grupo, de atividade profissional ligada diretamente a  elaboração, registro, apresentação ou conservação de programas, espetáculos e  produções.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - As denominações e  descrições das funções em que se desdobram as atividades de Artista e de Técnico  em Espetáculos de Diversões constam no Quadro anexo a este  regulamento.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  3&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;-  Aplicam-se as disposições da Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.533, de 24 de maio de 1978, às  pessoas físicas ou jurídicas que tiverem a seu serviço os profissionais  definidos no artigo anterior, para a realização de espetáculos, programas,  produções ou mensagens publicitárias.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - As pessoas físicas  ou jurídicas de que se trata este artigo deverão ser previamente inscritas no  Ministério do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 4&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Para inscrição de pessoas físicas  e jurídicas de que se trata o artigo anterior é necessário a apresentação  de:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - documento de constituição de  firma, com o competente registro da Junta Comercial da localidade em que tenha  sede;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - comprovante do recolhimento da  contribuição sindical&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;III - número de inscrição no  Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da fazenda.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - O Ministério do  trabalho fornecerá, a pedido da empresa interessada, cartão de inscrição que lhe  faculte instruir pedido de registro de contrato de trabalho de Artista e Técnico  em Espetáculos de Diversões.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 5&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Aplicam-se, igualmente, as  disposições da lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.533, de 24 de maio de 1978, às pessoas físicas ou  jurídicas que agenciem colocação de mão-de-obra de Artistas e Técnico em  Espetáculo de Diversões.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - Somente as  empresas organizadas e registradas no Ministério do Trabalho, nos termo da lei  n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.019, de 3 de janeiro de 1974, poderão agenciar colocação de  mão-de-obra de Artista e de Técnico em espetáculos de Diversões.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 6&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Não se incluem no disposto neste  regulamento os Técnicos em Espetáculos de diversões que prestam serviços a  empresa de radiodifusão.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 7&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O exercício das profissões de  Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões requer prévio registro na  Delegacia regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, o qual terá validade  em todo o território nacional.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 8&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Para registro do artista ou do  Técnico em Espetáculos de Diversões, no Ministério do Trabalho, é necessária a  apresentação de:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - diploma de curso superior de  Diretor de Teatro, Coreógrafo, Professor de Arte dramática, ou outros cursos  semelhantes, reconhecidos na forma da Lei; ou&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - diploma ou certificado  correspondente as habilitações profissionais de 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; grau de Ator,  Contra-regra, Cenógrafo, Sonosplasta, ou outros reconhecidos na forma da Lei;  ou&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;III - atestado de capacitação  profissional fornecido pelo Sindicato representativo das categorias  profissionais, e subsidiariamente, pela Federação respectiva.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 9&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O atestado mencionado no item III  do artigo anterior deverá ser requerido pelo interessado, mediante preenchimento  de formulário próprio, fornecido pela entidade sindical, e instruído com  documentos ou indicações que comprovem sua capacitação profissional.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 10&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O Sindicato representativo da  categoria profissional constituirá Comissões, integradas por profissionais de  reconhecidos méritos, as quais caberá emitir parecer sobre os pedidos de  atestado de capacitação profissional.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 11&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Os Sindicatos e Federações de  empregados, objetivando adotar critérios uniformes para o fornecimento do  atestado de capacitação profissional, poderão estabelecer acordos ou convênios  entre entidades sindicais, bem como Associações de Artistas e de Técnicos em  Espetáculos de diversões.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 12&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- as entidades sindicais  encarregadas do fornecimento do atestado de capacitação profissional deverão  elaborar instruções contendo requisitos, tais como documentos e provas de  aferição de capacidade profissional necessários para obtenção, pelos  interessados, do referido atestado.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo Único:  as entidades  sindicais enviarão cópias das instruções mencionadas nesse artigo, ao Ministério  do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  13&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- a  entidade sindical deverá decidir sobre o pedido de atestado de capacitação  profissional no prazo de 3(três) dias úteis a contar da data em que se completar  a apresentação da documentação necessária ou diligência exigida pela mesma  entidade.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  14&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- da  decisão da entidade sindical que nega fornecimento do atestado de capacitação  profissional, caberá recurso o ministério do Trabalho no prazo de 30 (trinta)  dias a contar da ciência.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - Para apreciação do  recurso o Ministério do Trabalho solicitará, a entidade sindical, informações  sobre as razões da negativa de concessão do atestado.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 15&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- poderá ser concedido registro  provisório, caso a entidade sindical não se manifeste sobre o atestado de  capacitação profissional no prazo mencionado no artigo 13&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 16&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O registro de Artista e de Técnico  em Espetáculos de Diversões será efetuado pela Delegacia Regional do Trabalho do  Ministério do trabalho, a requerimento do interessado, instruído com os  seguintes documentos:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - diploma, certificado ou atestado  mencionado nos itens I, II e III do artigo 8&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - Carteira de Trabalho e  Previdência social ou , caso não a possua o interessado, documentos mencionados  no artigo 16&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, parágrafo único, da Consolidação das Leis do  Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - Caso a entidade  sindical não forneça o atestado de capacitação profissional no prazo mencionado  no artigo 13&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, o interessado poderá instruir seu pedido de registro com o  protocolo de apresentação do requerimento ao Sindicato.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - Na hipótese prevista  no parágrafo anterior o Ministério do Trabalho concederá a entidade sindical  prazo não superior a 3 (três) dias úteis para se manifestar sobre o fornecimento  do atestado.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  17&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O  Ministério do Trabalho efetuará registro provisório de Artista e de Técnico em  Espetáculos de Diversões, com prazo de validade de 1(um) ano, sem direito a  renovação, com dispensa do atestado de que trata o item III do artigo 8&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;,  mediante indicação conjunta dos sindicatos de empregados e  empregadores.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  18&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Os  critérios de indicação para o registro provisório de que trata o artigo anterior  serão estabelecidos por acordo entre os sindicatos e federações dos  profissionais e empregadores interessados.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 19&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O exercício das profissões de  trata este regulamento exige contrato de trabalho padronizado, nos termos de  instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 20&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O contrato de trabalho será visado  pelo sindicato representativo da categoria profissional e, subsidiariamente,  pela federação respectiva, como condição para registro no Ministério do Trabalho  até a véspera da sua vigência.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 21&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O sindicato representativo da  categoria profissional e, subsidiariamente, a Federação respectiva verificarão a  observância da utilização do contrato de trabalho padronizado, de acordo com  instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho e das cláusulas constantes de  Convenções Coletivas de Trabalho acaso existentes, como condição para apor o  visto no contrato de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 22&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- a entidade sindical deverá visar  ou não o contrato de trabalho no prazo máximo de 2(dois) dias úteis, a contar da  data da sua apresentação, findos os quais ele poderá ser registrado no  Ministério do Trabalho, se faltar a manifestação sindical.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 23&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- A entidade sindical deverá  comunicar à Delegacia Regional do Trabalho do ministério do Trabalho as razões  pelas quais não visou o contrato de trabalho no prazo de 2 (dois) dias  úteis.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  24&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Da  decisão da entidade sindical que negar o visto, caberá recurso par ao Ministério  do trabalho no prazo de 30(trinta) dias contados da ciência.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 25&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O contrato de trabalho conterá  obrigatoriamente:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - qualificação das partes  contratantes;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - prazo de vigência;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;III - natureza da função  profissional, com definição das obrigações respectivas;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;IV - título do programa, espetáculo  ou produção, ainda que provisório, com indicação do personagem nos casos de  contrato por tempo determinado;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;V - locais onde atuará o contratado,  inclusive os opcionais;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;VI - jornada de trabalho, com  especificação do horário e intervalo de repouso;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;VII - remuneração e sua forma de  pagamento;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;VIII - disposição sobre eventual  colocação do nome do contratado no crédito de apresentação, cartazes, impressos  e programas;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;IX - dia de folga  semanal;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;X - ajuste sobre viagens e  deslocamentos;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;XI - período de realização dos  trabalhos complementares, inclusive dublagem, quando posteriores à execução do  trabalho de interpretação, objeto do contrato de trabalho;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;XII - número da Carteira de Trabalho  e Previdência Social.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 26&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Nos contratos de trabalho por  tempo indeterminado deverá constar, ainda, cláusula relativa a pagamento de  adicional devido em caso de deslocamento para prestação de serviço fora da  cidade ajustada no contrato de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 27&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- A cláusula de exclusividade não  impedirá o Artista ou Técnico em Espetáculos de Diversões de prestar serviços a  outro empregador em atividade diversa ajustada no contrato de trabalho, desde  que em outro meio de comunicação e sem que se caracterize prejuízo para o  contratante com o qual foi assinada a cláusula de exclusividade.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 28&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O registro do contrato de trabalho  deverá ser requerido pelo empregador à Delegacia regional do Trabalho do  Ministério do Trabalho&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 29&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O requerimento do registro deverá  ser instruído com os seguintes documentos:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - 2 (duas) vias do instrumento de  contrato de trabalho, visadas pelo Sindicato representativo da categoria  profissional e, subsidiariamente, pela Federação representativa;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - Carteira de Trabalho e  previdência Social do Artista e do Técnico em Espetáculos de Diversões  contratado e contendo registro nos termos dos artigos 15&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, 16&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; ou  17&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;III - comprovante da inscrição de  que trata o artigo 4&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 30&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O empregador poderá utilizar  trabalho de profissional, mediante nota contratual, para substituição de artista  ou de Técnico em Espetáculos de diversões, ou para prestação de serviço  caracteristicamente eventual, por prazo não superior a 7(sete) dias  consecutivos, vedada a utilização desse mesmo profissional, nos 60 (sessenta)  dias subseqüentes, por essa forma, pelo mesmo empregador.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 31&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O Ministério do Trabalho expedirá  instruções sobre a utilização de nota contratual e aprovará seu  modelo.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  32&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O  contrato de trabalho e nota contratual serão emitidos com numeração sucessiva e  em ordem cronológica.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - Os documentos de  que se trata este artigo serão firmados pelo menos em 2(duas) vias pelo  contratado, ficando uma delas em seu poder.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 33&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Não será permitida a cessão ou  promessa de cessão de direitos autorais e conexos decorrentes da prestação de  serviços profissionais.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 34&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Os direitos autorais e conexos dos  profissionais serão devidos em decorrência de cada exibição da obra.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 35&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Não será liberada, pelo órgão  federal competente, a exibição da obra ou espetáculo, sem comprovação de ajuste  quanto ao valor e a forma de pagamento dos direitos autorais e  conexos.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - No  ajuste os artistas deverão ser representados pelas associações representativas  autorizadas a funcionar pelo Conselho Nacional de Direito Autoral .&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - No caso de ajuste  direto pelo Artista sua validade dependerá de prévia homologação pelo Conselho  Nacional de Direito Autoral.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 3&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - O Conselho Nacional de  Direito Autoral não homologará qualquer ajuste direto que importe em fixar valor  de diretos autorais e conexos inferior ao estabelecido em ajuste feito, com o  mesmo empregador, através da participação das associações referidas no §  1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  36&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Nas  mensagens publicitárias filmadas para cinema, televisão ou para serem divulgadas  para o público por outros veículos constará do contrato de trabalho,  obrigatoriamente:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - o nome do produtor, do  anunciante e, se houver, da agência de publicidade para quem a mensagem é  produzida;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - o tempo de exploração comercial  da mensagem;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;III - o produto, a marca, a  denominação da empresa, o serviço ou o evento a ser promovido;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;IV - os meios de comunicação através  dos quais a mensagem será exibida;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;V - as praças onde a mensagem será  veiculada;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;VI - o tempo de duração da mensagem  e suas características, devendo ser mencionada eventual variação  percentual.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 37&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O profissional não poderá  recusar-se à autodublagem, quando couber, o que deve contar do respectivo  contrato de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 38&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Na hipótese de o empregador ou  tomador de serviços preferir a dublagem por terceiros, ela só poderá ser feita  com autorização, por escrito, do profissional, salvo se for realizada em língua  estrangeira.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  39&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- a  utilização de profissional contratado por agência de locação de mão-de-obra  obriga o tomador de serviço solidariamente, pelo cumprimento das obrigações  legais e contratuais, se caracterizar a tentativa, pelo tomador de serviço, de  utilizar a agência para fugir a essas responsabilidades e  obrigações.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  40&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O  comparecimento do profissional na hora e no lugar da convocação implica a  percepção integral do salário, mesmo que o trabalho não se realize por motivos  independentes de sua vontade.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 41&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O profissional contratado por  prazo determinado não poderá rescindir o contrato de trabalho sem justa causa  sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato  lhe resultarem.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 42&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- A indenização de que se trata o  artigo anterior não poderá exceder àquela que teria direito o empregado em  idênticas condições.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 43&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Na rescisão sem justa causa, no  distrato e na cessação do contrato de trabalho o empregado poderá ser assistido  pelo Sindicato representativo da categoria e, subsidiariamente, pela Federação  respectiva, respeitando o disposto no artigo 477 da Consolidação das Leis do  Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  44&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- A  jornada normal de trabalho dos profissionais de que trata este regulamento terá,  nos setores e atividades respectivos, as seguintes durações:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - Radiodifusão, fotografia e  gravação: 6 (seis) horas diárias, com limitação de 30 (trinta) horas  semanais;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - Cinema, inclusive publicitário,  quando em estúdio: 6 (seis) horas diárias;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;III - Teatro: a partir da estréia do  espetáculo terá a duração das sessões, com limitação de 8(oito) sessões  semanais;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;IV - Circo e variedades:6 (seis)  horas diárias, com limitação de 40 (quarenta) horas semanais;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;V - Dublagem : 6 (seis) horas  diárias, com limitação de 40 (quarenta) horas semanais.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - O trabalho prestado  além das limitações diárias ou das sessões previstas neste artigo será  considerado extraordinário, aplicando-se-&lt;wbr&gt;lhe o disposto nos artigos 59 a 61  da Consolidação das Leis do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - A jornada normal será  dividida em 2 (dois) turnos, nenhum dos quais poderá exceder de 4 (quatro)  horas, respeitando o intervalo previsto na Consolidação das Leis do  Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 3&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; -  Nos espetáculos teatrais e circenses, desde que sua natureza ou tradição o  exijam, o intervalo poderá em benefício do rendimento artístico, ser superior a  2 (duas) horas.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 45&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Será computado como trabalho  efetivo o tempo em que o empregado estiver à disposição do empregador a contar  de sua apresentação no local de trabalho, inclusive o período destinado a  ensaios, gravações, dublagens, fotografias, caracterização, e todo aquele que  exija a presença do Artista, assim como o destinado à preparação do ambiente, em  termos de cenografia, iluminação e montagem de equipamento.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 46&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Para o artista integrante de  elenco teatral, a jornada de trabalho poderá ser de 8 (oito) horas, durante o  período de ensaio e rensaio, respeitando o intervalo previsto na Consolidação  das Leis do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 47 &lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- A jornada de trabalho do  profissional de teatro, a partir da estréia, terá a duração das sessões e  abrangerá o tempo destinado a caracterização e todo aquele que exija sua  presença para preparação do ambiente.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 48&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Considera-se estúdio, para efeitos  do item II do artigo 44&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, o palco construído e utilizado exclusivamente  para filmagens e gravações, em caráter permanente.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 49&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Na hipótese de exercício  concomitante de funções dentro de uma mesma atividade, será assegurado ao  profissional um adicional mínimo de 40% (quarenta por cento) , pela função  acumulada, tomando-se por base a melhor função remunerada.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 50&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- ë vedada a acumulação de mais de  duas funções em decorrência do mesmo contrato de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 51&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Na hipótese de trabalho a ser  executado fora do local constante do contrato de trabalho, correrão à conta do  empregador, além do salário, as despesas de transporte e de alimentação e  hospedagem, até o respectivo retorno.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 52 &lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- É livre a criação interpretativa  do Artista e do Técnico em Espetáculos de Diversões, respeitando o texto da  obra.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único  - Considera-se texto da obra, para fins desta artigo, a forma final do  roteiro.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  53&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Para a  contratação de estrangeiro, domiciliado no exterior, exigir-se-á prévio  recolhimento de importância equivalente a 10% (dez por cento) do valor total do  ajuste à Caixa Econômica Federal em nome da entidade sindical da categoria  profissional.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  54&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O  fornecimento de guarda-roupa e demais recursos indispensáveis ao cumprimento das  tarefas contratais será de responsabilidade do empregador.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 55&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Nenhum artista ou Técnico em  Espetáculos de Diversões será obrigado a interpretar ou participar de trabalho  passível de por em risco sua integridade física ou moral.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 56&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- a contratação de figurante não  qualificado profissionalmente para atuação esporádica, determinada pela  necessidade de características artísticas da obra poderá ser feita mediante  indicação conjunta dos sindicatos de empregados e empregadores.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 57&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Considera-se figurante a pessoa  convocada pela produção para se colocar a serviço da empresa, em local e horário  determinados, para participar individual ou coletivamente, como complementação  de cena.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único  - Não será considerada figurante a pessoa cuja imagem seja registrada por se  encontrar, ocasionalmente, no local utilizado na filmagem.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 58&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Ao figurante não se exigirá prévio  registro no Ministério do Trabalho, devendo os originais dos documentos de  indicação conjunta permanecer em poder do empregador e cópias em poder dos  sindicatos de empregados e empregadores.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 59 &lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Os filhos dos profissionais de que  se trata este regulamento, cuja atividade seja itinerante, terão assegurada a  transferência de matrícula e conseqüente vaga nas escolas públicas locais de  1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; e 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; graus, e autorizada nas escolas particulares desses  níveis, mediante apresentação de certificado da escola de origem.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 60&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Os textos destinados à  memorização, juntamente com o roteiro de gravação ou plano de trabalho, deverão  ser entregues ao profissional com antecedência mínima de 72 (setenta e duas)  horas, em relação ao início dos trabalhos.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 61&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Os profissionais de que trata este  regulamento tem penhor legal sobre o equipamento e todo material de propriedade  do empregador , utilizado na realização de programa, espetáculo ou produção,  pelo valor das obrigações não cumpridas pelo empregador.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 62&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; - é assegurado o direito do  atestado de que trata o item III do artigo 8&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, ao Artista ou Técnico em  Espetáculos de Diversões que, até a data da publicação da Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.533,  de 24 de maio de 1978, tenha exercido, comprovadamente a respectiva  profissão.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  63&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- As  infrações ao disposto na Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.533, de 24 de maio de 1978, e neste  regulamento, serão punidas com multa de 2 (duas) a 20 (vinte) vezes o valor de  referência previsto no artigo 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, parágrafo único, da Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;  6.205, de 29 de abril de 1975, calculada à razão de um valor de referência por  empregado em situação irregular.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 1&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - Em caso de  reincidência, embaraço ou resistência à fiscalização, ou emprego de artifício ou  simulação com o objetivo de fraudar a lei, a multa será aplicada em seu valor  máximo.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 2&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - O  Ministério do trabalho expedirá Portaria dispondo sobre a gradação e  recolhimento das multas de que se trata este artigo.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;§ 3&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; - É competente para  aplicar as multas de que se trata este artigo o Delegado Regional do Trabalho do  Ministério do Trabalho.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 64&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- O empregador punido na forma do  artigo anterior, enquanto não regularizar a situação que deu causa a atuação e  não recolher a multa aplicada, após esgotados os recursos cabíveis, não  poderá:&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;ul type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;I - receber qualquer beneficio,  incentivo ou subvenção concedidos por órgão públicos;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;II - obter liberação para exibição  do programa, espetáculo ou produção, pelo órgão ou autoridade  competente.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Parágrafo único - Caberá ao  Ministério do trabalho, através da Delegacia Regional do Trabalho, a iniciativa  de comunicar ao órgão ou autoridade competente para liberação de programa,  espetáculo ou produção, e aos órgão públicos que concedem benefício, incentivo  ou subvenção às pessoas físicas ou jurídicas referidas no artigo 3&lt;u&gt;o&lt;/u&gt;, a  situação irregular do empregador que não houver regularizado a situação que deu  causa a autuação e não houver recolhido a multa aplicada, após esgotados os  recursos cabíveis.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art. 65&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Aplicam-se ao Artista e Técnico em  Espetáculos de Diversões as normas da legislação do trabalho exceto naquilo que  for regulado de forma diferente na Lei n&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; 6.533, de 24 de maio de  1978.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Art.  66&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;- Este  decreto entrará em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em  contrário.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Brasília, DF, em  5 de outubro de 1978, 157&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; da Independência e 90&lt;u&gt;o&lt;/u&gt; da República.  Publicado no DO em 06/10/78. &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Assinado por  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Ernesto  Geisel&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Arnaldo  Pietro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Armando  Falcão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Rômulo  Furtado&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;  &lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;Euro  Brandão&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;I -TEATRO, CIRCO  E DANÇA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;b&gt;ACROBATA&lt;/b&gt; - Executa acrobacias e demonstrações de ginástica,  realizando exercícios de contorcionismo, força e equilíbrio, saltos e  cambalhotas; utiliza-se de barras, trampolim, aparelhos, animais, bicicletas e  outros meios.&lt;br /&gt;Pode atuar sozinho ou em conjunto com outros Artistas, no ar ou  em terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ADERECISTA&lt;/b&gt; - Monta, transforma ou duplica objetos  cenográficos, e de indumentária, seguindo orientação do Cenógrafo e/ou  Figurinista, utilizando-se de técnicas artesanais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;AMESTRADOR&lt;/b&gt; -  Amestra animais domésticos para exercícios, através de comando de gestos, voz,  baseando-se no reflexo condicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE DIREÇÃO&lt;/b&gt; -  Auxilia e assiste o diretor, em todas as suas atribuições, participando do  processo criador; zela pela disciplina e andamento dos ensaios na ausência do  Diretor, atuando também como elemento de ligação junto à produção, equipe  artística e técnica; providência os avisos diariamente colocados em tabelas  durante os ensaios; na ausência do Diretor a responsabilidade de toda a parte  artística poderá lhe ser delegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ATOR&lt;/b&gt; - Cria, interpreta e  representa uma ação dramática, baseando-se em textos, estímulos visuais, sonoros  ou outros, previamente concebidos por um autor ou criados através de  improvisações individuais ou coletivas; utiliza-se de recursos vocais, corporais  e emocionais, apreendidos ou intuídos, com o objetivo de transmitir, ao  espectador, o conjunto de idéias e ações dramáticas propostas; pode utilizar-se  de recursos técnicos para manipular bonecos, títeres e congêneres; pode  interpretar sobre a imagem ou voz de outrem; ensaia buscando aliar a sua  criatividade à do Diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BAILARINO OU DANÇARINO&lt;/b&gt; – Executa danças  através de movimentos coreográficos pré-estabelecidos ou não; ensaia seguindo  orientação do Coreógrafo, atuando individualmente ou em conjunto, interpretando  papéis principais ou secundários; pode optar pela dança clássica, moderna,  contemporânea, folclórica, popular ou shows; pode ministrar aulas de dança em  academias ou escolas de dança, reconhecidas pelo Conselho Federal de Educação,  obedecidas as condições para registro como professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BARREIRA&lt;/b&gt; -  Cuida da manutenção do espetáculo circense visando o bom andamento do mesmo; faz  montagem e desmontagem dos números no decorrer do espetáculo; eventualmente  ajuda o Artista, quando o mesmo se apresenta sozinho, sob orientação do  Ensaiador Circense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CABELEIREIRO DE ESPETÁCULOS&lt;/b&gt; - Executa  penteados exigidos pela concepção do espetáculo, seguindo a orientação da equipe  de criação e utilizando produtos adequados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CAMARADA&lt;/b&gt; - Ajuda a  armar o circo e a cuidar da sua manutenção, limpando-o, ajustando todos os  acessórios das instalações e executando outras tarefas auxiliares, sob  orientação do Capataz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CAMAREIRA&lt;/b&gt; - Encarrega-se da conservação das  peças de vestuário utilizadas no espetáculo, limpando-as, passando-as e  costurando-as, providenciando a sua lavagem; auxilia os Atores e Figurantes a  vestirem as indumentárias cênicas; organiza o guarda-roupa e embalagem dos  figurinos, em caso de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CAPATAZ&lt;/b&gt; - Encarregado geral do  material; examina o bom estado das cordas, cabos de aço, mastaréus, grades,  cruzetas e todo o material, para que haja segurança do público e dos artistas,  tendo sob sua subordinação o Camarada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CARACTERIZADOR&lt;/b&gt; - Cria e  projeta características físicas artificiais, maquilagem e penteados do  personagem, definidos pela direção do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CENÓGRAFO&lt;/b&gt; -  Cria, projeta e supervisiona, de acordo com o espírito da obra, a realização e  montagem de todas as ambientações e espaços necessários a cena, incluindo a  programação cronológica dos cenários; determina os materiais necessários; dirige  a preparação, montagem, desmontagem e remontagem das diversas unidades do  trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CENOTÉCNICO&lt;/b&gt; - Planeja, coordena, constrói, adapta e  executa todos os detalhes de material, serviços e montagem de cenários, seguindo  maquetes, croquis e plantas fornecidos pelo Cenógrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COMEDOR DE  FOGO&lt;/b&gt; - introduz e expele fogo pela boca, utilizando-se de tochas,  acendendo-as e apagando-as sucessivamente; faz também demonstrações de  insensibilidade epidérmica ao fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONTORCIONISTA&lt;/b&gt; - Executa  contorcionismo em vários sentidos, mediante exercícios específicos, para causar  a impressão de fenômenos anatômicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONTRA-REGRA&lt;/b&gt; - Executa  tarefas de colocação dos objetos de cena e decoração do cenário; guarda-os em  local próprio; cuida da sua manutenção solicitando aos técnicos os reparos  necessários; dá sinais de início e intervalos do espetáculo para Atores e  público; executa a limpeza do palco; é encarregado pelos efeitos ruídos na caixa  de teatro, seguindo as exigências do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COREÓGRAFO&lt;/b&gt; – Cria  obras coreográficas, e/ou movimentações cênicas, utilizando-se de recursos  humanos, técnicos e artísticos, a partir de uma idéia básica, valendo-se, para  tanto, de musica, texto, ou qualquer outro estimulo: estrutura o esquema do  trabalho a ser desenvolvido e cria as figuras coreográficas ou seqüências;  transmite aos Artistas a forma, a movimentações, o ritmo, a dinâmica ou  interpretação, necessários para a execução da obra propost; pode dedicar-se à  preparação corporal de Artistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CORTINEIRO&lt;/b&gt; - Manipula cordas ou  dispositivos elétricos, para o movimento das cortinas, seguindo as determinações  do Diretor ou Diretor de Cena, mediante as necessidades determinadas pelo  espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COSTUREIRA DE ESPETÁCULOS&lt;/b&gt; - Confecciona trajes  específicos para espetáculos, a partir das idéias concebidas do Figurinista ou  Cenógrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR&lt;/b&gt; - Cria,elabora e coordena a encenação do  espetáculo a partir de uma idéia, texto, roteiro, obra literária, música ou  qualquer outro estímulo utilizando-se de recursos técnico-artísticos procurando  assegurar o alcance dos resultados objetivados com a encenação; estuda a obra a  ser representada, analisando o tema, personagem e outros elementos importantes,  para obter uma percepção geral do espírito da mesma; define com o Coreógrafo,  Figurinista, Cenógrafo, iluminador e outros técnicos, quais as melhores soluções  para o espetáculo, preservando assim a unidade da obra; assume a linha  filosófica ou ideológica, individual ou coletiva para o trabalho, norteado pelos  princípios da liberdade criativa; decide sobre quaisquer alterações no  espetáculo; opina e sugere sobre a divulgação do espírito do espetáculo; presta  assistência durante o período de apresentação; na relação com o Produtor fica  preservada a sua autonomia quanto à criação; define com o Produtor a equipe  técnica e artística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR CIRCENSE&lt;/b&gt; - Programa o espetáculo,  dirige o ensaio e a apresentação e é responsável pela organização e boa ordem do  espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE CENA&lt;/b&gt; - Encarrega-se da disciplina e  andamento do espetáculo durante a representação; faz cumprir as normas e  horários para o bom andamento do trabalho; elabora tabelas de avisos,  notificando os corpos técnico e artístico do andamento ou alterações do  trabalho; comunica ao contra-regra as irregularidades ou problemas de manutenção  de objetos, cenários ou figurinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE PRODUÇÃO&lt;/b&gt; -  encarrega-se da produção do espetáculo junto a equipe técnica e artística;  analisa a planeja as necessidades de montagem; controla o andamento da produção,  dando cumprimento a prazos e tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DOMADOR&lt;/b&gt; - Doma e adestra  animais ferozes, dentro de jaulas adequadas. Utiliza-se de aparelhos e objetos  apropriados para obter dos animais o cumprimento dos exercícios por ele  determinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ELETRICISTA DE CIRCO&lt;/b&gt; - Cuida da iluminação interna e  externa e mantém as fiações em bom estado; instala os refletores, quadros de luz  e chaves; faz efeitos de iluminação e opera refletores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ELETRICISTA DE  ESPETÁCULOS&lt;/b&gt; - Instala e repara os equipamentos elétricos e de iluminação,  mantendo-os, substituindo-&lt;wbr&gt;os ou reparando circuitos elétricos, para adaptar  essas instalações às exigências do espetáculo; afina os refletores e coloca  gelatinas coloridas conforme o esquema de iluminação; instala as mesas de  comando das luzes e aparelhos elétricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ENSAIADOR CIRCENSE&lt;/b&gt; -  ensaia representações teatrais e outros Artistas para números de picadeiro ou  palco, visando melhor desenvolvimento do espetáculo; pode servir de ponto nas  apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EQUILIBRISTA&lt;/b&gt; - Realiza exercícios de acrobacia  baseado em pontos de equilíbrio, utilizando-se de aparelhos adequados para  auxílio ou complementação do seu desempenho artístico; pode apresentar-se só ou  acompanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EXCÊNTRICO MUSICAL&lt;/b&gt; - Executa números musicais  acrobáticos, utilizando-se de instrumentos que coloca sobre as costas ou sob as  pernas, bem como de outros objetos não instrumentais necessários à execução de  seus números; pode se apresentar sozinho ou acompanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FAQUIR&lt;/b&gt; -  Faz demonstrações de sua potencialidade e suportar dores ou sofrimento, por  meios próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FIGURANTE&lt;/b&gt; - Participa, individual ou  coletivamente, de espetáculos como complementação de  cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FIGURINISTA&lt;/b&gt; - Cria e projeta os trajes e complementos usados  por atores e figurantes, de acordo com a equipe de criação; indica os materiais  a serem utilizados; acompanha, supervisiona e detalha a execução do  projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;HOMEM-BALA&lt;/b&gt; - Lança-se ao ar por um canhão explosivo no  lugar de uma bala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;HOMEM DO GLOBO DA MORTE&lt;/b&gt; - Realiza acrobacias  sobre uma moto no interior de um globo metálico executando voltas de 360 graus;  apresenta-se só, em duplas ou trios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ICARISTA&lt;/b&gt; - Equilibra sobre os  pés, objetos ou pessoas, em posições estáticas ou  rotativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ILUMINADOR&lt;/b&gt; - Cria e projeta a iluminação do espetáculo  em consenso com a equipe de criação; indica o equipamento necessário; elabora o  plano geral de iluminação o esquema para instalação e adequação os refletores à  mesa de luz, bem como a afinação dos mesmos; prepara o roteiro para operação da  mesa, ensaiando o operador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MÁGICO&lt;/b&gt; - Faz deslocar ou desaparecer  objetos; executa outros tipos de ilusionismo, realizando truques, jogos de  mágica de prestidigitaçã&lt;wbr&gt;o, utilizando aparelhos ou movimentos  manuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MAITRE DE BALLET&lt;/b&gt; – Dirige os bailarino ou dançarinos do  corpo de baile, zelando pelo rendimento técnico e artístico do espetáculo;  ensaia bailarinos ou dançarinos; remonta coreografias; ministra aulas de dança  em companhia especifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MALABARISTA&lt;/b&gt; - Pratica jogos com  malabares, tendo habilidade no manuseio de aparelhos, substituindo,  eventualmente, os malabares por outros objetos, com ajuda ou não de  auxiliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MANEQUIM&lt;/b&gt; - Representa e desfila usando seu corpo para  exibir roupas e adereços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MAQUILADOR DE ESPETÁCULO&lt;/b&gt; - Maquila o  rosto, pescoço, mãos e, segundo a necessidade, o corpo do artista, utilizando  produtos adequados e empregando técnicas especiais; analisa o tipo do personagem  a ser vivido pelo Ator, examinado no roteiro, ou segundo sugestões dadas pela  equipe de criação, a idade e características a serem realçadas; aplica  postiços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MAQUINISTA&lt;/b&gt; - Constrói, monta e desmonta cenários:  auxilia o setor cenotécnico; movimenta cortinas de cena, cabos de varanda ou  alçapão; faz a manutenção da maquinaria do teatro e do urdimento; orienta e  executa os movimentos do cenário durante o espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MAQUINISTA  AUXILIAR&lt;/b&gt; - Auxilia o Maquinista nas suas atribuições de construir, montar e  desmontar cenários, bem como na sua movimentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MESTRE DE PISTA&lt;/b&gt;  - Encarregado do espetáculo circense obedecendo e fazendo obedecer à programação  do Diretor Artístico, através do programa interno; fixa avisos em tabelas,  apresentando e auxiliando a apresentação, quando há  apresentador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OPERADOR DE LUZ&lt;/b&gt; - Opera os controles da mesa de  iluminação, fixas ou móveis; executa o roteiro de iluminação; verifica o  funcionamento do equipamento elétrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OPERADOR DE SOM&lt;/b&gt; - Monta e  opera a aparelhagem de som que reproduz a trilha sonora do  espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PALHAÇO&lt;/b&gt; - Realiza pantomimas, pilhérias e outros  números cômicos, comunicando-&lt;wbr&gt;se com o público por meio de cenas divertidas;  caracteriza-&lt;wbr&gt;se através de roupas extravagantes e empregando máscara  constante individual e intransferível ou disfarces cômicos, para apresentar os  seus números; orienta-se por instruções recebidas ou pela própria imaginação,  fazendo gestos característicos, podendo se apresentar só ou  acompanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SECRETÁRIO DE FRENTE&lt;/b&gt; - Percorre praças  antecipadamente para localizar terrenos, fazer locações, licenciar o circo,  promover publicidade e efetuar pagamento; é também responsável pelas despesas e  liberação do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SECRETÁRIO TEATRAL&lt;/b&gt; - Organiza a  administração da empresa; coordena a produção, disciplina, interna e  externamente a atividade da companhia e da produção; encarrega-se da  documentação legal da companhia e da produção; efetua pagamentos; controla os  borde-reaux, fiscaliza a bilheteria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;SONOPLASTIA&lt;/b&gt; - Elabora o fundo  musical ou efeitos sonoros especiais, ao vivo ou gravados, selecionando músicas,  efeitos adequados ao texto e de comum acordo com a equipe de criação; pesquisa  as músicas ou efeitos, para montar a trilha sonora; pode operar a mesa de  controle, produzindo os efeitos planejados ou ensaia o Operador de  som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;STRIP-TEASER&lt;/b&gt; - Representa usando a expressão corporal, para  transmitir dramaticamente emoções sensuais ensaiadas ou improvisadas, com ou sem  música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO DE SOM&lt;/b&gt; - Instala e repara os equipamentos de som  de acordo com a direção; fornece manutenção a estes equipamentos; auxilia  tecnicamente ao Operador de som, quando  necessário.&lt;o&gt;&lt;/o&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;TÉCNICO DE LUZ&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt; - Instala e repara os equipamentos  de luz de acordo com a direção; fornece manutenção a estes equipamentos; auxilia  tecnicamente ao Operador de luz, quando necessário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;II – CINEMA&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;b&gt;ADERECISTA &lt;/b&gt;- Monta, transforma ou duplica, utilizando-se de  técnicas artesanais, objetos cinematográficos e de indumentária, segundo  orientação do cenógrafo e/ou figurinista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ANIMADOR&lt;/b&gt; - Executa a  visualização do roteiro, modelos dos personagens e os lay outs de cena, conforme  orientação do Diretor de Animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ARQUIVISTA DE FILMES&lt;/b&gt; -  Organiza, controla e mantém sob sua guarda filmes e material publicitário em  arquivos apropriados; avalia e relata o estado do material publicitário em  arquivos apropriados; avalia e relata o estado do material, coordenando os  trabalhos de revisão e reparos das cópias, quando possível ou necessário, com o  auxílio do Revisor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Transfere para o  acetato os lay-outs do Animador e do Assistente de  Animador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE ANIMADOR&lt;/b&gt; - Completa o planejamento de  Animador intercalando os desenhos; faz pequenas animações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE  DE CÂMERA DE CINEMA&lt;/b&gt; - Assiste o Operador de Câmera e o Diretor de  Fotografia; monta e desmonta a câmera de cinema e seus acessórios; zela pelo bom  estado deste equipamento, carrega e descarrega chassis, opera o foco, a zoom e o  diafragma, redige os boletins de câmera, prepara o material a ser encaminhado ao  laboratório, realiza os testes de verificação de  equipamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE CENOGRAFIA&lt;/b&gt; - Assiste o Cenógrafo em  suas atribuições; coleta dados e realiza pesquisas relacionadas com o projeto  cenográfico.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;ASSISTENTE DE DIRETOR  CINEMATOGRÁFICO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; - Assiste o Diretor  Cinematográfico em suas atividades, desde a preparação da produção até o término  das filmagens; coordena as comunicações entre o Diretor de Produção  Cinematográfico e o conjunto da equipe e do elenco; colabora na análise técnica  do roteiro, do plano e da programação diária de filmagens ou ordem do dia;  supervisiona o recebimento e distribuição dos elementos requisitados na ordem do  dia; coordena e dinamiza as atividades, visando o cumprimento da programação  estabelecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE MONTADOR CINEMATOGRÁFICO&lt;/b&gt; -  Encarrega-se da cordenação, classificação e sincronização do som e imagem do  copião; executa os cortes indicados pelo Montador Cinematográfico; classifica e  ordena as sobras de som e imagem; sincroniza as diversas pistas componentes da  trilha sonora do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE MONTADOR DE NEGATIVO&lt;/b&gt; -  Assiste o Montador de Negativo em suas atribuições; prepara o material e  equipamento a ser utilizado; acondiciona as sobras de  material.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE OPERADOR DE CÂMERA DE ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Assiste o  Operador de Câmera no processo de filmagens de animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE  PRODUTOR CINEMATOGRÁFICO&lt;/b&gt; - Assiste o Diretor de Produção Cinematográfica no  desempenho de suas funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE REVISOR E LIMPADOR&lt;/b&gt; -  Encarrega-se da revisão e limpeza de películas e fitas  magnéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE TRUCADOR&lt;/b&gt; - Assiste o Trucador  Cinematográfico em suas atribuições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ATOR&lt;/b&gt; - Cria, interpreta e  representa uma ação dramática baseando-se em textos, estímulos visuais, sonoros  e outros, previamente concebidos por um autor ou criados através de  improvisações individuais ou coletivas; utiliza-se de recursos vocais, corporais  e emocionais, apreendidos ou intuídos, com o objetivo de transmitir ao  espectador o conjunto de idéias e ações dramáticas propostas; pode utilizar-se  de recursos técnicos para manipular bonecos, títeres e congêneres; pode  interpretar sobre a imagem ou a voz de outrem; ensaia buscando aliar a sua  criatividade à do Diretor; atua em locais onde apresentam espetáculos de  diversões públicas e/ou nos demais veículos de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;AUXILIAR  DE ILUMINADOR&lt;/b&gt; - Presta auxílio direto ao Iluminador na operação dos sistemas  de luz, transporte e montagem dos equipamentos. Cuida da limpeza e conservação  dos equipamentos, materiais e instrumentos indispensáveis ao desempenho da  função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;AUXILIAR DE TRÁFEGO&lt;/b&gt; - Encarrega-se do encaminhamento dos  filmes aos seus devidos setores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CARPINTEIRO&lt;/b&gt; - Prepara material em  madeira para cenografia e outras destinações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CENARISTA DE  ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Executa os cenários necessários para cada plano, cena e seqüência  da animação conforme os lay outs de cena e orietação do Chefe de Arte e do  Diretor de Animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CENÓGRAFO&lt;/b&gt; - Cria, projeta e supervisiona, de  acordo com o espírito da obra, a realização, e montagem da todas as ambientações  e espaços necessários à cena; determina os materiais necessários; dirige a  preparação, montagem e remontagem das diversas unidades de trabalho. Nos filmes  de longa metragem exerce, ainda, as funções de Diretor de  Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CENOTÉCNICO&lt;/b&gt; - Planeja, coordena, constrói, adapta e executa  todos os detalhes de material, serviços e montagens do cenários, segundo  maquetes, croquis e plantas fornecidas pelo Cenógrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CHEFE DE ARTE  DE ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Coordena o trabalho dos Coloristas e da copiadora  eletrostática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COLADOR-MARCADOR DE SINCRONISMO&lt;/b&gt; - Tira as pontas de  sincronismo, ao mesmo tempo em que faz a marca do ponto sincrônico do anel  anterior, colocando, por meio de emendas, o rolo de filme e de magnético em seu  estado original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COLORISTA DE ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Colore os desenhos  impressos no acetato sob a supervisão do Chefe de Arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONFERENTE DE  ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Confere o trabalho dos Coloristas; auxilia na filmagem; cuida do  mapa de animação e dá ordem dos desenhos e cenários, separando-os por planos e  cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONTINUÍSTA DE CINEMA&lt;/b&gt; - Assiste o Diretor Cinematográfico  no que se refere ao encandeamento e continuidade da narrativa, cenários,  figurinos, adereços, maquilagem, penteados, luz, ambiente, profundidade de  campo, altura e distância da câmera; elabora boletins de continuidade e controla  os de som e de câmera; anota diálogos, ações, minutagens, dados de câmera e  horário das tomadas; prepara a claquete; informa a produção dos gastos diários  de negativo e fita magnética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONTRA-REGRA DE CENA&lt;/b&gt; - Encarrega-se  da guarda, conservação e colocação dos objetos de cena sob orientação do  Cenógrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CORTADOR-COLADOR DE ANÉIS&lt;/b&gt; - Corta os trechos marcados  do copião ou cópia do trabalho seguindo a numeração feita pelo Marcador de  Anéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Cria o planejamento de animação do  filme, os lay outs de cena, guias de animação, movimentos de câmera;  supervisiona o processo de produção, inclusive trilha sonora; é o responsável  pela qualidade do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE ARTE&lt;/b&gt; - Cria, conceitua,  planeja e supervisona a produção de todos os componentes visuais de um filme ou  espetáculo; traduz em formas concretas as relações dramáticas imaginadas pelo  Diretor Cinematográfico e sugeridas pelo roteiro; define a construção  plástico-emocional de cada cena e de cada personagem dentro do contexto geral do  espetáculo; verifica e elege as locações; as texturas, a cor e os efeitos  visuais desejados, junto ao Diretor Cinematográfico e ao Diretor de Fotografia;  define e conceitua o espetáculo estabelecendo as bases sob as quais trabalharão  o Cenógrafo, o Figurinista, o Maquiador, o Técnico em Efeitos Especiais Cênicos,  os gráficos e os demais profissionais necessários supervisionando-&lt;wbr&gt;os  durante as diversas fases de desenvolvimento do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE  ARTE DE ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Responsável pelo visual gráfico dos filmes de animação;  cria os personagens e os cenários do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR  CINEMATOGRÁFICO&lt;/b&gt; - Cria a obra cinematográfica, supervisionando e dirigindo  sua execução, utilizando recursos humanos , técnicos e artísticos; dirige  artisticamente e técnicamente a equipe e elenco; analisa e interpreta o roteiro  do filme, adequando-o à realização cinematográfica sob o ponto de vista técnico  e artístico; escolhe a equipe técnica e o elenco; supervisiona a preparação da  produção; escolhe locações, cenários, figurinos, cenografias e equipamentos;  dirige ou supervisiona montagem, dublagem, confecção da trilha musical e sonora,  e todo o processamento do filme até a cópia final; acompanha a confecção do  trailer, do avant-trailer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE DUBLAGEM&lt;/b&gt; - Assiste ao filme  e sugere a escalação do elenco para a dublagem do filme; esquematiza a produção,  programa nos horários de trabalho, orienta a interpretação e o sincronismo do  Ator sobre sua imagem ou de outrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE FOTOGRAFIA&lt;/b&gt; -  Interpreta com imagens o roteiro cinematográfico, sob a orientação do Diretor  Cinematográfico; mantém o padrão técnico e artístico da imagem; durante a  preparação do filme, seleciona e aprova o equipamento adequado ao trabalho,  indicando e/ou aprovando os técnicos sob sua orientação, o tipo de negativo a  ser adotado, os testes de equipamento, examina e aprova locações interiores e  exteriores, cenários e vestuários; nas filmagens orienta o Operador de Câmera,  Assistente de Câmera, Eletricistas, Maquinistas e supervisiona o trabalho do  Continuista e do Maquiador, sob o ponto de vista fotográfico; no acabamento do  filme, quando conveniente ou necessário, acompanha a cópia final, em  laboratório, durante a marcação de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE PRODUÇÃO  CINEMATOGRÁFICA&lt;/b&gt; - Mobiliza e administra recursos humanos, técnicos,  artísticos e materiais para a realização do filme; racionaliza e viabiliza a  execução do projeto, mediante análise técnica do roteiro, em conjunto com  Diretor Cinematográfico ou seu Assistente; administra financeiramente a  produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EDITOR DE ÁUDIO&lt;/b&gt; - Encarrega-se da revisão e  sincronização dos diálogos dublados; sincroniza as bandas internacionais e marca  as correções a serem feitas na mixagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ELETRICISTA DE CINEMA&lt;/b&gt; -  Encarrega-se da guarda, manutenção e adequada instalação do equipamento elétrico  e de iluminação do filme, distribuindo de acordo com as indicações do Diretor de  Fotografia; determina as especificações dos geradores a serem  utilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FIGURANTE&lt;/b&gt; - Participa, individual ou coletivamente ,  como complementação de cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FIGURISNISTA&lt;/b&gt; - Cria e projeta os  trajes e complementos usados pelo elenco e figuração, executando o projeto  gráfico dos mesmos; indica os materiais a serem utilizados; acompanha,  supervisiona e detalha a execução do projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FOTÓGRAFO DE CENA&lt;/b&gt; -  Fotografa ,durante as filmagens, cenas do filme para efeito de divulgação e  confecção de material publicitário; indica o material adequado ao seu trabalho;  trabalha em conjunto com o Diretor Cinematográfico e o Diretor de  Fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;GUARDA-ROUPEIRO&lt;/b&gt; - Encarrega-se da conservação das  peças de vestuário utilizadas no espetáculo ou produção, auxilia o elenco e a  figuração a vestir as indumentárias, organiza a guarda e embalagem dos  figurinos, em caso de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;LETRISTA DE ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Executa os  letreiros ou créditos para produções cinematográficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MAQUIADOR DE  CINEMA&lt;/b&gt; - Encarrega-se da maquilagem ou caracterização do elenco e figuração  de um filme, sob orientação do Diretor Cinematográfico, em comum acordo com o  Diretor de Fotografia; indica os produtos a serem utilizados em seu  trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MAQUINISTA DE CINEMA&lt;/b&gt; - Encarrega-se do apoio direto ao  Operador de Câmera, Assistente de Câmera e Eletricista no que se refere ao  material maquinária; instala e opera equipamentos destinados à fixação e/ou  movimentação de câmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MARCADOR DE ANÉIS&lt;/b&gt; - Executa a marcação dos  anéis de dublagem, no copião ou cópia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MICROFONISTA&lt;/b&gt; -  Assiste o Técnico de Som; monta e desmonta o equipamento zelando, pelo seu bom  estado; posiciona os microfones; confecciona os boletins de  som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MONTADOR DE FILME CINEMATOGRÁFICO&lt;/b&gt; - Monta e estrutura do  filme em sua forma definitiva, sob a orientação do Diretor Cinematográfico, a  partir do material de imagem e som, usando seus recursos artísticos, técnicos e  equipamentos específicos; zela pelo bom estado e conservação das pistas sonoras,  faz o plano de mixagem, participando da mesma; orienta o Assistente de  Montagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;MONTADOR DE NEGATIVO&lt;/b&gt; - Monta negativos de filmes  cinematográficos a partir do copião montado, respeitando os cortes e a marcação  do Montador de Filme Cinematográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OPERADOR DE CÂMERA&lt;/b&gt; - Opera a  câmera cinematográfica a partir das instruções do Diretor Cinematográfico e do  Diretor de Fotografia; enquadra as cenas do filme; indica os focos e os  movimentos de zoom e câmera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OPERADOR DE CÂMERA DE ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; -  Filma os desenhos em equipamento especial responsabilizando-&lt;wbr&gt;se pela  qualidade fotográfica do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OPERADOR DE GERADOR&lt;/b&gt; - Encarrega-se  da manipulação e operação do gerador e corrente elétrica durante as  filmagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OPERADOR DE VÍDEO&lt;/b&gt; - Responsável pela qualidade de  imagem no vídeo, operando os controles aumentando ou diminuindo o vídeo e  pedestal, alinhando as câmeras, colocando os filtros adequados e corrigindo as  aberturas de diafragma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OPERADOR DE TELECINE&lt;/b&gt; - Opera projetores de  telecine, comunicando-&lt;wbr&gt;os de acordo com as necessidades de utilização;  efetua ajustes operacionais nos projetores (foco, filamento e  enquadramento)&lt;wbr&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OPERADOR DE ÁUDIO&lt;/b&gt; - Opera a mesa de audio  durante gravações, respondendo por sua qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PESQUISADOR  CINEMATOGRÁFICO&lt;/b&gt; - Coleta e organiza dados e materiais, desenvolve pesquisas  no sentido de preservação da memória cinematográfica, sob qualquer forma, quer  fílmica, bibliográfica, fotográfica e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PINTOR ARTÍSTICO&lt;/b&gt; -  Executa o trabalho de pintura dos cenários; prepara cartazes para utilização nos  cenários; amplia quadros e telas; zela pela guarda e conservação dos materiais e  instrumentos de trabalho, indispensáveis à execução de sua  tarefa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PROJECIONAISTA DE LABORATÓRIO&lt;/b&gt; - Opera projetor  cinematográfico especialmente preparado para os trabalhos de estúdio de  som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;REVISOR DE FILME&lt;/b&gt; - Executa a revisão e reparo das cópias de  filmes, verificando as condições materiais das mesmas, sob coordenação dos  Arquivistas de Filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ROTEIRISTA DE ANIMAÇÃO&lt;/b&gt; - Cria, a partir de  uma idéia, texto, ou obra literária, sob a forma de argumento ou roteiro de  animação, narrativa com seqüências de ação, com ou sem diálogos, a partir do  qual se realiza o filme de animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ROTEIRISTA CINEMATOGRÁFICO&lt;/b&gt; -  Cria ,a partir de uma idéia, texto ou obra literária, sob a forma de argumento  ou roteiro cinematográfico, narrativa com seqüências de ação, com ou sem  diálogos, a partir da qual se realiza o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO EM EFEITOS  ESPECIAIS CÊNICOS&lt;/b&gt; - Realiza e/ou opera, durante as filmagens, mecanismos que  permitem a realização de cenas exigidas pelo roteiro cinematográfico, cujo  efeito dá ao espectador convencimento da ação pretendida pelo Diretor  Cinematográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO EM EFEITOS ESPECIAIS ÓTICOS&lt;/b&gt; - Realiza e  elabora trucagens, durante as filmagens, com acessórios complementares à câmera,  sem a utilização de laboratório de imagens ou truca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO DE  FINALIZAÇÃO CINEMATOGRÁFICA&lt;/b&gt; - Acompanha as trucagens e faz o tráfego de  laboratórios, supervisionando a qualidade do material trabalhado, na área do  filme publicitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO DE MANUTENÇÃO ELETRÔNICA&lt;/b&gt; -  Encarrega-se da conservação, manutenção e reparo do equipamento eletrônico de um  estúdio de som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTO  CINEMATOGRÁFICO&lt;/b&gt; - Responsável pelo bom andamento das máquinas, com profundo  conhecimento de mecânica e/ou eletrônica cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO  OPERADOR DE CARACTERES&lt;/b&gt; - Opera os caracteres nos programas gravados ,  filmes, vinhetas, chamadas, conforme roteiro da produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO  OPERADOR DE MIXAGENS&lt;/b&gt; - Encarrega-se de reunir, em uma única pista, todas as  pistas sonoras de um filme, após submetê-las a vários processos de equalização  sonora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO DE SOM&lt;/b&gt; - Realiza a interpretação e registro  durante as filmagens, dos sons requeridos pelo Diretor Cinematográfico, indica o  material adequado ao seu trabalho e à equipe que o assiste; examina e aprova, do  ponto de vista sonoro, as locações internas e externas, cenários e figurinos,  orienta o microfonista, acompanha o acabamento do filme, a transcrição do  material gravado para magnético perfurado, a miragem e a transcrição e a  transcrição ótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO DE TOMADA DE SOM&lt;/b&gt; - Realiza a gravação  de vozes, ruídos e músicas, em estúdio de som; opera a mesa de gravação; executa  equalizações sonoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TÉCNICO EM TRANSFERÊNCIA SONORA&lt;/b&gt; - Realiza a  transferência de sons gravados em discos, fitas magnéticas ou negativo ótico;  realiza testes de ajuste do equipamento e da qualidade do negativo ótico  revelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;TRUCADOR CINEMATOGRÁFICO&lt;/b&gt; - Executa trucagens óticas,  realizando efeitos de imagem desejados pelo Diretor Cinematográfico; opera o  equipamento denominado truca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;III - FOTONOVELA&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;       &lt;br /&gt;&lt;b&gt;ARTE-FINALISTA DE FOTONOVELA&lt;/b&gt; - Aplica as fotos nas páginas; traça as  legendas especificando a fala do personagem; faz os fios e o acabamento final de  acordo com a diagramação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ASSISTENTE DE FOTOGRAFIA DE FOTONOVELA&lt;/b&gt; -  Encarrega-se de material fotográfico; executa a troca de lentes das câmeras;  distribui o material de trabalho entre os iluminadores e toma a medição de  luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONTINUÍSTA DE FOTONOVELA&lt;/b&gt; - Acompanha e assiste o Diretor no  que refere ao encadeamento e continuidade das cenas, cenários, figurinos,  adereços, maquilagem, penteados, luz ambiente, altura e distância da câmera;  elabora boletins de controle da continuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;COORDENADOR DE  ELENCO&lt;/b&gt; - Seleciona atores para composição de elenco para fotonovela; promove  o primeiro contato entre as partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIAGRAMADOR DE FOTONOVELA&lt;/b&gt; -  Dispõe da seqüência das fotos para serem impressas, tendo o cuidado especial na  programação gráfica das cenas e na colocação das fala; orienta o laboratório  fotográfico quanto ao padrão de ampliação das fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE  FOTONOVELA&lt;/b&gt; - Dirige os Atores, Fotógrafo e equipe técnica; aprova as  locações; quando necessário encaminha ao Redator adaptações de texto; determina  a ambientalizaçã&lt;wbr&gt;o cênica e figurinos; discute com o Fotógrafo os melhores  ângulos para as tomadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DIRETOR DE PRODUÇÃO DE FOTONOVELA&lt;/b&gt; -  Analisa tecnicamente o projeto; elabora o plano para execução da fotonovela e  decide as locações juntamente com o Diretor; determina a tabela de horário;  providencia todos os meios materiais para a realização do plano de  produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;REDATOR DE FOTONOVELA&lt;/b&gt; - Revisa e rescreve, quando  necessário e devidamente autorizado pelo Roteirista, os textos finais da  fotonovela; cria histórias originais ou adapta obras de cunho literário ou não,  transformando-&lt;wbr&gt;as em roteiros com linguagem adequada à  fotonovela.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;IV -  RADIODIFUSÃO&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ATOR&lt;/b&gt; - Cria, interpreta e representa uma ação  dramática, baseando-se em textos, estímulos visuais, sonoros ou outros,  previamente concebidos por um autor ou criados através de improvisações  individuais ou coletivas; utiliza-se de recursos vocais, corporais e emocionais  apreendidos ou intuídos, com o objetivo de transmitir ao espectador o conjunto  de idéias e ações dramáticas propostas; pode utilizar-se de recursos técnicos  para manipular bonecos, títeres e congêneres: pode interpretar sobre a imagem ou  voz de outrem; ensaia buscando aliar sua criatividade à do  Diretor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;FIGURANTE&lt;/b&gt; - Participa, individual ou coletivamente, de  espetáculos como complementação de cena.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-8825244000599954617?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/8825244000599954617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=8825244000599954617&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8825244000599954617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8825244000599954617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/03/lei-profissao-artista.html' title='LEI - profissão: artista'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-4013686875304989582</id><published>2009-02-09T09:28:00.000-08:00</published><updated>2009-08-24T10:16:56.996-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>O LEVANTE CULTURAL</title><content type='html'>&lt;p style="color: rgb(192, 192, 192); text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O LEVANTE &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(192, 192, 192); text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O &lt;b&gt;Levante&lt;/b&gt; é um termo geográfico tradicionalmente utilizado por historiadores e arqueólogos dos períodos pré-histórico, antigo e medieval, para descrever um vasto território da Ásia ocidental, formado pelas regiões à leste do mar mediterrâneo que se estendo ao norte até as Montanhas de Toros e ao sul até o deserto da Arábia, incluindo o vale fértil entre os rio Tigres e Eufrates, e a antiga Anatólia. Este termo é bastante elástico conforme as diferentes culturas e especificidades geográficas a que se aplica, mas costuma designar, de modo geral, o Mediterrâneo ao leste da Itália. Foi &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cunhado, na verdade pelos franceses, cuja palavra &lt;i&gt;levant&lt;/i&gt; indica também o Oriente, pois se refere à direção em que se presencia o nascer do sol (o levante).&lt;br /&gt;Menos idílica é a história desta região entre os Bálcãs e a Ásia, palco de disputa de diversos impérios – desde os persas, mongóis, bizantinos, cruzados, turco-otomanos, soviéticos e etc, até as guerras evitadas (ou provocadas?) pela OTAN em nosso presente século, cuja destruição de servios, croatas, bósnios, albaneses, macedônios, armênios (novamente), azeris, e outros, se deve muito a construção de um gigantesco oleoduto para drenar o petróleo das profundezas do mar Cáspio e arredores (leia-se uma parte da Geórgia, Turcomenistão, Rússia, Azerbaijão, Irã, Cazaquistão...). Um dos mais tristes e conhecidos episódios foi o massacre dos armênios, em 1915, perpetrado pelos turcos, cujo exemplo foi tragicamente seguido pela Alemanha no genocídio de judeus, ciganos e outros povos durante o 3º. Reich alemão. Entristece ainda a etnofobia israelense contra palestinos e árabes, cujo saldo foi de 15 contra 1000 (ou mais) no início deste ano, um crime de estado inaceitável para um povo cujo extermínio (premeditado) sofrido é ainda tão recente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O “mar dos Kazares” é como os iranianos chamam a bacia do rio Volga ao desaguar no Mar Cáspio, ao norte, onde os especialistas indicam que esteja Itill, a antiga capital do Império Kazar: um império não-eslavo, cujos governantes eram judeus e teriam imposto o judaísmo como religião oficial. Uma grande polêmica envolvendo desde arqueólogos até geneticistas se acendeu em torno de evidências que indicam ser a maioria dos judeus descendentes de povos indo-europeus e não só de semitas. Isto nos faz levantar muitas questões sobre a suposta ascendência comum entre palestinos e judeus, principalmente usada para justificar um certo direito histórico dos israelenses àquelas terras dadas a Abraão e seus descendentes ... e quantos dos israelenses de hoje não vieram da Rússia, diretamente da terra dos Cazares! Incrível coincidência.&lt;br /&gt;Quanto ao termo &lt;b&gt;Levante&lt;/b&gt;, também costuma ser empregado, em história medieval ou mesmo na atualidade, para a região disputada durante as Cruzadas, especialmente no que se refere aos eventos, povos, nações e estados na mesma região, isto é, Israel, territórios palestinos, Jordânia, Líbano e Síria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(192, 192, 192); text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Levante cultural&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(192, 192, 192); text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;Com algumas destas considerações em foco, e partindo de uma prática artística voltada para a paz, diversos artistas de culturas orientais e mediterrânicas criaram o Levantine Cultural Center (Los Angeles) uma recente e interessante iniciativa que junta pesquisadores e artistas cuja proposta, secular, multi-étnica e multi-cultural traduz não somente uma visão de mundo plural, mas uma clara intenção de preservação cultural e criação artística para o fomento da paz, especialmente unindo culturas que estão em risco, pelos conflitos militares e políticos que as envolvem. Israelense e palestinos, turcos e armênios, iranianos, azeris e outros povos tem um campo aberto para o a investigação e preservação artísticas das características culturais que os unificam, como alternativa às razões que os levam à guerras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;* Este artigo foi publicado em 19/03/09&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;no &lt;a href="http://www.icarabe.org/CN02/artigos/arts_det.asp?id=177"&gt;ICArabe&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt; e na Revista Orient (ano I, no. 2, jul-set 2009)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/SpLKjsOdyiI/AAAAAAAABhw/vF_f1bVgunM/s1600-h/levante+revista+orient.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 196px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/SpLKjsOdyiI/AAAAAAAABhw/vF_f1bVgunM/s200/levante+revista+orient.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373580019922487842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-4013686875304989582?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/4013686875304989582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=4013686875304989582&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/4013686875304989582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/4013686875304989582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2009/02/o-levante-cultural.html' title='O LEVANTE CULTURAL'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/SpLKjsOdyiI/AAAAAAAABhw/vF_f1bVgunM/s72-c/levante+revista+orient.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-8203210382686894388</id><published>2008-11-21T08:21:00.001-08:00</published><updated>2009-03-25T10:55:59.633-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotos'/><title type='text'>Sari Galin - fotos</title><content type='html'>&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://picasaweb.google.com/s/c/bin/slideshow.swf" width="288" height="192" flashvars="host=picasaweb.google.com&amp;RGB=0x000000&amp;feed=http%3A%2F%2Fpicasaweb.google.com%2Fdata%2Ffeed%2Fapi%2Fuser%2Fleyunis%2Falbumid%2F5078228989970141393%3Fkind%3Dphoto%26alt%3Drss%26authkey%3DGv1sRgCN-Y39LCm_z7Sg" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A filmagem era caseira, por isto ficou escuro, mas pelas fotos se tem uma idéia melhor... &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Veja abaixo o filme desta dança - &lt;strong&gt;Noiva Amarela&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-8203210382686894388?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/8203210382686894388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=8203210382686894388&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8203210382686894388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/8203210382686894388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2008/11/sari-galin-fotos.html' title='Sari Galin - fotos'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-685554723777524031</id><published>2008-11-19T11:15:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T10:14:54.904-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia'/><title type='text'>A Noiva Amarela</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sari Galin* - A noiva Amarela - é uma peça do repertório armênio, azeri e iraniano. O termo "amarela" aqui diz respeito à cor da pele, provavelmente uma Uygur - mescla étnica e cultural de chineses e turcos (Norte da China, Uzbequistão e Turquestão).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);font-size:85%;" &gt;A coreografia original é um duo (2007), mas fiz solo, no espetáculo Estrela D'água.&lt;br /&gt;Intercala-se com o poema do escritor persa Sohrab Sepehri "O jardim dos viajantes" .&lt;br /&gt;A música conta a história da mulher prometida em um casamento arranjado que apaixona-se por outro homem na véspera das núpcias. Ela se suicida e a letra é um lamento do amante:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);font-size:85%;" &gt;"Não trance a ponta do seu cabelo&lt;br /&gt;Não arranque as flores ainda jovens, noiva amarela&lt;br /&gt;Eles não querem que me case contigo. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);font-size:85%;" &gt;Eu desejo, eu preciso ter a oportunidade de ver a face de minha amada.&lt;br /&gt;O que eu devo fazer, o que eu devo fazer, noiva amarela?&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Sou eu, te procurando entre as estrelas,&lt;br /&gt;Me responda, não parta meu coração!&lt;br /&gt;Eu respirarei com sua respiração cálida,&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Somos nós, apenas nós e o céu.&lt;br /&gt;Você veio até mim na noite absoluta,&lt;br /&gt;A luz me fez despertar, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 102);font-size:85%;" &gt;E fomos separados entre as estrelas.&lt;br /&gt;Oh, Deus, ouça meu lamento,&lt;br /&gt;Eu sinto esta dor afiada no meu peito,&lt;br /&gt;O amor é um jogo e eu estava vencendo,&lt;br /&gt;Eu não poderia imaginar tal fim.&lt;br /&gt;Mas você quis a morte,&lt;br /&gt;Aí está seu ponto no final, noiva amarela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo deste vale,&lt;br /&gt;Traga-me o cordeiro de volta, pastor."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-f8900959d88ceabd" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v7.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Df8900959d88ceabd%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3464D5D7CEC9F7E052E358DECD60EBCC256DE341.50776F1B844264E058B8AAB56AFFF2031C114103%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Df8900959d88ceabd%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DhSK5kTOCd7KvpTJGipjGNyiB2ps&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v7.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Df8900959d88ceabd%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3464D5D7CEC9F7E052E358DECD60EBCC256DE341.50776F1B844264E058B8AAB56AFFF2031C114103%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Df8900959d88ceabd%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DhSK5kTOCd7KvpTJGipjGNyiB2ps&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family: trebuchet ms;font-size:85%;" &gt;*Versão  musical de Hossein Alizâdeh e Djivan Gasparian (Endless Vision)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-685554723777524031?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=12b01ab29bdf14b9&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=3c5740301d6f5ab&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=ab13e53218e7579f&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=b0dd23ac07fcde7f&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=b68a170e647797ab&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=ef46202ab645056e&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=f8900959d88ceabd&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/685554723777524031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=685554723777524031&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/685554723777524031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/685554723777524031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2008/11/noiva-amarela.html' title='A Noiva Amarela'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-469959295194039036</id><published>2008-11-19T10:06:00.000-08:00</published><updated>2009-03-27T11:08:49.924-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>A Estrela e o Jarro</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estas duas coreografias foram feitas especialmente pelo Entreventres para esta IV Diwan de Poesia e Dança, realizado pelo Instituto da Cultura Árabe, com direção de Chico de Assis.&lt;br /&gt;A primeira foi feita sobre a música andaluza "Alarifes Mudéjares" e traz uma reflexão universal a respeito do arquétipo da água como metáfora da experiência humana e cultural.&lt;br /&gt;A segunda, criada também sobre música de repertório andaluz do século XI*, "Jardin del Al-Andaluz", é uma leitura da confluência harmoniosa e rica das culturas muçulmana, judaica e cristã que floresceram sob o califado de Córdoba.&lt;br /&gt;Ao final, as silhuetas se deparam com a limitação real e contrastante do presente, na imagem do muro projetada ao fundo - muro este que Israel vem construindo em torno do rio Jordão, isolando os territórios palestinos do único manancial da região.&lt;br /&gt;Esta foto foi tirado do lado palestino. A despeito da aridez da paisagem, o graffite desenhado no topo dos escombros delineia uma rachadura artificial através da qual se vislumbra um céu azul e belo do outro lado. Uma espécie de desafio do artista tentando romper, através de sua arte, aquela barreira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="341" height="282" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-4f8b1dc41315f5ad" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v23.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D4f8b1dc41315f5ad%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D23A0434AECEDE0A5F699EDEBF34DE907A8DAA683.55366459B3D5F141975766E28D3F896D3D21EED%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D4f8b1dc41315f5ad%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DsgeDz7HFfo7ldHP114j7HyLX2t0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="341" height="282" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v23.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D4f8b1dc41315f5ad%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D23A0434AECEDE0A5F699EDEBF34DE907A8DAA683.55366459B3D5F141975766E28D3F896D3D21EED%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D4f8b1dc41315f5ad%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DsgeDz7HFfo7ldHP114j7HyLX2t0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;*As músicas estão na interpretação de Eduardo Paniágua (Tree Cultures in Medieval Spanish).&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-469959295194039036?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=4f8b1dc41315f5ad&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/469959295194039036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=469959295194039036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/469959295194039036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/469959295194039036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2008/11/estrela-e-o-jarro.html' title='A Estrela e o Jarro'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-7817323215777209901</id><published>2008-11-19T06:25:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T12:08:32.407-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>Meia-noite - Diwan do ICArabe  2007</title><content type='html'>&lt;span style="COLOR: rgb(51,102,102)"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nabil Arida e Nael Qassis lêem "Meia-Noite" de Mourid Bargouth antes da dança "Bagdá".&lt;br /&gt;Este Diwan organizado pelo ICArabe em 2007 no Teatro da Aliança Francesa, foi mais diversificado do que aquele que nós tinhamos feito para a mostra AMRIK, mas manteve a reflexão sobre a Palestina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;object width="342" height="263" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-9142d717a6db5e16" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9142d717a6db5e16%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D16BC55329DEE74A9DBB5AB5DC8D771E2AAE86E0B.6078CB89900D225C3985A51A4BB066C0A96E99C1%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9142d717a6db5e16%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D7LZTBa7iGQ1ZRge8xnMthCPckLc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="342" height="263" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9142d717a6db5e16%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331654051%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D16BC55329DEE74A9DBB5AB5DC8D771E2AAE86E0B.6078CB89900D225C3985A51A4BB066C0A96E99C1%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9142d717a6db5e16%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D7LZTBa7iGQ1ZRge8xnMthCPckLc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-7817323215777209901?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=475c69df329ac652&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=9142d717a6db5e16&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/7817323215777209901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=7817323215777209901&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/7817323215777209901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/7817323215777209901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2008/11/meia-noite-diwan-do-icarabe-2007.html' title='Meia-noite - Diwan do ICArabe  2007'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-759942289116672198</id><published>2008-11-19T04:05:00.000-08:00</published><updated>2009-03-27T11:12:59.171-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='video'/><title type='text'>Diwan Resistência Palestina - Mostra Amrik</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt;Este trabalho foi emocionante... todos estavamos muito sensibilizados durante o ensaio...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 204);"&gt;Ben Jelloun lido por Soraia Rabay&lt;br /&gt;Dança de saudação por Leandra Yunis&lt;br /&gt;Waly Salomão por Lélia Maria Romero&lt;br /&gt;Mahmoud Darwish por Lélia M. Romero, Thiago Amaral e Nael Qassis (em árabe).&lt;br /&gt;Punhal dançado por Mariana Serafim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="343" height="293" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-3f91de86a4bf60f6" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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guerra no Iraque. Ela veio pronta, inteira, montei numa tarde, foi mais como uma incorporação. Presentia que deveria dançá-la também contra as demais guerras que se sucederam... por isto ela se chama Bagdá, mas poderia chamar-se Ramallah ou ter tantos outros nomes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música é de Pixies, chama-se Silver: "In this land of strangers, there are dangers, there are sorrows...I can't see this lady, it's shade, i am leaving tomorrow... Even there's some reason, it's silver, it's gone..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="343" height="286" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-ec5967615813d9b1" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/2719575490416587436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2008/11/diwan-resistncia-palestina-making-off.html' title='Diwan Resistência Palestina - parte II'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-745841735992055880</id><published>2008-11-17T06:08:00.000-08:00</published><updated>2011-02-09T04:48:24.109-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>O LUGAR DA MÚSICA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;strong&gt;Ainda tenho à flor da pele&lt;/strong&gt; o filme “O conhecimento é o início” (Paul Smaczny) que documenta a história da orquestra criada pelo brilhante maestro Daniel Barenboim, e seu amigo, o também incrível intelectual Edward Said, reunindo jovens talentosos de diversas origens: síria, libanesa, palestina, israelense, entre outras. Martelou-se em minha mente por diversos dias porque teriam decidido criar uma orquestra com repertório europeu? Uma das respostas óbvias é o fato de que as músicas regionais se tornariam fator de desavenças e disputas de todas as partes, especialmente criando uma distância maior entre israelenses e árabes. O objetivo de Barenboim e Said era evidentemente o oposto, então a música ocidental era campo neutro. Mas é óbvio que com instrumentos e talentos reunidos, logo a ocasião surgiria – como surgiu – nas horas vagas, em que alguns tocassem espontaneamente seus repertórios tradicionais. Isto não aparece no filme, mas sabemos que Said conta em “Paralelos e Paradoxos” um episódio em que um garoto árabe proíbe o colega israelense de entrar na roda para tocar uma música que considera de repertório árabe. Barenboim intervém, como era de se esperar, com seu alquímico e teatral peso de maestro-mediador, argumentando que, então com que direito todos eles estavam a tocar o repertório alemão, italiano, e assim por diante? Percebemos, ao ver o filme, que isto era provável e até previsível. A experiência humana que se buscava provocar e vivenciar naquele projeto passavam pela reformulação da relação com a música, como um meio de reformular as identidades. Mas não se esgotava nisto.&lt;br /&gt;Jorge Almeida, no debate que se seguiu ao filme, conta-nos também que Said discorria sobre o papel da orquestra no desenvolvimento técnico e pessoal dos músicos, pela necessidade que existe nela de equilibrar a aplicação e presença de espírito individual do músico com a sincronia e atenção em relação ao grupo, para que o conjunto como um todo atinja sua finalidade de apresentar, em tempo real, algo profundo, tocante, belo, mas também sofisticado e preciso, como é a música clássica ocidental. Esta seria uma parte central do processo amalgamador daquelas vidas, tão semelhantes entre si, mas divididas por muros, políticas de Estado e de grupos sectários, e uma grande dose de preconceito de ambos os lados. A outra parte, penso ter sido a compaixão, que os irmanava aos poucos, pela consciência da dor alheia. A visita do grupo ao campo de concentração. As visitas de Daniel aos campos de refugiados.&lt;br /&gt;Penso que a opção da orquestra está bem justificada, mas a escolha do repertório, intencional ou não, me parece ter um outro principio norteador. Mesmo que a praia musical de Barenboim, bem como de Said, seja música ocidental e não oriental, penso que não faltaria coragem a Barenboim, por sua personalidade desafiadora, juntar-se a algum importante maestro de música oriental, se fosse o caso de buscar um repertório original e eclético, por exemplo. Imagino como teria sido magnífico, e nada impossível, contar com a presença do brilhante musicista e diretor da Orquestra Nacional do Teerã, Hossein Alizâdeh. Ou outro. Mas não vem ao caso, por que o fato é que a música ocidental possui uma característica única para cumprir com as intenções dos nossos dois maestros-de-vida daqueles jovens. A música ocidental tem harmonia. A harmonia pressupõe a coexistência de diferentes melodias – portanto diferentes narrativas melódicas, isto é, diferentes emoções e, porque não, identidades – harmonizadas literalmente pelo “arranjo” destas no interior da peça. O “arranjo” aqui é o que realiza o amálgama dos afetos numa mesma narrativa, por assim dizer. Penso que isto, mesmo nas entrelinhas, deve ter feito considerável diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A importância dos lugares – situar-se na música&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espanha – Depois da dor, provocada pelo contato com o campo de concentração na Alemanha, eles passaram a ensaiar no sul da Espanha. A escolha é feliz, porque da confluência das três grandes culturas cristã, árabe e judaica, naquele campo frutificou a florescente cultura do Al-Andaluz, séculos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramallah – O ápice do desenvolvimento daqueles jovens, impressionantemente amadurecidos pelos conflitos vividos em seus lugares de origem foi, como disse um deles, “a bomba” que Barenboim lançou-lhes: o convite para tocar em Ramallah, centro do conflito palestino-israelense. A mera possibilidade de enfrentarem este grande desafio, mesmo diante dos riscos de segurança e da missão abortada por diversas dificuldades, insuflou os jovens artistas de um ânimo até então desconhecido; trouxe à tona vários questionamentos ao nível existencial e, como diz a jovem garota síria, a consciência de que eles, enquanto artistas, têm o dever de dialogar com as questões de seu tempo, talvez o poder de intervir e a necessidade, portanto, de posicionar-se. Passaram de artistas passivos que reproduzem estricta e tecnicamente uma boa música, para cidadãos diante de um mundo que os impele a agir. Tomar as rédeas daquilo que eles representam e usar seu talento para algo real, para a transformação o quanto possível, da realidade que os cerca.&lt;br /&gt;Sabemos que numa oportunidade posterior eles tocaram efetivamente em Ramallah. Estou esperando ansiosamente pela exibição deste filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O lugar na música&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro lugar - darei uma espécie de salto mortal do filme de Barenboim-Said, para o filme sobre Waly Salomão, "Pan-cinema permanente" (Carlos Nader). O que os une? A idéia da arte como algo transformador. Fazer o que se ama, já um ato de coragem diante da realidade castradora. A criação de perspectivas alternativas e o desenvolvimento da criatividade, fundamentais para a liberdade. Talvez de tudo isto um pouco. Mas me aterei ao elemento da música.&lt;br /&gt;A música está amalgamada à poesia de Waly, e a origem disto é - ele conta, - o fascínio que exercera sobre ele a religiosidade muçulmana de seus ancestrais ao fundirem, no rito sagrado, a música e a palavra revelada. Para ele tudo na vida era matéria poética, e têm, por conseguinte, uma expressão musical. Tudo que se nomeia ou profere carrega a força da palavra, e a palavra, a imanência da sua intrínseca musicalidade.&lt;br /&gt;Os “pontos” de candomblé estão vivamente presentes na vida de Waly, também letrista dos principais músicos da MPB brasileira. O “ponto” do candomblé se refere ao orixá que se louva, ao lugar, e ao ponto na música, ou seja, o ritmo como “lugar” da manifestação da entidade, meio pelo qual ela “desce” e se comunica com os humanos precisamente no lugar, musical e espacial, onde é tocada.&lt;br /&gt;O maqam, na música árabe, é conceito central daquela tradição modal de música, e é uma espécie de ambiente formado por um conjunto de notas (tons, somitons e variações ainda menores, já que depende da afinação natural dos instrumentos) que, pela forma como se agrupam designará a natureza do que será tocado. Em todo o Oriente Médio, incluindo a tradição judaica, e também nos países da Ásia Central, há diferenças geográficas no uso dos maqams, utilizados de acordo com as circunstâncias, inclinações e tradições locais.&lt;br /&gt;Maqãm – tal como se encontra descrito na “Tradução do sentido do nobre ALCORÃO para a língua portuguesa” é um termo usado para designar o lugar onde Abraão fazia suas orações, ou os templos por ele construídos, a ka’bah; a palavra tem a mesma conotação espaço-musical de raiz, ponto, lugar específico apropriado para a relação da imanência de Deus com o mundo.&lt;br /&gt;No Iraque o maqam tem ainda uma outra conotação: neste país trata-se de uma tradição lítero-musical onde se entoam versos poético-religiosos, incluindo-se poesia de tradição persa, que tem um sentido espiritual. Esta espécie de performance-sarau pode durar horas e é, quase sempre, acompanhada por outros músicos.&lt;br /&gt;A meu ver, o “ponto” e o “maqam” tem uma notável correspondência. De certa forma, Said e Barenboim, embora usando a música ocidental, agregaram a esta o sentido fundamental do Maqam, ao levar aqueles músicos a literalmente se “situarem” no seu mundo, precisamente através da musica, desta arte como forma de elevação espiritual e humanística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Silêncio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estranho e incompreensível silêncio que o campo acadêmico brasileiro tem brindado a Edward Said, o Instituto da Cultura Árabe foi o único a promover um evento comemorativo dos 30 anos da sua obra central – O Orientalismo. Realizou-se no Centro Maria Antônia, que também foi palco de importantes eventos históricos e da formação de preciosos intelectuais, e que completa 40 anos da ocupação de 68. O filme nos tocou a todos os presentes, de maneira muito profunda e especial, preenchendo este silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;Publicado na Revista Chams&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt; &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;- n. 197&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; - jun/09&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3850238826856253222-745841735992055880?l=entreventres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://entreventres.blogspot.com/feeds/745841735992055880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3850238826856253222&amp;postID=745841735992055880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/745841735992055880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3850238826856253222/posts/default/745841735992055880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://entreventres.blogspot.com/2008/11/o-lugar-da-msica.html' title='O LUGAR DA MÚSICA'/><author><name>ENTREVENTRES</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01260873141746560755</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_6JFvthsJXME/S-iaKb3ehWI/AAAAAAAABsY/nXLlol1669U/S220/le+baaz.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3850238826856253222.post-7073545871202840985</id><published>2008-11-06T11:14:00.000-08:00</published><updated>2009-03-18T12:06:03.014-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='artigo'/><title type='text'>Um pecado de Lesa Cultura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Ao participar de um evento sobre patrimônio histórico mundial na cidade de Paranapiacaba - um dos tesouros brasileiros e sítio de risco -, tive o prazer de conhecer este senhor inteligentíssimo, cordial e resoluto na defesa da cultura. Me concedeu este artigo, quando eu então colaborava para o jornal universitário Palavra Latina. Publico –o novamente aqui. Trata-se de uma síntese da ação do império americano sobre certos países do Oriente Médio. A esta altura dos acontecimentos não traz nenhuma novidade, mas sim um campo de reflexão ainda necessário para os representantes da cultura oriental.&lt;br /&gt;No atual contexto, sob o impacto e expectativa dos últimos acontecimentos – crise e eleições nos EUA – fica no ar a questão: e agora, o que sucederá? Haverá de fato uma mudança significativa?&lt;/span&gt;&
